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A lenda...
#21
O que gostei especialmente desse vídeo foi como ele saiu a correr do carro quando o outro piloto teve o acidente.. Será muito difícil voltar a ver isso novamente..
[Image: assinaturacj7.jpg]
[Image: f52ki0.jpg]
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#22
ArrayO que gostei especialmente desse vídeo foi como ele saiu a correr do carro quando o outro piloto teve o acidente.. Será muito difícil voltar a ver isso novamente..[/quote]

É verdade, penso que esse piloto acidentado era o Erik Comas. Lembram-se quando, depois do acidente do Senna, no meio de todo o aparato no Tamburello, vindo do nada, aparece um carro de Formula 1? Penso que era o carro do Erik Comas, há várias versões sobre o sucedido, especula-se que tenha sido o próprio piloto a decidir ir ao local para se inteirar da situação, uma hipótese que faz sentido depois de ver estas imagens.
[Image: celeritas_sig.png]
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#23
Eu nunca fui grnade fâ do Shumi.... mas o video dá mesmo pena:sad:
[Image: StickFight.gif] [Image: RPAB-TF109-03copy.jpg]
Do melhor!!!!!
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#24
Deixo aqui uma entrevista, muito recente, feita ao A.Prost em que ele faz revelações muito interessantes e inéditas sobre a sua relação com o A.Senna :

http://www.youtube.com/watch?v=5DDUf1yIN9s&NR=1 http://www.youtube.com/watch?v=xEsOWwDCIx8...feature=related

Dois dos maiores ícones da F1.

Um abraço
Senna Forever
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#25
:blink1::cheesy:
[Image: mclarensj5.jpg]
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#26
Muito bom
[Image: StickFight.gif] [Image: RPAB-TF109-03copy.jpg]
Do melhor!!!!!
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#27
Sobre as causas do acidente, a possibilidade de um erro da parte de Senna foi quase imediatamente descartada, já que o Tamburello, em princípio, não representaria dificuldades de maior em termos de condução. Incentivado por este post, fui pesquisar na internet sobre o acidente e encontrei estas declarações atribuidas a Damon Hill e ao alemão cujo nome não deve ser mencionado que sugerem a possibilidade de um erro.

ArraySome drivers indicated that Senna's crash was due to driver error. Michael Schumacher, who had followed closely behind the Brazilian before the crash, gave the following account at the subsequent winners' press conference:

“ I saw that his car was already touching quite a lot at the back on the lap before, the car was very nervous in this corner, and he nearly lost it. On the next lap he did lose it. The car touched with the rear skids, went a bit sideways, and he just lost it.[5] ”

Damon Hill, Senna's teammate at the time of his death, had this to say in an interview given on the subject 10 years later:

“ I am convinced that he made a mistake, but many people will never believe that he could. Why not? He made many mistakes in his career. I have listened to and read endless theories about why, or how, he could have crashed on such a 'simple' corner like Tamburello. No-one other than Ayrton Senna and me know what it was like to drive that car, through that corner, in that race, on that day, on cold tyres. He was identified with pushing to the limit and beyond. He would often prefer to crash into his opponent rather than be defeated. It was not the fault of anyone else that he kept his foot flat when he could have lifted.[6] ”[/quote]

*** A fonte foi a Wikipedia, por consequência, são informações muito pouco fidedígnas ***

O Hill foi particularmente premptório nestas declarações (assumindo que as fez), já escrevi aqui no fórum sobre este assunto, parece-me, na minha opinião de leigo na matéria, que a causa do acidente foi simultâneamente mecânica e aerodinâmica (que levou a um acerto inadequado da suspensão gerando vibrações e contactos com o solo que causaram a fractura de um componente mecânico).

