06-02-2008, 02:45 AM
Quando cito os Monty, é apenas para dizer que, livrados de totalitarismos que a todos obrigavam a pensar de certa forma, chegámos (100 anos depois, raio de coisa!) a outro tipo de totalitarismo, os fundamentalismos de várias cores e latitudes, que fazem de tudo uma questão séria, um contributo para um problema, algo que nos ponha a pensar no sentido correcto: antigamente a arte, a literatura, o cinema e a arquitectura ao serviço de uma causa, agora o desporto motorizado (e não só, dei exemplos caricaturais de como levado ao extremo o mesmo se aplica a outros desportos dispendiosos por serem de massa e de "massas".
<span style="color:#483D8B">É pá, quero divertir-me e ver uma corridita de automóveis, motonautica, motoGP, Redbull Air Series, gosto de ver aquelas coisas por umas horas e depois voltar aos meus assuntos e preocupações, nas quais se incluem em dose certa preocupaçoes com o futuro da humanidade, a natureza e todos os outros etcs... Mas agora, se não te importas, queria só ver aquela(s) corridita(s) que, na escala das coisas, não valem nada nem incomodam nada nem nada impedem: são apenas umas provas, ok?
E vêem sempre uns tipos sérios, tipo ASAE ou pior, censores, colocar grandes objectivos, grandes regulações, enormes responsabilidades em actividades que, em primeiro grau, são lúdicas: desportos, expressões artisticas ou culturais.
Mas agora tudo tem no Ambiente o seu foco, nada lhe escapa, quem não estiver a dar um contributo para a Causa tem os dias contados.
<span style="color:#483D8B">Eh pá... give me a break! Quando vejo um F1 ou uma mota a correr num circuito não estou a contar os gms de CO2, estou a ver quem ganha! Na mesma, quando o SpaceShuttlle vai para o espaço, não me ponho a sismar com o desperdicio e com a poluição que aquilo faz, acho que o buraco do ozono e o efeito de estufa está a ser mais reforçado com coisas invisiveis à opinião publica (feitas a nivel de estado ou de multinacional) do que com a nossa actividade diária, e muito menos com as poucas manifestações desportivas que temos a sorte de presenciar, motorizadas ou não.
Na Suiça não há corridas de automóveis desde os anos 50, depois do acidente em Lemans: quando se quer um pretexto há sempre um na mão ou ali ao lado que serve.
Agora o pretexto é o ambiente, não interessa ver as coisas em proporção e, mais ainda, ir às verdadeiras causas em vez de andar a culpabiizar (e a taxar...) o Zé Pagante por todas as coisas terríveis que o Zé provoca no seu dia a dia.
E como temos de ir a reboque acritico do politicamente correcto ou assim, vão matando (o Max e o Bernie... e seguidores) as coisas que estão supostamente a contra corrente do que é dever que se faça: no dia em que os carros a hidrogénio (ou melhor, os comboios de alta velocidade) forem alternativa (espero que rapidamente) depois essas novas tecnologias irão aos poucos entrar nas pistas e nas corridas: o automóvel não surgiu da necessidade de competir, surgiu porque era necessário.
A necessidade de competir surge depois, aplicando o automóvel a uma actividade lúdica em primeiro lugar: desporto motorizado, corridas de automóveis, uma forma de divertimento apenas.
O progresso tecnológico das máquinas está apenas ao serviço da velocidade, é feito por optimização de uma tecnologia e não por criação de nova tecnologia (isto no que diz respeito a motores e combustíveis parece-me óbvio e irrefutável), (Live for Speed!) e só depois, quando e se úteis, é que algumas das coisas que são usadas passam para o carro normal, se viavel economicamente e com mercado. Ao desenvolver o travão a disco ou as multiválvulas o engenheiro não me parece que estivesse a pensar na aplicação corrente daqueles sistemas, mas apenas se vai mais depressa e se trava melhor. Depois alguem, outro engenheiro ou director de marca de automóveis, decide colocar alguns desses sistemas em todos ou alguns modelos, dentre de constrangimentos orçamentais.
E a "inovação tecnológica" e outros argumentos podem ou não pode ser uma arma comercial: na maior parte das vezes não o foi, e levou as marcas que faziam disso argumento ou à falencia (NSU por ex, ) ou a uma forma dependente e descaracterizada de continuar (Citroen, por ex).
Talvez a inovação tecnológica não seja assim tão importante para o mercado como isso... talvez.
Situação critica imho vive o transporte aéreo, sem solução à vista para as suas necessidades; e sem aviação como hoje conhecemos, é todo um paradigma e hábito civilizacional que se esfuma, com repercussões no turismo e até na globalização. E isto é mais sério que quaisquer litros a mais que uma qualquer prova de automobilismo possa gastar...
