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Ai se eu fosse policia
#71
O problema, nesse caso que descreveste, teve a ver com ineficácia das autoridades em agir o que, em última instância, nos transporta até às políticas do governo em relação à segurança pública assim como a falta de formação e sub-financiamento das autoridades (neste caso nem estou a falar sobre prevenção, estou a circunscrever-me unicamente às premências de um acontecimento concreto). Não julgo nem condeno as pessoas que agiram em sua própria defesa na falta de resposta das autoridades supostamente competentes, já fui obrigado, eu próprio, a fazer o mesmo. Tratou-se de exercer o direito legítimo à defesa da minha integridade física, já que o estado não estava a cumprir as suas obrigações democráticas que consistiam em proteger-me. Mas o problema está precisamente aí e é isso que é preciso mudar, as políticas sobre segurança e integração, as milícias não solucionam nada, perpetruam o problema e arbitrarizam a justiça. A generalizar-se, teriamos casos como já aconteceu cá em portugal de uma pessoa ser linchada numa aldeia pelo crime CAPITAL de ser toxicodependente (algo que nem sequer é crime pela legislação actual). Uma coisa, é o direito à nossa própria defesa, outra coisa é pretender substituir as funções do estado através da formação de grupos organizados que irão usar violência segundo os seus próprios e subjectivos critérios. Seria uma situação de anarquia generalizada, em que as relações e divisões de poderes democráticos seriam substituidas por meras relações de força. Nesse caso, acabaria por ser difícil distinguir os "criminosos" das "pessoas honestas".
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#72
isso é a chamada justiça popular.
nada civilizado e pouco proprio de um pais desenvolvido.
a GNR nao fez nada. ha outros meios legais. inclusivamente os meios de comunicaçao social.

agora imagina q esses traficantes, ao inves de um grupo pequeno de mariolas, era um gang organizado.
imagina tb q depois disso, eles voltavam, mas desta vez carregados de material que inflige dor e quiça provoca estragos permanentes.
imagina q limpavam o sebo à familia e vizinhos. e depois? vinha o resto da populaçao?
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#73
Arrayisso é a chamada justiça popular.
nada civilizado e pouco proprio de um pais desenvolvido.
a GNR nao fez nada. ha outros meios legais. inclusivamente os meios de comunicaçao social.

agora imagina q esses traficantes, ao inves de um grupo pequeno de mariolas, era um gang organizado.
imagina tb q depois disso, eles voltavam, mas desta vez carregados de material que inflige dor e quiça provoca estragos permanentes.
imagina q limpavam o sebo à familia e vizinhos. e depois? vinha o resto da populaçao?[/quote]

Exacto.

Infelizmente o desenvolvimento em Portugal (e, em abono da verdade, em quase todos os países) é um conceito relativo. Se tu entrares num supermercado e roubares um pacote de arroz, és um ladrão, um criminoso e um pelintra que devia estar a apodrecer no degredo, se pessoas como a Fátima Felgueiras roubarem dinheiro público aos milhares de contos de cada vez (bem sei que ainda não houve condenação, mas como não estamos num tribunal posso exprimir uma hipótese como se fosse uma certeza, já que corresponde ao que acho esmagadoramente mais provável) são reeleitos presidentes de câmara.
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#74
Ineficáfia das autoridades = sentimento de impunidade = maior criminalidade.

Independentemente da maior dureza das penas ou multas. Porque as leis até podem estar bem feitas e serem mais que justas, mas se não forem aplicadas... ora porra....

Eu não reinvidico mais ou menos direitos para ninguém. Eu reinvindico os meus direitos. Só.

Podem cantar, andar de chapéu de lado, cheirar mal dos pés.... o que lhes apetecer! Agora chino, sangue, gamar, território..... isso não.


Arrayisso é a chamada justiça popular.
nada civilizado e pouco proprio de um pais desenvolvido.
a GNR nao fez nada. (1)ha outros meios legais. inclusivamente os meios de comunicaçao social.

agora imagina q esses traficantes, ao inves de um grupo pequeno de mariolas, era um gang organizado.
imagina tb q depois disso, (2)eles voltavam, mas desta vez carregados de material que inflige dor e quiça provoca estragos permanentes.
imagina q limpavam o sebo à familia e vizinhos. e depois? vinha o resto da populaçao
?[/quote]

1) Quéssedezer, eles a levar na boca e pegavam no telefone e ligavam ao advogado e á SIC?:23:Francamente...

2) Chamavam o advogado para apresentar queixa contra esses senhores e ligavam à SIC.... Afinal estavam a cometer uma ilegalidade....:crazy:



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#75
Para o advogado, em primeira instância, não, mas para o Ministério da Administração Interna e, sobretudo, para o comando geral da GNR talvez fosse boa ideia. Tal como o Marco disse, os meios de comunicação podem ser usados (quando convém a nós próprios e aos próprios meios de comunicação, cuja atitude em muitos casos também é para cima de execrável) embora, claro, a sociedade não possa estar dependente das televisões e jornais para pressionar o governo a desempenhar as suas obrigações. O fundamental é ser a população a exigir, pela via democrática, o respeito pelos nossos direitos, deveres e liberdades fundamentais.
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#76
á que estamos numa de exemplos...

