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Oschers
#13
Diz o povo que “há dias em que não se pode sair de casa...”. Eu diria, “há dias em que não se pode correr em GTR”. Ontem, infelizmente, foi um desses dias...
Mas vamos aos factos.
Não tendo tido grande hipótese para treinar neste sinuoso circuito, valeu-me a preciosa ajuda dos meus “mates” com a preparação de vários Setups. Oschersleben, sendo um circuito relativamente técnico mas altamente sinuoso, exige uma constante concentração por forma se poder ter alguma consistência. Ontem foi um daqueles dias em que a concentração foi deveras difícil. Dia “não”, diriam uns, azelhice pura, diria eu. E, de facto – lamento dizê-lo - assim foi!
Mas comecemos pelo principio - pleonasmos à parte!
Como já acima disse, não tive tempo para treinar devidamente, e, todo o tempo que por ventura tive, praticamente só me permitiu treinar Off Line, excepção feita ao dia de Quarta-feira, em que tive a possibilidade de dar um saltito ao server. Em Off Line, o meu melhor tempo andou na casa do 1:23.3 (versão Qualify) e, em versão Race, com alguma consistência conseguia 1:24/1:25. bem longe dos tempos canhão do “Bisturi” João Vaz ou até desse jovem lá das bandas de Espanha e que dá pelo nome de Sérgio Júnior que, de prova para prova, melhora a olhos vistos. (Prepara-te Vaz para o novo campeonato de 2006, pois vais ter adversário à altura...).Grande Prova Júnior!
Ainda com o fantasma de SPA a pairar sobre a minha cabeça, lá acedi ao server para a Practice. Tráfego intenso, muitos “vândalos” em pista (perdoem-me a dureza da expressão, mas foi mesmo assim!) e muita azelhice, minha e de alguns outros. O Circuito não é fácil, mas tudo costuma ter um limite. Adiante.
No Qualify, apenas consegui dar 3 voltas limpas (tráfego intenso, vários toques de outros perfeitamente despropositados e uns despistes meus) pelo que, o meu melhor tempo foi de 1:24:8. Muito mau!
No mini “briefing” antes da corrida, informei os meu “mates” que não estava nada confiante para a corrida dado o tráfego previsível, bem como o facto de os pneus demorarem muito a aquecer assim como a selvajaria que se adivinhava.
Dada a partida, rodei nas primeiras 4 voltas em ritmo muito moderado – para não dizer lento. A partir daí, os acontecimentos foram-se sucedendo. Vários Pilotos foram saindo de pista, eu fui ganhando alguns lugares, mas a temperatura dos meus pneus não passava dos 75 graus. Pensei então com os meus botões : - “Marocas, tens que dar gás para as borrachinhas aquecerem”. Meu pensamento, meu feito. Comecei a acelerar mais, ganhando alguma ritmo, mas, não sei explicar por que razão, a concentração estava muito em baixo Assim, tive várias saídas ligeiras, embora sem me despistar. Tudo fruto da falta de concentração.
A certa altura iniciam-se as dobragens aos NGT’s, e aí é que a minha concentração baixou ainda mais – e tudo isto acompanhado pelo facto de os meus pedais – novinhos em folha, diga-se de passagem – me terem fugido literalmente dos pés. O Circuito não dá grande margem de manobra pelo que, com alguma azelhice minha, mais alguma má vontade de outros, julgo que dei e levei várias raspadelas e “chega-pra-lᔠem e de vários “rapazes”. Nada de especial para mim – já me estava a habituar a não fazer uma única volta limpa – mas vi, pelo espelho retrovisor alguns NGT´s após eu ter passado, a visitarem as bermas (Não a relva, note-se!).Ficou-me na memória uma passagem ao Marco, em que, após o ter passado, ele iniciou um pião. Não sei se lhe toquei – julgo que não, ou pelo menos, nem sequer senti – mas fiquei a pensar no assunto. Desculpa Marco, se te toquei. Também me recordo de, ao passar ou pelo Hugo Penafort, ou pelo Marcelo Pereira (já não me recordo exactamente de qual), e depois de me ter gentilmente aberto a passagem, eu passar, e o NGT, imediatamente ter feito uma visita à relva. Também não senti que lhe toquei. Se assim foi, aqui fica um pedido público de desculpa! Houve também qualquer coisa com o Carlos Costa – já não me recordo bem. Mas sei que eu passei, e ele também visitou a areia, com ou sem toque meu. De qualquer modo, o meu astral estava tão elevado, que, após passar os NGT’s, saía em frente logo na curva seguinte, pelo que, todo este cerimonial de ultrapassagens recomeçava novamente. Julgo que passei e fui passado pelo” laranjinha” do Marco diversas vezes. Continuando esta saga, e com a tendência para começar a pensar que, por onde eu passava, alguém visitava a relva (eu, ou, o que é mais grave, os outros !) lá me consegui concentrar alguma coisita e decidi que não poderia mais nada acontecer à minha passagem. E assim foi.