Provavelmente nunca se saberá com toda a certeza o que provocou o acidente, mas uma coisa é certa, aquele processo criminal levantado contra os responsáveis da Williams foi absolutamente ridículo e interesseiro. A haver investigação, deveria ter sido sobre o eventual encobrimento da morte de Ratzenberger em pleno circuito, supostamente, para proteger interesses financeiros que seriam lesados com o cancelamento da corrida.
[Image: celeritas_sig.png]
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#28
Convem no entanto não esquecer que:
1º - a morte do Senna não foi por causa do acidente, ou melhor, não foi a violencia do acidente ou o estado do carro depois da acidente que lhe causou a morte, apenas a porra de um elemento (braço) de suspensão que lhe perfurou o capacete e crânio, raio de azar.... não fosse isso e tinha só sido mais um acidente, parecido com o do Kubika este ano, entre tantos.
2º - num documentário passado na Tv com imagens a bordo do carro do Senna instantes antes do acidente, ele não gira a direcção para a esquerda, nem faz nenhum movimento com o volante, logo a teoria de uma quebra do eixo da direcção, que supostamente estaria na origem do acidente e na falta de resposta do carro às ordens do piloto fica tambem um pouco comprometida...
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I know you believe you understand what you think I said, but I am not sure you realize that what you heard is not what I meant....Sleepy
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Reply
#29
ArrayConvem no entanto não esquecer que:
1º - a morte do Senna não foi por causa do acidente, ou melhor, não foi a violencia do acidente ou o estado do carro depois da acidente que lhe causou a morte, apenas a porra de um elemento (braço) de suspensão que lhe perfurou o capacete e crânio, raio de azar.... não fosse isso e tinha só sido mais um acidente, parecido com o do Kubika este ano, entre tantos.
2º - num documentário passado na Tv com imagens a bordo do carro do Senna instantes antes do acidente, ele não gira a direcção para a esquerda, nem faz nenhum movimento com o volante, logo a teoria de uma quebra do eixo da direcção, que supostamente estaria na origem do acidente e na falta de resposta do carro às ordens do piloto fica tambem um pouco comprometida...[/quote]

São duas grandes verdades as que disseste. Estima-se que o carro atingiu o muro a 208 kms/h, embora Senna tenha ficado ferido não apenas na cabeça (também numa perna, pelo menos), esses ferimentos no resto do corpo não foram muito graves. Foi um azar que pode acontecer mesmo na Formula 1 actual, um braço de suspensão ou um fragmento de um carro atingir um piloto na cabeça com perfuração da viseira. Sobre as causas do acidente, no momento em que cessa a transmissão das imagens do interior do carro, já Senna tinha saido da linha de trajectória e notava-se a aproximação com o muro sem que houvesse um movimento brusco ou de grande amplitude no volante. É certo que esse movimento terá acontecido antes do contacto, mas a delicadeza com que o piloto estava a manejar o volante pode sugerir que Senna tentava ainda controlar o carro com um movimento ligeiro na direcção sem que esta tivesse deixado de funcionar. O resultado do inquérito solicitado pelo tribunal atribuiu as causas do acidente à quebra da barra de direcção, mas as provas (que não tenho qualificações para analisar) já têm sido reiteradamete contestadas. A própria Williams tem sido acusada de destruir propositadamente a "caixa negra" do carro numa tentativa de evitar que a verdade fosse descoberta (diz-se que apresentava danos incompatíveis com os inflingidos no carro durante o embate com o muro). Talvez o mistério que envolve este acidente tenha apenas a ver com a exposição mediática que teve, se houvesse a mesma mobilização para estudar acidentes de outros pilotos, a controvérsia e as acusações (muitas delas infundadas) seriam as mesmas.
[Image: celeritas_sig.png]
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#30
ArrayDeixo aqui uma entrevista, muito recente, feita ao A.Prost em que ele faz revelações muito interessantes e inéditas sobre a sua relação com o A.Senna :

http://www.youtube.com/watch?v=5DDUf1yIN9s&NR=1 http://www.youtube.com/watch?v=xEsOWwDCIx8...feature=related

Dois dos maiores ícones da F1.

Um abraço
Senna Forever[/quote]

Magnífico, obrigado por teres partilhado esses videos connosco.

Realmente não se pode falar de Senna sem falar de Prost e vice-versa.


Relativamente ao acidente de Senna: Durante uns anos andei obcecado com as causas do acidente e dediquei inúmeras horas a estudar os factos que estavam disponíveis.

