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Um alerta
#1
Em apenas 100 anos (durante o séc.XX) a temperatura média do planeta subiu 0.6º C, a temperatura media da Europa subiu 1º C e a temperatura média no Árctico subiu 5º C.

De acordo com o Painel Intergovernamental das Nações Unidas, a temperatura média do planeta irá subir nos próximos 100 anos entre 1.4º C e 5.8º C.
Significa que o mais pequeno dos valores previstos, ou o mais optimista, representa um aquecimento global a um ritmo superior ao dobro do registado no sec.XX.
Mesmo um aumento de 1.4ºC será o mais rápido aquecimento do planeta dos últimos 10.000 anos.
Este aumento da temperatura tem como consequência o desaparecimento das zonas geladas ou, no mínimo, a sua significativa redução. Um aumento da temperatura média do planeta em valores próximos dos 3º C levará ao completo degelo da Gronelândia, o que por si só representará uma subida do nível médio da água do mar para um valor 7 metros superior ao actual.
Também os glaciares estão a descongelar o que aumenta o risco de cheias como consequência.
Fenómenos meteorológicos extremos, como cheias, tempestades e secas, estão a tornar-se cada vez mais frequentes e irão registar-se no futuro próximo em maior número e com maior intensidade.
25% dos mamíferos e 12% das aves serão levadas à extinção durante as próximas décadas devido ao aquecimento global dos seus habitats.

Desde 1950 que se começou a teorizar que o efeito estufa causado pela emissão de dióxido de carbono proveniente da actividade humana seria a razão da alteração da atmosfera do planeta e do seu aquecimento global.
Em 1988 as Nações Unidas criaram um gabinete de estudo com os maiores especialistas a nível mundial de forma a analisarem as alterações climatéricas e procurarem as suas causas.

Desse estudo resultou a conclusão que os transportes e a produção de energia são responsáveis por 80% das emissões de dióxido de carbono só na Europa.
A Europa é responsável por 14% do total de emissões de gases causadores do efeito estufa mas é quem mais esforço e mais limitações têm colocado à emissão desses gases.
Os Estados Unidos da América produzem 25% da totalidade dos gases com efeito estufa, a China 14% e a Índia 6%. Nenhum destes 3 países, entre outros, tomam qualquer medida no sentido de controlar ou reduzir a emissão de gases para a atmosfera.

De forma a evitar que a temperatura média do planeta suba acima dos 2º C é necessário que as emissões globais de gases para a atmosfera em 2020 sejam entre 15 a 30% inferiores às registadas em 1990. Para lá de 2020 ainda maiores reduções serão exigidas para manter a temperatura média do planeta no tecto dos 2º C.
Um aumento da temperatura média do planeta nessa grandeza fará que o nível médio da água suba cerca de 1 metro (94 centímetros para ser mais exacto). Esta subida é projectada tendo em conta a expansão térmica da água (mais quente logo maior volume) uma vez que os modelos têm grande grau de incerteza quanto ao efeito da subida das águas resultantes do descongelamento das grandes massas de gelo.
Parte da Antártida (a parte Oeste) está localizada abaixo do nível médio da água. Uma subida das águas pode levar à inundação e consequente descongelamento vertiginosamente acelerado de grande parte da Antártida.

O efeito do dióxido de carbono na atmosfera é de lenta dissipação. Mesmo passados séculos depois da emissão de gases de estufa para a atmosfera (expelidos por erupções vulcânicas, por exemplo), ainda 25% dos gases permanecem suspensos.
Mesmo que se atinja uma estabilização da emissão de gases no futuro, o seu efeito continuará a fazer aumentar a temperatura média do planeta algumas décimas de graua centígrados nos séculos que se seguirem.
O aumento do nível médio das águas continuará a verificar-se durante milhares de anos mesmo depois da estabilização do clima, resultante do descongelamento gradual e persistente das placas de gelo existentes no planeta.
No caso da Gronelândia, os modelos projectados indicam que a subida da temperatura média dessa zona será de 2 a 3 vezes superior ao aquecimento médio global.
Além do descongelamento da Gronelândia e do seu contributo para a subida do nível das águas, o descongelamento da parte Oeste da Antártida representará um acréscimo de mais 3 metros ao nível médio das águas do mar.

As consequências para as espécies animais e vegetais, para a geografia, meteorologia, clima, agricultura, água potável e para o homem serão devastadoras.
Não haverá limite de fronteiras para os efeitos.
Os custos económicos destas alterações, associados ao agravar de situações meteorológicas extremas são colossais.
Os riscos de epidemias globais, como a malária e outras doenças associadas às regiões mais quentes são muito elevados.

É certo que daqui por 100 anos certamente não estará cá nenhum dos que agora consiga ler estas palavras, eu não estarei certamente, mas o meu filho e os vossos filhos, muito certamente irão ainda viver nesse outro mundo. E o seus filhos, ou os nossos netos, de certeza que terão de conviver com tais condições numa base diária..

Coisas tão simples e dadas por adquiridas como uma ida até à praia deixará de ser possível como hoje o conhecemos. As zonas de areia onde tanto gostamos de estender a toalha, de fazer castelos e brincadeiras, de brincar à bola irão desaparecer. O mais certo é que os nossos filhos não poderão oferecer aos seus os agradáveis dias de praia que nós, seus pais, com eles podemos ainda desfrutar.
Também a água potável, que hoje rapidamente nos mata a sede e serve para a nossa higiene diária, sofrerá uma redução drástica e severa. Também isso será negado da forma como hoje ainda podemos tirar partido dela.
Muitos dos animais hoje existentes terão desaparecido para sempre nas próximas décadas, e nem será já nos jardins zoológicos que poderão ser vistas, mas somente em filmes, fotografias e livros.

Fica assim aqui o alerta, para esta situação extrema que nos é apresentada como uma realidade futura e já não uma mera probabilidade.
Fica o alerta para que se forme uma consciência do impacto que a humanidade teve neste planeta e as consequências que teve, está a ter e terá na vida de todos quantos terão que lidar com essa realidade.
Por último fica o alerta para que todos olhem para o mundo que nos rodeia e que nunca se esqueçam de que o que ontem e hoje foi feito teve e tem consequências amanhã e que amanhã aqueles que mais amamos de certeza terão que conviver com o legado que lhe deixámos.
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Um alerta - by Luis Branco - 07-02-2007, 05:29 AM
Um alerta - by Rui Sousa - 07-02-2007, 11:12 AM
Um alerta - by Marco - 07-02-2007, 12:07 PM
Um alerta - by Filipe Galego - 07-02-2007, 12:27 PM
Um alerta - by Bruno Nobre - 07-02-2007, 12:55 PM
Um alerta - by Berto Carvalho - 07-02-2007, 01:53 PM
Um alerta - by Luis Branco - 07-02-2007, 02:12 PM
Um alerta - by Artur Nunes - 07-02-2007, 03:38 PM
Um alerta - by Rui Sousa - 07-02-2007, 04:05 PM
Um alerta - by Ceoli - 11-02-2007, 02:58 PM
Um alerta - by Berto Carvalho - 11-02-2007, 03:11 PM
Um alerta - by Filipe Galego - 24-02-2007, 04:29 PM

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