13-01-2006, 08:18 PM
A minha pior corrida da temporada e uma das minhas piores corridas de sempre.
Irreconhecível.
A qualificação deu logo o mote a nem sequer conseguir entrar, nem de longe, na casa do 1:21 quando tenho um PB de 1:21.4xx e ainda na 4ª feira tinha feito 1:21.8xx
Mais de 1 seg de distância do meu melhor registo. Colocou-me no 6º lugar da grelha.
Aí vai de alterar a estratégia. Menos fuel (65+60) para um paragem a meio da corrida, rápida mudança de pneus e atestar.
Com menos fuel queria fazer a maior pressão possível sobre os pilotos á minha frente na tentativa de recuperar lugares. Principalmente porque o Tiago ia precisamente em 5º.
E assim aconteceu. Caí em cima do Tiago como um autêntico cão de caça. Estavamos a rodar entre 0.4 e 0.2 segundos de diferença. Colados e apertava com ele á entrada e saída de um bom par de curvas.
Mas o Tiago não desarmou, até acho que ia a levantar o pé, pis estavamos a rodar na casa do 1:24.2xx quando dava perfeitamente para rodar para baixo do 1:23.5xx
Já ia eu todo contente a pensar que mais tarde ou mais cedo lá ia ter a minha oportunidade quando começou o pesadelo.
Pesadelo
Parte I
Quando ia nos escapes do Tiago ao passar a gincana dou um toque no pino que está á nossa direita e aí vou eu ao muro.
Sigo e :
Parte II
Na curva 1 no final da recta da meta, piso um milímetro a areia do lado direito e aí vou eu direitinho á escapatória da esquerda pela relva.
Segue adiante e:
Parte III
Após passar o João de Matos, que facilitou de tal maneira na recta interior que até um comboio passava, chego á direita e aí vai mais um pino pelo ar. Mais uma mocada valente e outra incursão pela relva.
Já só queria era chegar ao momento de ir á box. Com a frente do carro bastante comprometida a entrada nas curva era um martírio.
Vou á box. Na tentativa de ganhar uns décimos na entrada, faço as curvas da pit lane como se disse dependesse um lugar. A linha de entrada na zona limitada surge num ápice, travo e acciono o limitador. Tarde demais. Passo a linha com 2 km a mais (62 km/h). Ainda me resta uma esperançazita que a coisa passe em claro.
Mudo pneus, atesto, não reparo para não perder tempo (seja o que Deus quiser nas entradas) e aí vou eu. Passo a linha de saída da zona limitada e:
Parte IV
Penalização por pit lane speeding e um stop and go.
Entro na box logo no dessa volta e cumpro a penalização.
A moral está a ficar pelas ruas da amargura mas não desisto. Entro em pista em 12º, que desilusão.
Parto ao ataque. Será o tudo ou nada. Começo a ganhar mais de 1 segundo por volta a quem vai á frente. Vejo que fui dos primeiros a ir á box. Valha-me isso. As diferenças vão se reduzir substancialmente.
Começo a ter o 9º e 8º bem á vista. O 9º parece-me ser o Ricardo no seu 550 azulão. O 8º vai logo á frente, um carro da F1Portugal parece-me. O ânimo cresce.
Aproximação á última curva e:
Parte V
Preparo-me para dobrar o Mário Esteves. Vou passar na recta da meta. Não espera....o Mário chega-se para a direita na aproximação á última curva antes da meta. Está a dar-me passagem. Vou aproveitar e seguir pela esquerda e passo já.
Quê!!!! Nãããããooo!!!
O Mário entra para a pit lane e corta mesmo á minha frente vindo da direita. Não consigo evitar e apanho-o pela porta esquerda. Vamos os dois prá desgraça. Ele entra na lane aos peões e bate nos rails. Eu sigo disparado em frente e vou bater de frente no muro que faz a divisão para a entrada na lane. Agora é que não se aproveita nada da frente.
Perco mais uns lugares e o desânimo é total. Moral no mínimo.
O Carlos Monteiro dá-me uma volta de avanço. Não há ânimo que resista, mas continuo. Vou até ao fim.
Parte VI
Tenho o André a aproximar-se. O carro está intragável. As entradas nas curvas são feitas com coração na boca tal é a leveza e tendência de fuga que apresenta.
Chego á direita no final da recta interior (o pino já lá não está, esse já não me preocupa).
Devia fazer a sequência em 3ª mas já há muito que tem que ser em 2ª. Mas....o carro nem com a segunda se aguenta: Vai de frente, mete-se uma 1ª para segurar senão....
O motor não gosta daquela redução e queixa-se. Queixa-se muito e diz que a aerodinâmica também tem que trabalhar. Mas qual aerodinâmica qual quê. A frente é uma amalgama sem utilidade nenhuma.