A minha opinião sobre as causas do acidente são as seguintes:

Primeiramente vou partilhar convosco um excerto de texto que explica o que estava em jogo em imola e a escalada de eventos que levaram ao seu desfecho trágico.

ArrayGoing into Imola things were looking surprisingly bleak for the Williams team. Two consecutive pole positions had been turned into non finishes for new signing Ayrton Senna. At Interlagos in the first race of the season Senna had been outsmarted by the Benetton Ford of Michael Schumacher who had capitalized on the new refueling regulations. Senna had had to stop twice for fuel while the leaner Ford V8 in the back of Schumacher's car had meant that the young German had only had to stop once resulting in Senna spinning in his efforts to catch Schumacher and the German going on to celebrate the win, his third. The race was perhaps best remembered for a monumental pile up that occurred when Eddie Irvine appeared to lose control of his Jordan while attempting to pass rookie Jos Verstappen's Benetton and the resultant collision took out Martin Brundle's McLaren Peugeot. Luckily no one was hurt but Irvine was in trouble for the second time in only his third Formula 1 race!

The new allowance to refuel cars during the race had been pushed through by Ferrari before the season began (whose 412 T1's still had thirsty V12 engines) and, although Gerhard Berger and Jean Alesi had looked unlikely for a first title for the Scuderia in 15 years, some good performances and a couple of race wins had looked good. Unfortunately Alesi had broken his neck in preseason testing and test driver Nicola Larini was filling the Frenchman's shoes. Many were not happy with this regulation and the mix of the specially concocted race fuel used for Formula 1 cars combined with cars doing up to 150 mph as they rocketed past on their way out of the pits (there were no pitlane speed limits) seemed sure to result in dire consequences.

At Aida in the inaugural Pacific Grand Prix things went little better for Williams. Senna was bundled off at the first corner by Larini's Ferrari and Hakkinen's McLaren and Schumacher again went on to win from Damon Hill's Williams.

Heading back to Brazil before the circus returned to Europe Senna reflected that, although he was 20 points down, he was going into the faster European season. Imola was one of the fastest circuits on the calendar and the FW16 had potential even though it was far more tricky to drive than the FW15B which had taken Alain Prost to his fourth title the year before prior to announcing his retirement. Williams designer Adrian Newey had made the FW16 tighter in the cockpit and is was clear to see how Senna was hunching his shoulders as he drove due to the low cockpit sides that were normal back then. Senna also found that his knees were knocking against the steering column and a thinner tube had bee welded in to allow him more comfort at the next race.

Going into first practice Senna was immediately quick. The power of his Renault V10 allowed him to power through Villeneuve and Tamburello far easier than Schumacher's Benetton and, although the Ferraris were close, the extra time they took to refuel was sure to play to his advantage. Senna was concerned by the amount of speed Schumacher was getting out of the lower corners and expressed his feeling to Patrick Head and FIA technical director Charlie Whiting that he felt the Benettons may be using some sort of traction control system (which had been banned the previous year). Later that season traction control software was found hidden in both the Benetton and McLaren engine software but the FIA could not prove that they had used it so both teams escaped punishment.

During second free practice on Friday Rubens Barrichello's Jordan-Hart seemed to run wide on the right hand side of the track. The car was immediately launched into a series of rolls an came to rest the right way up 150 meters further down the track. Barrichello was taken to hospital and Senna checked that he was OK and then went to visit him immediately the session had finished, staying with his compatriot until the Brazilian recovered consciousness.