Há alguns anos atrás, vivia um rapaz de 12 anos no meio das vaquinhas e dos passarinhos que levava as bilhas de leite ao posto da Agros todos os dias. Pegava no seu carrinho de mão e lá ia ele. Duas vezes por dia. Às 7 e às 20h.

Uma dessas noites, num cruzamento perto de sua casa, encontrou um carro com duas pessoas sentadas lá dentro. Como costume na região, mesmo estranhando a presença de tal carro e pessoas estranhas à zona, cumprimentou-os com o usual: "Boa Noite!" ao que lhe foi respondido: "Perguntei-te alguma coisa? Poe-te a andar "#$"# antes que leves no focinho, palhaço!"

Surpreendido pela atitude, lá continuou o seu caminho, tremendo, porque sabia que na volta teria de passar exactamente no mesmo sitio.... No regresso, o mesmo carro estava lá, mas desta vez acompanhado por mais dois carros e mais algumas pessoas. Ele nem olhou. Mudando de velocidade, passou num passo lestinho por tal ajuntamento, rezando para chegar a casa com a pele intacta! Não aconteceu. Levou uma pedrada nas costas e depois o passo lestinho passou a passo de corrida... mas lá chegou a casa. Contou o sucedido e ele e alguns familiares resolveram ir inspecionar os tais estranhos, visto que estes estavam contiguos à quinta, e de fácil e sobranceira observação.

Após 2 horas a assistir um vai e vem de carros a comprar droga e mais algumas coisas, resolveram telefonar para a GNR. Esta responde que iria averiguar.

No dia seguinte acontece a mesma coisa. No outro dia igual. Até que o rapaz teve de mudar o trajecto, para poder entregar o leite em paz e sossego.

Num desses dias, o tal rapaz tinha torcido um pé, e foi a tia dele levar o leite ao posto. Não sabendo da "situação", passou exactamente no mesmo sitio. A sorte não estava com ela nesse dia. Além de ter sido insultada, enxovalhada, viraram o carro com o leite, e ainda lhe deram uns estalos! A senhora chegou a casa a chorar e contou à familia o sucedido. A familia revoltada, ligou para a GNR. Ao que lhe foi respondido que iriam deslocar-se ao local. Esperaram horas, mas GNR, nem vê-los.

Fartos de tal situação, ligam para a GNR outra vez, dizendo que se eles não aparecerem no dia seguinte, vão resolver o assunto pelas próprias mãos, visto que os abusos e insultos e agressões estão insuportáveis.

A GNR não aparece.

Eles falam com os vizinhos. Eles pegam em armas. Eles dirigem-se para o carro. O tal rapaz aparece sozinho em frente ao carro. Os estranhos sairam do carro. A "milicia" aparece. Os estranhos foram espancados. O carro foi destruido e deitado ao rio. Eles foram deixados em frente ao café da aldeia.

Nem a GNR apareceu, nem nunca mais se ouviu falar de venda de drogas naquela zona.

Tirando uns tiros de vez em quando por disputas sobre terrenos, a zona continua calma até aos dias de hoje. As pessoas cumprimentam-se sempre e pode-se passear á vontade. (tirando um ou outro cão vadio)

Foi bem feito? Foi mal feito? Não sei. O que sei é que abusos sistemáticos, levam a limites. As pessoas não aguentam andar sobre essa pressão diariamente. Elas fartam-se. Das duas uma, ou fogem, ou respondem. Não podendo fugir, dá no que dá...

Recuperação, prevenção, repressão, podem fazer o que quiserem, mas façam alguma coisa. Não podemos é ficar no costumeiro "deixa-andarismo".


O que me deixa admirado é as pessoas que fizeram isso (justiça pelas próprias mãos)e a meu ver muito bem não terem sido arrestadas pela GNR e criminalizadas de qualquer coisa, o "criminoso" e "injustiçado" em Portugal é infelizmente aquele que cumpre ou que não tem meios para se defender (não falo só de meios materiais), o vigarista e verdadeiro criminoso tem a lei do lado dele, ou se não tem já sabe as artimanhas todas que a lei e os seus "direitos" lhe consagram.

Acho que no nosso país infelizmente os valores morais e civilizacionais andam todos trocados e quem faz as leis não convive com os problemas da maior parte da população dia a dia, vivem num país imaginário e tentam dar um "rebuçado" ás ditas minorias para calar as vozes que são poucas mas que "berram" bem alto para serem ouvidas, pois no nosso país ainda impera quem eleva a voz mais alto e para os calar ou se os elimina ou se dá um "rebuçado". Todos temos os mesmos direitos e deveres, não deveria existir minorias e maiorias (ao fazer isto sim é discriminação), não arranjar desculpas para quem não cumpre e não sabe viver em sociedade.

