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Um alerta - Luis Branco - 07-02-2007 Em apenas 100 anos (durante o séc.XX) a temperatura média do planeta subiu 0.6º C, a temperatura media da Europa subiu 1º C e a temperatura média no Árctico subiu 5º C. De acordo com o Painel Intergovernamental das Nações Unidas, a temperatura média do planeta irá subir nos próximos 100 anos entre 1.4º C e 5.8º C. Significa que o mais pequeno dos valores previstos, ou o mais optimista, representa um aquecimento global a um ritmo superior ao dobro do registado no sec.XX. Mesmo um aumento de 1.4ºC será o mais rápido aquecimento do planeta dos últimos 10.000 anos. Este aumento da temperatura tem como consequência o desaparecimento das zonas geladas ou, no mínimo, a sua significativa redução. Um aumento da temperatura média do planeta em valores próximos dos 3º C levará ao completo degelo da Gronelândia, o que por si só representará uma subida do nível médio da água do mar para um valor 7 metros superior ao actual. Também os glaciares estão a descongelar o que aumenta o risco de cheias como consequência. Fenómenos meteorológicos extremos, como cheias, tempestades e secas, estão a tornar-se cada vez mais frequentes e irão registar-se no futuro próximo em maior número e com maior intensidade. 25% dos mamíferos e 12% das aves serão levadas à extinção durante as próximas décadas devido ao aquecimento global dos seus habitats. Desde 1950 que se começou a teorizar que o efeito estufa causado pela emissão de dióxido de carbono proveniente da actividade humana seria a razão da alteração da atmosfera do planeta e do seu aquecimento global. Em 1988 as Nações Unidas criaram um gabinete de estudo com os maiores especialistas a nível mundial de forma a analisarem as alterações climatéricas e procurarem as suas causas. Desse estudo resultou a conclusão que os transportes e a produção de energia são responsáveis por 80% das emissões de dióxido de carbono só na Europa. A Europa é responsável por 14% do total de emissões de gases causadores do efeito estufa mas é quem mais esforço e mais limitações têm colocado à emissão desses gases. Os Estados Unidos da América produzem 25% da totalidade dos gases com efeito estufa, a China 14% e a Índia 6%. Nenhum destes 3 países, entre outros, tomam qualquer medida no sentido de controlar ou reduzir a emissão de gases para a atmosfera. De forma a evitar que a temperatura média do planeta suba acima dos 2º C é necessário que as emissões globais de gases para a atmosfera em 2020 sejam entre 15 a 30% inferiores às registadas em 1990. Para lá de 2020 ainda maiores reduções serão exigidas para manter a temperatura média do planeta no tecto dos 2º C. Um aumento da temperatura média do planeta nessa grandeza fará que o nível médio da água suba cerca de 1 metro (94 centímetros para ser mais exacto). Esta subida é projectada tendo em conta a expansão térmica da água (mais quente logo maior volume) uma vez que os modelos têm grande grau de incerteza quanto ao efeito da subida das águas resultantes do descongelamento das grandes massas de gelo. Parte da Antártida (a parte Oeste) está localizada abaixo do nível médio da água. Uma subida das águas pode levar à inundação e consequente descongelamento vertiginosamente acelerado de grande parte da Antártida. O efeito do dióxido de carbono na atmosfera é de lenta dissipação. Mesmo passados séculos depois da emissão de gases de estufa para a atmosfera (expelidos por erupções vulcânicas, por exemplo), ainda 25% dos gases permanecem suspensos. Mesmo que se atinja uma estabilização da emissão de gases no futuro, o seu efeito continuará a fazer aumentar a temperatura média do planeta algumas décimas de graua centígrados nos séculos que se seguirem. O aumento do nível médio das águas continuará a verificar-se durante milhares de anos mesmo depois da estabilização do clima, resultante do descongelamento gradual e persistente das placas de gelo existentes no planeta. No caso da Gronelândia, os modelos projectados indicam que a subida da temperatura média dessa zona será de 2 a 3 vezes superior ao aquecimento médio global. Além do descongelamento da Gronelândia e do seu contributo para a subida do nível das águas, o descongelamento da parte Oeste da Antártida representará um acréscimo de mais 3 metros ao nível médio das águas do mar. As consequências para as espécies animais e vegetais, para a geografia, meteorologia, clima, agricultura, água potável e para o homem serão devastadoras. Não haverá limite de fronteiras para os efeitos. Os custos económicos destas alterações, associados ao agravar de situações meteorológicas extremas são colossais. Os riscos de epidemias globais, como a malária e outras doenças associadas às regiões mais quentes são muito elevados. É certo que