On Saturday rookie Roland Ratzenberger was not to be so lucky. Ratzenberger had been a late stand in for the Nick Worth's Simtek team which, with Pacific were on of two new teams on the grid that year. The Simtek was a neat little chassis and David Brabham was leading the team well, easily guiding his car through the nightmare of pre-qualification and threatening to emulate Eddie Jordan who had stepped his Formula 3000 outfit up to F1 three years earlier with great success. Simtek was just about to sign over DEATH cigarettes as a title sponsor that weekend and the contracts were due to be signed on Sunday. Ratzenberger was an Austrian who had shown himself to have plenty of talent in lower Formulae. He had raced successfully with Eddie Irvine at Le Mans for Mazda and seemed to compliment Brabham, Austrian sponsors helping to pay for his drive. During first qualifying Ratzenberger had run over some curbing hard and radioed it to his pit. He said that the car did not feel any different and elected to continue his qualifying laps rather than come in to get it inspected (in those days you had unlimited laps to get a qualifying time over two sessions on both Fridays and Saturdays). Ratzenberger accelerated away from the Variente Bassa and went flat out over the start/finish straight and through Tamburello. At some point during this time his front wing, damaged on the lap before, worked itself loose and then got trapped under the front wheels. Although he did not know it Ratzenberger was completely out of control. He accelerated towards the fast right hander at Villeneuve and, instead of braking as he should do, piled into the wall by the corner at around 180mph. The trauma from the impact was immense and death was instant.
Senna heard that there had been accident and commandeered a track car arriving at the scene. Shocked by what he saw he confided in his friend chief FIA Medical Delegate Professor Sid Watkins that he was not sure he wished to continue. Professor Watkins suggested that he take some time off and pull out of the race on Sunday, going fishing with him instead. Senna said he understood what Professor Watkins was saying but he had to race. It was as simple as that.

Sunday dawned clear and Senna made went to see his friend Gerhard Berger at the Ferrari motorhome. Although still shocked by the events of the previous day, Senna seemed more like himself and chatted at length with his former team mate. Senna seemed more conciliatory that he had seemed before. He made a point of saying hello to Alain Prost with whom he had had a bitter feud while Prost had been racing and seemed genuinely supportive of his new team mate Damon Hill.

Senna led the grid away from pole position with Schumacher's Benetton in second, Berger's Ferrari in third and Hill's Williams in fourth. As he lights turned from red to green to signal the start of the race (in those days the red lights were lit and then within ten seconds they would turn to green and the race would start) Senna and Schumacher both made good starts. Further back things were not so lucky. Pedro Lamy's Lotus Mugen had stalled on the grid and Verstappen had not seen him accelerating straight into the back of the stationary car at well over a hundred miles an hour. Debris had flown everywhere including into the spectator stands and the safety car was quickly dispatched as the grid finished their first lap passing over the debris of the shattered cars. The safety (a Fiat Croma) led the field for a further five laps and several of the drivers radioed that it was going too slowly, the cars weaving violently from side to side in order to get some heat into their tires.
Eventually it peeled away into the pits and the race could begin again. Senna immediately put his foot down, behind him Hill was trying to dispatch Berger's Ferrari but had Larini's sister car following him closely. Schumacher was still close to Senna and its driveability out of slower corners meant that Senna could not use the superior power of his Renault V10 to pull away. Senna's Williams also seemed to be bottoming out as is went through Tamburello, sparks from its undertray flying up behind it. Two laps later as Senna wet though Tamburello the car seemed to run wide an cross onto the grass and gravel, hitting the wall quite quickly but at a shallow angle. The safety car was again dispatched but as the medical teams arrived they insisted that the race be stopped. A piece of the right hand suspension arm had perforated Senna's helmet though the visor and Senna was dying. A helicopter quickly ferried him away to the nearby hospital in Bologna where Senna was officially pronounced dead that evening.

Back at the track it was known that Senna had been injured but no one knew exactly how badly. Wild rumors and counter rumors were going around but thankfully none of the drivers had seen the particularly gruesome shots that the Italian TV director had been showing (British television audiences were also spared the sight of Senna's bloody helmet being removed due to the BBC transferring to their own pitlane cameras). The race restarted an hour or so later and without Senna to battle Schumacher won it easily though more injuries occurred as some mechanics were later hurt after they were run over by their own car. Hill's Williams expired as did Berger's Ferrari and Nicola Larini got his best ever grand prix finish for second place while Mika Hakkinen was third for McLaren. The race day was over but the consequences of that weekend are still with us ten years on.[/quote]

Sabemos que a morte de Senna foi causada pela perfuração do seu capacete pelo eixo da suspensão dianteiro, mas o que causou o despiste?

Assinalei a bold as partes que acho serem fundamentais para perceber o que realmente se passou.