Nessa fase, fiz várias voltas a um ritmo mais consistente - apesar de os meus pedais continuarem algures debaixo dos meus pés, embora sem eu saber muito bem onde – e recuperei mais alguns lugares. Logo de seguida comecei a ser passado pelos “pressinhas” dos GT’s, para, segundos depois, ver alguns a despistarem-se à minha frente. Lembro-me dum Vitamina GT, que, após sair, regressou à pista - como dizem os nosso amigos do sul - “à papo-seco”. Resultado, levou aqui com o “Je”, que nada pode fazer para o evitar. Felizmente não tive qualquer dano, mas, na volta seguinte passei por cima do aileron do tal Vitamina (Fica aqui um voto de protesto contra a Organização que permitiu que objectos estranhos permanecessem na pista.) pelo que o “rapaz” deve ter tido alguns problemas.
Levei ainda mais uns toques de GT’s, pois deviam ter a “comida ao lume”, tal a pressa em me passarem, nem que fosse pela relva. Assim, passavam-me, e eu logo a seguir passava por eles – que estavam na relva, ou tinham acabado de fazer um pião, note-se.
Estas façanhas repetiram-se por algumas vezes e com protagonistas diferentes.
Um verdadeiro circo a fazer inveja ao prestigiado festival de Circo de Monte-Carlo!
Já prestes a reabastecer e pensando eu que mais nada de substancial me poderia acontecer, recebo o aviso da box para fazer o Pit Stop. Assim, após a última curva do circuito, imediatamente antes da entrada para as boxes, e estando eu já a abrandar para curvar para entrada das ditas, levo uma valente pancada na traseira. Sem saber exactamente o que me aconteceu e após rodopiar algumas vezes, agora já dentro do perímetro das boxes, olho para trás para ver quem me tinha dado tão violento empurrão. Desgraça das desgraças!!!! O pobre do Luís Branco! Se há pessoa que verdadeiramente me incomoda quando algo de mau acontece é este rapaz. (Abro aqui um parêntesis para prestar uma singela homenagem à sua extrema e inexcedível dedicação à causa SRP-GTR bem como à sua sempre e total disponibilidade para ajudar tudo e todos. Sem ele, este campeonato não seria, de todo, o mesmo!)
À minha mente veio logo o pensamento das eruditas regras “...Quem bate por trás é sempre culpado, independentemente da sua visão do sucedido...”. O “caldo estava entornado”, a minha noite verdadeiramente estragada e, o pensamento atrás enunciado, só serviria para tentar acalmar o meu espírito completamente turvado pela sucessão de acontecimentos. E tudo isto na primeira parte da corrida!!!
MAS... será que ele bateu mesmo por trás ou eu, inadvertidamente e numa tentativa de facilitar, tomei uma decisão contrária à dele, e fechei-lhe a porta? Bolas!(isto, para não fazer citações em português verdadeiramente vernáculo que, posso assegurar, repeti vezes sem conta a viva voz na tranquilidade do meu cockpit – um verdadeiro anti-stress!)
Completamente atravessado na recta de acesso às boxes, após verificar que o motor ainda estava “vivo”, lá continuei o meu caminho para a box, sempre a pensar no pobre Luís. Não sei em que lugar ele estava, mas o brilhante vencedor de SPA merecia melhor sorte e, o que mais me aborrecia é que, de uma ou de outra maneira, com culpa ou sem culpa, eu estava envolvido. ”Porca miseria”!
Lá reabasteci, arranjaram-me todos os estragos, e arranquei - sem qualquer motivação, diga-se - para a segunda parte da corrida. Ainda com o Luís Branco em mente, ao passar na recta da meta pela primeira vez após o reabastecimento, preocupei-me em ver se ele lá estava parado. Uma rápida olhadela e ...nada de Luís Branco! Excelente! Pelo menos, tal como eu, ele tinha continuado! Como que eufórico, apertei mais a acelerador e entrei em ritmo de corrida .Agora os pneus respondiam em termos de aquecimento e tudo parecia estar a compor-se. Na volta seguinte, uma fugaz olhadela para as boxes e ...vejo o nome do Luís Branco! Estará a reabastecer? Terá desistido? Foi do “nosso” toque ou aconteceu-lhe mais algum azar? Faço mais uma volta, na vã esperança de, ao passar pela recta não ver lá o nome dele, mas a tragédia confirma-se – continua parado!. Pensei para comigo: ”- agora não podes fazer nada “and the show must go on!”...
Daí até ao final a “coisa” (algo de muito vagamente semelhante a uma corrida de GTR) decorreu de uma forma normal, não fora uma ligeira saída na curva de entrada na recta da meta onde visitei a areia. Mas a minha sina estava traçada. Nesse mesmo momento e enquanto estava na areia, um Vitamina GT (mais um!) aproveitou para me dar uma violenta “cacetada”. Mesmo estando eu na areia praticamente parado! Há dias em que não se pode correr em GTR...
Enfim, uma palavra de apreço para os meus valorosos “mates” - Ricardo Meirinhos e Vitor Costa – que de tudo fizeram para me ajudar, mas a quem a corrida, por um ou outro motivo, não correu de feição.

“Cricas” à parte, e, para finalizar, resta-me dar os Parabéns aos, estou certo, justos vencedores – João Vaz e Hugo Penafort - e apresentar as minhas mais sinceras e humildes desculpas a quem eventualmente tenha maltratado durante os 72 minutos. Ontem estive em dia “não”! É caso para dizer : ...”Esteves who?”...

Mário Esteves

Porto, Sexta-feira13, Janeiro de 2006
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