daqui por 100 anos certamente não estará cá nenhum dos que agora consiga ler estas palavras, eu não estarei certamente, mas o meu filho e os vossos filhos, muito certamente irão ainda viver nesse outro mundo. E o seus filhos, ou os nossos netos, de certeza que terão de conviver com tais condições numa base diária.. Coisas tão simples e dadas por adquiridas como uma ida até à praia deixará de ser possível como hoje o conhecemos. As zonas de areia onde tanto gostamos de estender a toalha, de fazer castelos e brincadeiras, de brincar à bola irão desaparecer. O mais certo é que os nossos filhos não poderão oferecer aos seus os agradáveis dias de praia que nós, seus pais, com eles podemos ainda desfrutar. Também a água potável, que hoje rapidamente nos mata a sede e serve para a nossa higiene diária, sofrerá uma redução drástica e severa. Também isso será negado da forma como hoje ainda podemos tirar partido dela. Muitos dos animais hoje existentes terão desaparecido para sempre nas próximas décadas, e nem será já nos jardins zoológicos que poderão ser vistas, mas somente em filmes, fotografias e livros. Fica assim aqui o alerta, para esta situação extrema que nos é apresentada como uma realidade futura e já não uma mera probabilidade. Fica o alerta para que se forme uma consciência do impacto que a humanidade teve neste planeta e as consequências que teve, está a ter e terá na vida de todos quantos terão que lidar com essa realidade. Por último fica o alerta para que todos olhem para o mundo que nos rodeia e que nunca se esqueçam de que o que ontem e hoje foi feito teve e tem consequências amanhã e que amanhã aqueles que mais amamos de certeza terão que conviver com o legado que lhe deixámos. Um alerta - Rui Sousa - 07-02-2007 Dentro desta temática, aconselho todos a vizualizarem o filme An Inconvenient Truth do Al Gore http://www.imdb.com/title/tt0497116/ Um alerta - Marco - 07-02-2007 aconselho tb a rezar. e esperar q o prox presidente dos EUA seja mais inteligente neste materia (algo q nao deve ser dificil). Em relação à China, não ha nada a fazer. Essa é a menor das suas preocupaçoes Um alerta - Filipe Galego - 07-02-2007 Bom alerta Luis para os mais distraídos... PS: Luis podias meter este aviso num fórum que cá sei... Um alerta - Bruno Nobre - 07-02-2007 Hoje em dia só querem saber de dinheiro e guerras... ambiente k é isso? enfim Um alerta - Berto Carvalho - 07-02-2007 ArrayDentro desta temática, aconselho todos a vizualizarem o filme An Inconvenient Truth do Al Gore[/quote] Parece que as mentalidades Americanas não gostaram muito desse documentário: ArrayO visionamento de «UMA VERDADE INCONVENIENTE» numa escola nos subúrbios de Seattle foi cancelado após protestos de encarregados de educação. Frosty Hardiman descobriu no início de Janeiro que uma das suas filhas iria ver o controverso documentário «Uma Verdade Inconveniente» numa aula do sétimo ano da sua escola nos arredores de Seattle. "Não vão ensinar ou mostrar esse vídeo propagandístico de Al Gore à minha filha, culpando a nossa nação a maior nação que alguma vez existiu neste planeta pelo aquecimento global", escreveu num e-mail dirigido ao Conselho Escolar federal. O seu protesto, juntamente com o de alguns outros pais, provocou o cancelamento da exibição, noticiou o Washington Post. A professora da aula de Ciências que pretendia mostrar o documentário, Kay Walls, declarou que, após o envio do e-mail, o seu director lhe disse que receberia um processo disciplinar por não ter seguido as regras da escola, que exigiam que procurasse autorização escrita para apresentar conteúdos "controversos" em aulas. Hardiman é um evangélico cristão que diz acreditar que o aquecimento do planeta é "um dos sinais" do regresso iminente de Jesus Cristo para o Dia do Julgamento. O consultor informático não se deixou comover pela nomeação aos Oscars do documentário, comentando que a "esquerda liberal está por toda a Hollywood". O e-mail também levou o Conselho Escolar a proibir a exibição do filme aos 22.500 estudantes do distrito. A acção chocou os produtores e originou protestos a nível nacional, com membros do Conselho a dizer terem sido bombardeados por milhares de e-mails e telefonemas, muitos deles dolorosos e obscenos, acusando-os de ignorância científica, cedências à religião e imposição de limites à liberdade de expressão. Num encontro com o Conselho, vários residentes irados argumentaram que «Uma Verdade Inconveniente» é cientificamente verdadeiro e contrariar essa ideia era "ofuscação deliberada". No final, acabou por se chegar a um compromisso. A proibição, que o organismo refere ter sido apenas uma "moratória", foi levantada no dia 23 de Janeiro, permitindo a exibição do documentário desde que exista a permissão escrita do director da escola e apenas quando for contrabalançado com pontos de vista alternativos aprovados tanto pelo director como pelo superintendente das escolas. Isto parece ter satisfeito Hardiman: "Fico contente que eles estejam a dar às crianças tanta informação quanto possível".