Ayrton Senna estava sob imensa pressão e o seu espírito competitivo não lhe permitia deixar de lutar pela vitória, seja em que circunstâncias fossem. Os carros da Williams corriam na sua altura mais baixa para garantir que o carro tivesse o melhor apoio possível, mas certos limites foram ultrapassados. Os tais limites de segurança que Senna tanto se queixou e que já haviam provas de estarem a ser ultrapassados com os acidentes de barrichelo e ratzenberger.

Quando Pedro Lamy falha o arranque e causa a entrada do Pace Car em pista, um miserável Fiat Croma conduziu a corrida a velocidades baixíssimas durante 5 voltas, o que arrefeceu os pneus dos carros a temperaturas que provavelmente não foram pensadas possíveis para uma corrida de F1.

A reduzida temperatura dos pneus revelou-se fatal já que com a menor temperatura, os pneus não estavam com tanta pressão e como tal todo o carro ficou a uma altura demasiado baixa. O undertray do carro de Senna avisou-nos do que estava para acontecer pois todos vimos as faíscas lançadas pelo carro de Senna antes do acidente.

O funcionamento do undertray baseia-se no príncipio de bernoulli que basicamente explica que ao obrigar o ar a passar por uma espécie de asa e com um espaço de circulação de ar mt reduzido, o ar tem que circular mt mais depressa o que resulta numa baixa pressão que literalmente "suga" o carro para a pista. O undertray que se tivessemos uma forma de o testar podia fazer com que um carro de F1 andasse "de pernas para o ar", colado no "tecto", fica completamente reduzido a 0% de força aerodinâmica se o ar deixar de passar, como acontece quando o undertray toca no chão. O efeito do undertray é tanto maior quanto menor for a altura do carro ao solo, mas 0 se o carro tocar no solo.

Antes do acidente fatal de Senna, os comentadores das diferentes estações televisivas já falavam para o estado degradado do circuito, nomeadamente na curva do tamburello, pois o alcatrão tinha "lombas" que faziam com que o comportamento do carro fosse muito instável, numa curva aparentemente "fácil".

Momentos antes do carro de senna alterar a sua trajectória, o undertray raspou várias vezes levando-o sucessivamente para uma linha que senna tentava a todo o custo fugir, pois o asfalto estava mais degradado na zona exterior da curva. Levava-o a fugir porque nos milisegundos que o undertray tocava no chão, senna perdia um tremendo apoio aerodinâmico, mesmo que por fracções de segundo e que o colocou numa linha que não era onde Senna queria estar. Uma nova irregularidade do asfalto fez com que Senna perdesse o apoio aerodinamico proporcionado pelo undertray, mais uma vez por causa da baixa altura do carro ao solo ainda mais reduzida pela baixa temperatura e consequente pressão dos pneus. Este último momento literalmente tirou o carro do solo impedindo Senna de corrigir a sua trajectória. Visualizando os registos da telemetria, vê-se que Senna demorou apenas 10ms a reagir e fez tudo ao seu alcance para "abrandar" o carro antes do impacto, reduzindo a velocidade do carro em mais de 100km/h o que comprova toda a qualidade deste piloto que demorou apenas 10ms a computar a informação no seu cérebro e perceber que dificilmente haveria forma de evitar o despiste e a única coisa a fazer era tentar minimizar as suas consequencias.

Infelizmente, um acaso macabro, que também não era considerado possível na altura. Com o contacto do muro a roda dianteira solta-se e o apoio da suspensão embate violentamente contra o capacete de ayrton senna, perfurando-o e esmagando parte do crânio de Senna colocando-o imediatamente em coma.

O que mudou desde então?

Os carros agora têm um undertray "em escadote" o que permite que nunca esteja totalmente em contacto com o solo. Incluem ainda uma zona central de madeira que é analisada depois das corridas para ver o desgaste e se exceder os valores impostos o piloto é desclassificado.

As rodas estão agora presas com cabos resistentes ao próprio cockpit o que faz com que fiquem "amarradas" ao carro em caso de acidente, em vez de serem projectadas para a assistência ou contra o próprio piloto.