Então se é assim o motor diz que não trabalha sozinho e para de funcionar.
FIM
Irreconhecível.
A qualificação deu logo o mote a nem sequer conseguir entrar, nem de longe, na casa do 1:21 quando tenho um PB de 1:21.4xx e ainda na 4ª feira tinha feito 1:21.8xx
Mais de 1 seg de distância do meu melhor registo. Colocou-me no 6º lugar da grelha.
Aí vai de alterar a estratégia. Menos fuel (65+60) para um paragem a meio da corrida, rápida mudança de pneus e atestar.
Com menos fuel queria fazer a maior pressão possível sobre os pilotos á minha frente na tentativa de recuperar lugares. Principalmente porque o Tiago ia precisamente em 5º.
E assim aconteceu. Caí em cima do Tiago como um autêntico cão de caça. Estavamos a rodar entre 0.4 e 0.2 segundos de diferença. Colados e apertava com ele á entrada e saída de um bom par de curvas.
Mas o Tiago não desarmou, até acho que ia a levantar o pé, pis estavamos a rodar na casa do 1:24.2xx quando dava perfeitamente para rodar para baixo do 1:23.5xx
Já ia eu todo contente a pensar que mais tarde ou mais cedo lá ia ter a minha oportunidade quando começou o pesadelo.
Pesadelo
Parte I
Quando ia nos escapes do Tiago ao passar a gincana dou um toque no pino que está á nossa direita e aí vou eu ao muro.
Sigo e :
Parte II
Na curva 1 no final da recta da meta, piso um milímetro a areia do lado direito e aí vou eu direitinho á escapatória da esquerda pela relva.
Segue adiante e:
Parte III
Após passar o João de Matos, que facilitou de tal maneira na recta interior que até um comboio passava, chego á direita e aí vai mais um pino pelo ar. Mais uma mocada valente e outra incursão pela relva.
Já só queria era chegar ao momento de ir á box. Com a frente do carro bastante comprometida a entrada nas curva era um martírio.
Vou á box. Na tentativa de ganhar uns décimos na entrada, faço as curvas da pit lane como se disse dependesse um lugar. A linha de entrada na zona limitada surge num ápice, travo e acciono o limitador. Tarde demais. Passo a linha com 2 km a mais (62 km/h). Ainda me resta uma esperançazita que a coisa passe em claro.
Mudo pneus, atesto, não reparo para não perder tempo (seja o que Deus quiser nas entradas) e aí vou eu. Passo a linha de saída da zona limitada e:
Parte IV
Penalização por pit lane speeding e um stop and go.
Entro na box logo no dessa volta e cumpro a penalização.
A moral está a ficar pelas ruas da amargura mas não desisto. Entro em pista em 12º, que desilusão.
Parto ao ataque. Será o tudo ou nada. Começo a ganhar mais de 1 segundo por volta a quem vai á frente. Vejo que fui dos primeiros a ir á box. Valha-me isso. As diferenças vão se reduzir substancialmente.
Começo a ter o 9º e 8º bem á vista. O 9º parece-me ser o Ricardo no seu 550 azulão. O 8º vai logo á frente, um carro da F1Portugal parece-me. O ânimo cresce.
Aproximação á última curva e:
Parte V
Preparo-me para dobrar o Mário Esteves. Vou passar na recta da meta. Não espera....o Mário chega-se para a direita na aproximação á última curva antes da meta. Está a dar-me passagem. Vou aproveitar e seguir pela esquerda e passo já.
Quê!!!! Nãããããooo!!!
O Mário entra para a pit lane e corta mesmo á minha frente vindo da direita. Não consigo evitar e apanho-o pela porta esquerda. Vamos os dois prá desgraça. Ele entra na lane aos peões e bate nos rails. Eu sigo disparado em frente e vou bater de frente no muro que faz a divisão para a entrada na lane. Agora é que não se aproveita nada da frente.
Perco mais uns lugares e o desânimo é total. Moral no mínimo.
O Carlos Monteiro dá-me uma volta de avanço. Não há ânimo que resista, mas continuo. Vou até ao fim.
Parte VI
Tenho o André a aproximar-se. O carro está intragável. As entradas nas curvas são feitas com coração na boca tal é a leveza e tendência de fuga que apresenta.
Chego á direita no final da recta interior (o pino já lá não está, esse já não me preocupa).
Devia fazer a sequência em 3ª mas já há muito que tem que ser em 2ª. Mas....o carro nem com a segunda se aguenta: Vai de frente, mete-se uma 1ª para segurar senão....
O motor não gosta daquela redução e queixa-se. Queixa-se muito e diz que a aerodinâmica também tem que trabalhar. Mas qual aerodinâmica qual quê. A frente é uma amalgama sem utilidade nenhuma.
Então se é assim o motor diz que não trabalha sozinho e para de funcionar.
FIM

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