28-05-2007, 02:35 PM
ArrayFIA anuncia: investigará atitudes da McLaren
A atitude da McLaren de proibir a disputa pela primeira posição entre Fernando Alonso e Lewis Hamilton no GP de Mônaco gerou uma investigação por parte da FIA (Federação Internacional de Automobilismo).
Nesta segunda-feira, a entidade soltou um comunicado afirmando que analisará o incidente, alegando uma possível infração do Código Esportivo Internacional. As evidências relevantes estão sob análise e um anúncio completo será feito em breve, divulgou a FIA, em um comunicado de poucas linhas.
A polêmica se deu pelo fato da McLaren ter alterado a estratégia de corrida de Hamilton a favor de Alonso. Ambos largaram em Monte Carlo com estratégias diferentes - sendo duas paradas para Fernando e uma para Lewis. Andando próximo do companheiro, o inglês herdaria a ponta após a segunda parada do companheiro, mas a escuderia inglesa resolveu alterar a tática do novato para dois pit stops, o que entregou a corrida nas mãos do espanhol.
Tal atitude, a das ordens de equipe, se tornou ilegal desde o famoso episódio do GP da Áustria de 2002, quando Rubens Barrichello cedeu a vitória nos últimos metros a Michael Schumacher, seguindo decisões da cúpula da Ferrari.
De acordo com a imprensa especializada, a FIA se baseará no artigo 151c do Código, que diz: Qualquer conduta fraudulenta ou ato prejudicial a qualquer competição ou aos interesses gerais do automobilismo pode ser considerada danosa ao esporte.
Entretanto, o chefe da McLaren, Ron Dennis, fez questão de dizer que não fez nada de errado, relembrando o caso do GP da Austrália de 1998, quando David Coulthard abdicou do primeiro lugar, dando a vitória para Mika Hakkinen. A estratégia de equipe é usada para se vencer um GP. Ordens de equipe são usadas para manipular um GP, enfatizou o dirigente.
E não manipulamos, a não ser em alguns casos excepcionais, como na Austrália em 1998, quando alguém entrou na freqüência de rádio e falou para Mika Hakkinen entrar nos boxes . Ele entrou e reverti isso, pois era injusto e uma influência externa. Esta é uma das raras ocasiões em que existiram ordens, explicou.
Dennis fez questão também de dizer que não está aborrecido. Não estou incomodado. Dormi tranqüilo. Tenho uma clara consciência, tanto naquela corrida de 1998 quanto nesta, completou.[/quote]
Acho que se a FIA pretende, realmente, aumentar o valor desportivo das corridas de Formula 1 devia preocupar-se em alterar as regras que tornam quase negligenciável o modo de condução de cada piloto cujo papel é praticamente substituido por um computador de bordo. Assim como investir em circuitos que tornem viaveis as ultrapassagens e abolir todo o aparato de regras sobre pneus, motores e códigos de conduta anti-despotiva estapafúrdios. Penso que as ordens dadas, estrategicamente, pela equipa são legítimas, o que não implica que sejam justas do ponto de vista desportivo, mas é uma matéria que tem a ver com opções entre membros da mesma equipa com responsabilidades uns em relação aos outros. Por mais ínfame que tenha sido esse Grande Prémio em que o Barrichelo deixou passar o Schumacher a poucos metros da linha de chegada (e por mais aribitrária que tenha sido a decisão da Ferrari), essa é uma característica de qualquer desporto onde existam equipas. Para a McLaren, tendo em conta o previsível domínio da Ferrari em gande parte dos circuitos é pertinente priveligiar o Alonso que, sendo um condutor com mais experiência terá, em teoria, mais hipóteses de rivalizar os pilotos da Ferrari. Parece que a FIA tem sido um tanto tendenciosa na aplicação destes critérios de conduta anti-desportiva, tal como aconteceu no Grande Prémio de Itália do ano passado onde o Alonso foi penalizado por ter, segundo os comissários, prejudicado a volta de qualificação do Massa, ainda que estivesse mais de cem metros à frente dele ao logo de toda a volta. A justificação foi que um piloto, em qualificação, pode ser perturbado pela presença de um carro mesmo a essa distância, mas, em tudo, é importante haver limites razoáveis, se o Massa fosse perturbado pela mera presença do Alonso no Paddock seria congruente com esses princípios desportivos desqualificar o Alonso por ter aparecido no circuito no dia da corrida? Nem sei porque ainda vejo as corridas.