[/quote] Um alerta - Luis Branco - 07-02-2007 E dizem-se esses pacóvios serem a maior nação do Mundo, e maior democracia do mundo: nem uma nem outra, nem o são geográficamente, menos ainda culturalmente e, muito menos ainda, mentalmente. São é a maior sangessuga do Mundo. Array"Dos 6 mil milhões de habitantes, 2,8 mil milhões (quase a metade) vivem com menos de 2 dólares por dia e 1,2 mil milhões (um quinto) com menos de 1 dólar por dia, sendo que 44% vivem no sul da Ásia. Nos países ricos, menos de uma criança em 100 não completa cinco anos, mas nos países mais pobres um quinto das crianças morrem antes disso. Enquanto nos países ricos menos de 5% de todas as crianças abaixo de cinco anos são desnutridas, nos países pobres a proporção chega a 50%" (www.worldbank.org/poverty/wdrpoverty/report/Poroverv.pdf). Mais de um quarto dos 4,5 mil milhões de pessoas nos países pobres não tem qualquer expectativa de viver para além dos 40 anos, mais de 1,3 mil milhões de pessoas não têm acesso a água potável, mais de 840 milhões passam fome, uma em cada sete crianças em idade escolar está fora da escola primária básica. "A rendimento médio nos 20 países mais ricos equivale a 37 vezes a média dos 20 mais pobres, uma diferença que duplicou nos últimos 40 anos. A experiência difere muito de uma região a outra. No leste da Ásia, o número de pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia diminuiu de cerca de 420 milhões para cerca de 280 milhões entre 1987 e 1998, mesmo após a crise financeira. Mas na América Latina, sul da Ásia e África Subsaariana o número de pobres tem aumentado. Nos países da Europa e Ásia Central em transição para a economia de mercado, o número de pessoas que vivem com menos de 1 dólar por dia aumentou mais de 20 vezes" Comparando 1820 com 1992, verificamos que a diferença dos mais ricos face aos mais pobres passou de 3 para 1 para 72 para 1. Mais grave e significativo, os países mais pobres estão a um nível idêntico, e por vezes pior, ao que estavam aqueles que se encontravam em igual situação em 1820. Os duzentos indivíduos mais ricos do mundo detêm o equivalente a 41% do rendimento mundial, tendo duplicado os seus rendimentos nos últimos quatro anos. Diga-se também que o rendimento dos três maiores multimilionários equivale ao rendimento dos 600 milhões de indivíduos que pertencem aos países mais pobres do planeta. De acrescentar que a afectação anual de somente 1% da fortuna destes duzentos indivíduos geraria um recurso financeiro de 7 a 8 mil milhões de dólares, suficiente para garantir o acesso de todos à educação primária Vivemos num tempo marcado pela destruição acelerada dos ecossistemas e da biodiversidade, "efeito de estufa" e aquecimento do planeta, desertificação e envenenamento dos solos e da água, comprometendo um futuro viável para todos em favor de um presente apenas para alguns. A disponibilidade de água, quando comparada com o ano de 1970, é de apenas 60%, o mesmo acontecendo com a cobertura florestal. Sobre alguns dos países mais pobres - Bangladesh e Egipto, entre outros - é esperada a inundação de uma parte do seu território devido à subida do nível médio dos oceanos provocado pelo aquecimento global do planeta. Fernando Bessa Tavares[/quote] Um alerta - Artur Nunes - 07-02-2007 ArrayE dizem-se esses pacóvios serem a maior nação do Mundo, e maior democracia do mundo: nem uma nem outra, nem o são geográficamente, menos ainda culturalmente e, muito menos ainda, mentalmente. São é a maior sangessuga do Mundo.[/quote] A golpada da eleição de Bush vem na sequencia de outras anteriores... por ex, o assasinio de Bobby K. O sistema protege-se bem das ameaças à sua continuação. Tomem atenção quando qualquer nação toma a forma de super poder e monopoliza tecnologias e poder militar (agora espacial). Por acaso, Al Gore vai estar amanhã na Central Tejo em Belem a dar esta conferencia. Um alerta - Rui Sousa - 07-02-2007 ArrayParece que as mentalidades Americanas não gostaram muito desse documentário:[/quote] Corrijo para... as mentalidades Republicanas não gostaram muito desse documentário Mais uma vez, convido todos vós a assistirem ao filme An Inconvenient Truth do Al Gore Um alerta - Ceoli - 11-02-2007 Falar é fácil... Mas não sejamos hipócritas... E porque é que se vendem carros (qualquer Ferrari por ex.) que consomen (desperdiçam?) 20/30 litros de combustivel para percorrer 100 km´s?... E emitem 300/400 gramas de CO2 por km?... E quantos de nós não comprariamos um sem hesitar se tivessemos possibilidade de o fazer? Think about it... |