A altura do carro ao solo foi aumentada assim como a altura da asa dianteira (principal responsável pela direcção do carro a altas velocidades) de forma a reduzir a aderência mas ao mesmo tempo torná-la mais uniforme, para que n hajam mais falhas catastróficas de apoio aerodinâmico.

A curva do tamburello foi alterada.



De quem é a culpa? Na minha opinião, várias pessoas e/ou entidades: Williams Renault, por não ter ouvido o seu piloto e as recomendações que ele fez para melhorar a segurança, por ignorar por completo a segurança do mesmo e ter tentado encobrir o que realmente se passou. FIA, por não ter um comité dedicado à segurança dos pilotos que pudesse prever situações de potenciais acidentes devido ao uso e abuso dos undertrays e reduzida altura ao solo por parte das equipas que tudo faziam, desde usar controles de tracção proibidos a outras tácticas menos honestas para ganhar corridas. A organização do circuito de Imola, que deixou o estado do asfalto chegar a situações potencialmente perigosas. A Benneton, por ter feito batota com o controlo de tracção (não era permitido, no entanto eles tinham o software, mas alguem acredita que eles o tinham e não o estariam a usar?) e com isso colocado uma pressão sobre-humana sobre a williams ao ter que ir buscar velocidade onde era legal, com consequências para a segurança do piloto. E infelizmente para o povo português: Pedro Lamy, que fica indirectamente e para sempre ligado a esta morte, por ter tido o azar de ter um carro complicado e fraco e logo por azar o carro não arrancar e com isso causar um acidente que colocou o pace-car em pista durante 5 voltas, pace-car este que nem sequer devia ser aquele sem que fossem estudadas as consequencias de tão baixas temperaturas nos pneus dos pilotos.

Finalmente e obviamente, do próprio Ayrton Senna, que nunca desistiu de ser o melhor possível, e que puxou o carro a limites que ele sabia serem perigosos. Morreu a fazer o que gostava de fazer, mas naquele dia, tenho quase a certeza que ele teria preferido estar em qualquer outro lugar, a pilotar aquele carro. Independentemente do facto dele querer ou não estar ali, o seu profissionalismo foi mais forte, e mesmo sabendo que estava muito perto do limite fatal, deu sempre o seu melhor, até ao fim. Ele morreu sabendo de alguma forma que estaria a enfrentar a morte nessa corrida, o que torna tudo muito mais espiritual e mesmo mítico.

Para mim é mais um caso em que os barões da F1 que estão mais interessados no dinheiro que fazem do que na paixão pelo desporto motorizado no seu expoente máximo, relegam a segurança dos pilotos para último lugar. Felizmente que muito se fez relativamente a isso nos anos posteriores, com consequências péssimas para a emoção na prova, é certo. Mas prefiro ver uma corrida um pouco menos emocionante sem acidentes fatais, do que uma corrida em que mais parece uma roleta russa, em que quem puxa o gatilho sao as equipas que empregam os seus próprios pilotos e não os pilotos em si. Podemos todos concordar que a F1 não tem a emoção de antes, mas felizmente que a morte de Senna foi a última.

Toda a gente sabe que a F1 é um desporto perigoso, mas o que aconteceu naquele dia foi algo que nem Ayrton Senna poderia suspeitar, nem do topo da sua qualidade como piloto. Algo que o iria colocar numa situação em que não estava mais no comando do carro e que o força a entregar o seu destino "a Deus", respeitando a fé de Senna. O seu destino já estava traçado, pois ninguém poderia escapar à soma de todos estes factos.

Esta é a minha versão dos factos, claro que não há verdades absolutas, mas em todas as horas de pesquisas que fiz, análises da telemetria e da câmara onboard, é a única versão que é plausível, pois outras teorias, como a falha na coluna de direcção, ou a perca de consciência de Senna entre outras, falham a determinada altura.

Enquanto Senna for recordado, viverá. E tenho a certeza que será por muitos anos mais, pois eu pelo menos, não deixarei que o esqueçam.

Ayrton Senna da Silva
21 de Março de 1960 - 1 de Maio de 1994
.\|/. Why drink n' drive, when u can smoke n' fly! .\|/.
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