A atitude da McLaren de proibir a disputa pela primeira posição entre Fernando Alonso e Lewis Hamilton no GP de Mônaco gerou uma investigação por parte da FIA (Federação Internacional de Automobilismo).
Nesta segunda-feira, a entidade soltou um comunicado afirmando que analisará o incidente, alegando uma possível infração do Código Esportivo Internacional. As evidências relevantes estão sob análise e um anúncio completo será feito em breve, divulgou a FIA, em um comunicado de poucas linhas.
A polêmica se deu pelo fato da McLaren ter alterado a estratégia de corrida de Hamilton a favor de Alonso. Ambos largaram em Monte Carlo com estratégias diferentes - sendo duas paradas para Fernando e uma para Lewis. Andando próximo do companheiro, o inglês herdaria a ponta após a segunda parada do companheiro, mas a escuderia inglesa resolveu alterar a tática do novato para dois pit stops, o que entregou a corrida nas mãos do espanhol.
Tal atitude, a das ordens de equipe, se tornou ilegal desde o famoso episódio do GP da Áustria de 2002, quando Rubens Barrichello cedeu a vitória nos últimos metros a Michael Schumacher, seguindo decisões da cúpula da Ferrari.
De acordo com a imprensa especializada, a FIA se baseará no artigo 151c do Código, que diz: Qualquer conduta fraudulenta ou ato prejudicial a qualquer competição ou aos interesses gerais do automobilismo pode ser considerada danosa ao esporte.
Entretanto, o chefe da McLaren, Ron Dennis, fez questão de dizer que não fez nada de errado, relembrando o caso do GP da Austrália de 1998, quando David Coulthard abdicou do primeiro lugar, dando a vitória para Mika Hakkinen. A estratégia de equipe é usada para se vencer um GP. Ordens de equipe são usadas para manipular um GP, enfatizou o dirigente.
E não manipulamos, a não ser em alguns casos excepcionais, como na Austrália em 1998, quando alguém entrou na freqüência de rádio e falou para Mika Hakkinen entrar nos boxes . Ele entrou e reverti isso, pois era injusto e uma influência externa. Esta é uma das raras ocasiões em que existiram ordens, explicou.
Dennis fez questão também de dizer que não está aborrecido. Não estou incomodado. Dormi tranqüilo. Tenho uma clara consciência, tanto naquela corrida de 1998 quanto nesta, completou.[/quote]
Acho que se a FIA pretende, realmente, aumentar o valor desportivo das corridas de Formula 1 devia preocupar-se em alterar as regras que tornam quase negligenciável o modo de condução de cada piloto cujo papel é praticamente substituido por um computador de bordo. Assim como investir em circuitos que tornem viaveis as ultrapassagens e abolir todo o aparato de regras sobre pneus, motores e códigos de conduta anti-despotiva estapafúrdios. Penso que as ordens dadas, estrategicamente, pela equipa são legítimas, o que não implica que sejam justas do ponto de vista desportivo, mas é uma matéria que tem a ver com opções entre membros da mesma equipa com responsabilidades uns em relação aos outros. Por mais ínfame que tenha sido esse Grande Prémio em que o Barrichelo deixou passar o Schumacher a poucos metros da linha de chegada (e por mais aribitrária que tenha sido a decisão da Ferrari), essa é uma característica de qualquer desporto onde existam equipas. Para a McLaren, tendo em conta o previsível domínio da Ferrari em gande parte dos circuitos é pertinente priveligiar o Alonso que, sendo um condutor com mais experiência terá, em teoria, mais hipóteses de rivalizar os pilotos da Ferrari. Parece que a FIA tem sido um tanto tendenciosa na aplicação destes critérios de conduta anti-desportiva, tal como aconteceu no Grande Prémio de Itália do ano passado onde o Alonso foi penalizado por ter, segundo os comissários, prejudicado a volta de qualificação do Massa, ainda que estivesse mais de cem metros à frente dele ao logo de toda a volta. A justificação foi que um piloto, em qualificação, pode ser perturbado pela presença de um carro mesmo a essa distância, mas, em tudo, é importante haver limites razoáveis, se o Massa fosse perturbado pela mera presença do Alonso no Paddock seria congruente com esses princípios desportivos desqualificar o Alonso por ter aparecido no circuito no dia da corrida? Nem sei porque ainda vejo as corridas.
![[Image: celeritas_sig.png]](http://i182.photobucket.com/albums/x153/el_pombo/celeritas_sig.png)