Hoje em dia é mais penalizado quem cumpre as regras da sociedade do que aquele que não cumpre, eu infelizmente fui educado a cumprir, até mesmo as autoridades se estão a lixar para certas coisas pois dá trabalho e incomoda. Os tribunais demoram a fazer cumprir a lei e não tem capacidade para analisar a maior parte destes casos, é um deixa andar, pois só vejo é cada um arranjar o seu próprio meio de defesa e tentar se defender e desenrascar conforme possa, pois a nossa sociedade não tem capacidade para mais pois quem nos dirige e quem está na oposição são uma cambada de incompetentes e tudo o que fazem é sacar o que podem a nós todos e ao nosso país.
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#77
e isso da-nos o direito de fazer o q nos bem apetece, ou parece correcto?

vivemos na republica das bananas?
se for assim pergunto o pq das leis e todas as instituições.
e a falta de respeito é dos 2 lados...os q nao cumprem e os que acham q devem fazer cumprir
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#78
Não nos dá o direito de fazer o que quisermos, mas se a sociedade não nos proteje destas situações (são várias as razões, incompetencia das autoridades, entupimento de tribunais, policias que não se querem chatear, etc.), não achas tu ou quem quiser que eu tenha o direito de me defender?

Se apanhares alguém a roubar o teu carro em flagrante, se não tiveres a policia á mão o que fazes? Deixas roubar e depois apresentas queixa? Eu não se puder ele sai dali bem amassado.
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#79
Penso que nem eu nem o Marco estamos a procurar encontrar desculpas para quem comete crimes, o que estamos a dizer é que TODA A GENTE tem o DEVER de cumprir a lei, a falta de cumprimento da parte dos outros não nos isenta a nós, mesmo na posição de vítimas, dos mesmos deveres. Esse princípio não é rigorosamente nada incompatível com o direito à defesa da nossa integridade física e dos nossos bens pessoais. Quem organiza ou faz parte de milícias populares está a cometer um CRIME, já que isso é veementemente proibido pela lei. Se pretendemos viver com mais segurança (e eu não vou ao ponto de fazer como alguns políticos e dizer que Portugal é um país seguro, já que, pelo menos onde eu moro, que nem é dos sítios piores, é frequente haver tiros disparados e a presença de polícia com armas automáticas), temos de mudar a sociedade ESTRUTURALMENTE, temos de eleger governos que lutem por ablar as causas do crime, que promovam reformas sociais, que se esforcem por regenerar quem comete crimes e invistam na formação e equipamento das forças de segurança. Houve um caso, muito divulgado, que aconteceu no México, onde as pessoas, habituadas a casos de raptos nas escolas, observaram indivíduos dentro de um carro a fotografar os alunos à porta de uma escola. Mobilizaram-se, manietáram-nos e queimaram-nos vivos com as televisões a transmitir tudo em direito, perante o horror e estupefacção de quem via na televisão (inclusivamente eu) e dos próprios jornalistas. Esses indivíduos, na verdade, eram agentes da polícia numa operação de combate ao narco-tráfico, mas foram linchados por uma multidão saturada de crimes violentos e absolutamente descontrolada incapaz de ouvir as súplicas dos agentes da polícia que tentavam identificar-se. É isto que nós somos? É assim que representamos a humanidade? Comportando-nos como selvagens? É isto a "civilização"? Vou ser simplista e pôr as coisas dicotomicamente como se isto fosse um filme, temos de escolher se queremos ser dos bons ou queremos ser dos maus. Eu escolhi que quero ser dos bons, por isso rejeito qualquer forma distorcida de justiça aplicada desumanamente e totalmente desajustada dos factos que, provavelmente, nem sequer são do conhecimento total de quem perpreta esses delitos contra o próprio conceito de justiça embora o façam em nome dela. Só os tribunais, na posse de factos e provas podem julgar impacialmente arguidos que devem ter direito a defesa, qualquer coisa diferente disso, corresponde à destruição de tudo o que dá sentido à palavra "sociedade".
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#80
Boas Dióspiro, concordo com tudo o que dizes, mas vamos por pontos:

Mas pergunto-te se alguém não cumpre a lei nem ninguém o faz cumprir e interfere com a tua segurança e dos teus o que fazes?

"...temos de eleger governos que lutem por ablar as causas do crime, que promovam reformas sociais, que se esforcem por regenerar quem comete crimes e invistam na formação e equipamento das forças de segurança...." mas tu sinceramente ves alguém em Portugal que queira alterar o estado do nosso país (não perguntei com capacidade, perguntei com vontade)? Sinceramente eu não vejo, vejo um bando de MAFIOSOS a aproveitar-se do nosso país e para eles está bem assim.

Esse caso no México é uma excepção como em tudo na vida, também já vi imagens de pessoas a serem torturadas por militares ou policias norte-americanos, claro que também é uma excepção, mas existe para os dois lados.

Eu imagino-me sempre do lado da vitima e não do agressor, quando penso que podia ser com o meu filho, mulher ou familia, compreendo sinceramente o que muita gente faz pelas próprias mãos, pois eu fazia-o e se calhar pior, afinal sou um ser humano e não entendo um malandro ou vários darem cabo de uma família, destruir a vida de alguem e depois esses mesmo terem direito á sociedade o(s) reabilitar, quando para o lesado não á reabilitação possível.
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