De qualquer forma, a aviação comercial em larga escala só existe há pouco mais de 50 anos... e parece inconcebível um Mundo sem ela... um Mundo como foi durante milhares de anos, à velocidade do barco e da carruagem... better get used to it again... :wondering:
<span style="color:#483D8B">É pá, quero divertir-me e ver uma corridita de automóveis, motonautica, motoGP, Redbull Air Series, gosto de ver aquelas coisas por umas horas e depois voltar aos meus assuntos e preocupações, nas quais se incluem em dose certa preocupaçoes com o futuro da humanidade, a natureza e todos os outros etcs... Mas agora, se não te importas, queria só ver aquela(s) corridita(s) que, na escala das coisas, não valem nada nem incomodam nada nem nada impedem: são apenas umas provas, ok?
E vêem sempre uns tipos sérios, tipo ASAE ou pior, censores, colocar grandes objectivos, grandes regulações, enormes responsabilidades em actividades que, em primeiro grau, são lúdicas: desportos, expressões artisticas ou culturais.
Mas agora tudo tem no Ambiente o seu foco, nada lhe escapa, quem não estiver a dar um contributo para a Causa tem os dias contados.
<span style="color:#483D8B">Eh pá... give me a break! Quando vejo um F1 ou uma mota a correr num circuito não estou a contar os gms de CO2, estou a ver quem ganha! Na mesma, quando o SpaceShuttlle vai para o espaço, não me ponho a sismar com o desperdicio e com a poluição que aquilo faz, acho que o buraco do ozono e o efeito de estufa está a ser mais reforçado com coisas invisiveis à opinião publica (feitas a nivel de estado ou de multinacional) do que com a nossa actividade diária, e muito menos com as poucas manifestações desportivas que temos a sorte de presenciar, motorizadas ou não.
Na Suiça não há corridas de automóveis desde os anos 50, depois do acidente em Lemans: quando se quer um pretexto há sempre um na mão ou ali ao lado que serve.
Agora o pretexto é o ambiente, não interessa ver as coisas em proporção e, mais ainda, ir às verdadeiras causas em vez de andar a culpabiizar (e a taxar...) o Zé Pagante por todas as coisas terríveis que o Zé provoca no seu dia a dia.
E como temos de ir a reboque acritico do politicamente correcto ou assim, vão matando (o Max e o Bernie... e seguidores) as coisas que estão supostamente a contra corrente do que é dever que se faça: no dia em que os carros a hidrogénio (ou melhor, os comboios de alta velocidade) forem alternativa (espero que rapidamente) depois essas novas tecnologias irão aos poucos entrar nas pistas e nas corridas: o automóvel não surgiu da necessidade de competir, surgiu porque era necessário.
A necessidade de competir surge depois, aplicando o automóvel a uma actividade lúdica em primeiro lugar: desporto motorizado, corridas de automóveis, uma forma de divertimento apenas.
O progresso tecnológico das máquinas está apenas ao serviço da velocidade, é feito por optimização de uma tecnologia e não por criação de nova tecnologia (isto no que diz respeito a motores e combustíveis parece-me óbvio e irrefutável), (Live for Speed!) e só depois, quando e se úteis, é que algumas das coisas que são usadas passam para o carro normal, se viavel economicamente e com mercado. Ao desenvolver o travão a disco ou as multiválvulas o engenheiro não me parece que estivesse a pensar na aplicação corrente daqueles sistemas, mas apenas se vai mais depressa e se trava melhor. Depois alguem, outro engenheiro ou director de marca de automóveis, decide colocar alguns desses sistemas em todos ou alguns modelos, dentre de constrangimentos orçamentais.
E a "inovação tecnológica" e outros argumentos podem ou não pode ser uma arma comercial: na maior parte das vezes não o foi, e levou as marcas que faziam disso argumento ou à falencia (NSU por ex, ) ou a uma forma dependente e descaracterizada de continuar (Citroen, por ex).
Talvez a inovação tecnológica não seja assim tão importante para o mercado como isso... talvez.
Situação critica imho vive o transporte aéreo, sem solução à vista para as suas necessidades; e sem aviação como hoje conhecemos, é todo um paradigma e hábito civilizacional que se esfuma, com repercussões no turismo e até na globalização. E isto é mais sério que quaisquer litros a mais que uma qualquer prova de automobilismo possa gastar...
De qualquer forma, a aviação comercial em larga escala só existe há pouco mais de 50 anos... e parece inconcebível um Mundo sem ela... um Mundo como foi durante milhares de anos, à velocidade do barco e da carruagem... better get used to it again... :wondering:
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I know you believe you understand what you think I said, but I am not sure you realize that what you heard is not what I meant....
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I know you believe you understand what you think I said, but I am not sure you realize that what you heard is not what I meant....

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