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o palhaço Odete amaldiçoado por Salazar
Bem, pelo posso observar já passámos à fase dos insultos arbitrários, eu como comunista “tacanho” não tenho recursos para poder imiscuir-me numa terminologia tão ilustre que só está acessível a pessoas com ideias avançadas como as vossas, por isso vou ignorar as ofensas pessoais que me foram dirigidas sem um motivo plausível, já que não ofendi ninguém. Mais uma vez se confirma que as vossas ideias (pilotos-virtuais, marco e azinheira) não têm matriz numa reflexão objectiva sobre a realidade mas sim em suposições sobre a personalidade ou estilo de vida de outra pessoa ou pessoas, ainda bem que temos um sistema de ensino público que vos permitiu terem obtido formação dentro do campo da psiquiatria para poderem fazer afirmações tão taxativas como as que foram feitas. Como de costume, recorrem a argumentos falaciosos para procurar descredibilizar quem tem ideias diferentes das vossas, neste caso, colocam um ror de questões em catadupa para tentar descontrolar o vosso interlocutor, que neste caso sou eu. Marco, se a extensão dos meus posts te incomoda, nesse caso só posso sugerir-te que continues a fazer o que tens feito até agora, não os leias (se os lesses saberias que nem filiado sou no partido comunista, quanto mais trabalhar lá). Penso que não ler aquilo que é dito ou escrito pelos outros por ser demasiado extenso é demonstrativo de uma mente muito mais “fechada” do que a minha e só realça uma contradição flagrante com toda a “cultura” que é suposto terem e estarem a usar aqui na vossa santa missão de combater o comunismo onde quer que se manifeste. Se não conseguem articular mais de duas frases seguidas, lamento, mas não é problema meu, por isso não embirrem comigo. Pilotos-Virtuais, os direitos elementares, fundamentais, essenciais, são o que dá sentido à própria definição de sociedade, como vivemos em sociedade trabalhamos para o bem de nós todos, para que não sejam só os ricos ou quem tem dinheiro a ter acesso aos suprimento das suas necessidades mais prementes, como é o caso da saúde, da educação, ou da segurança social. Se o estado não tivesse a obrigação de facultar acesso público ao ensino, hoje, eu seria analfabeto ou semi-analfabeto por os meus pais serem pobres, presumo que isso, para ti, fosse uma situação absolutamente justa e desejável. Escreve-se “arqueólogo” e não “arquiólogo” (se fosse como vocês, agora, estaria a chamar-te semi-analfabeto e a invalidar as tuas ideias com base nisso), talvez se estivessem menos preocupados em criticar a minha forma de expressão escrita e mais preocupados com a vossa, não tivessem uma mente tão “fechada”, “tacanha” e talvez até alimária, como a minha. É incrível como com, sob o pretexto do “abuso” (que praticamente não existe, e posso afiançá-lo porque há circunstâncias que levam a que esteja por dentro do que se passa dentro do sistema público de saúde) dos serviços de saúde se defende que quem tem dinheiro tenha acesso aos cuidados básicos de saúde e, quem não tem, não possa ser tratado. O post do Azinheira também foi elucidativo do meu “fechamento” mental, fiquei a saber que os gays e lésbicas são pessoas que não interessam a ninguém, são coisas perversas e que deviam ser banidas da face da terra, sem direito a existir, já que as vossas orientações sexuais é que são as certas. Estou sempre a aprender com vocês. A “maior catástrofe ambiental de todos os tempos” aconteceu numa central nuclear de produção de energia eléctrica que existe em todos os países do G8, que vocês tanto idolatram, sempre houve mais centrais nucleares nos Estados Unidos do que na união soviética e uma catástrofe ainda maior do que a soviética foi evitada com grande dificuldade. Isso é um facto completamente irrelevante para a discussão que estávamos a ter, nem sequer os comentadores de direita mais obtusos teriam usado um argumento desses, por isso, aprendi mais uma vez. O “atacar tudo e todos” abandonando a bandeira do comunismo é apenas um juízo subjectivo e presunçoso, tal como todos os outros que foram feitos anteriormente, em vez de discutir os assuntos objectivamente teimam em fugir da discussão com atoardas e preconceitos, não se preocupam com as minhas ideias mas sim com a classificação que podem dar à minha pessoa, da mesma forma que também dão uma classificação pejorativa a “gays”, “lésbicas”, suponho que drogados, transexuais e todo o tipo de “escória” que infecta o planeta, pelo menos dentro das vossas cabeças. Depois o “tacanho” sou eu. As observações do Marco, basicamente, resumiram-se a assumir coisas sobre mim, quando não sou eu que estou em questão mas sim o tema sobre o qual estivemos a conversar. Deviam pensar que talvez estejam muito mais susceptíveis a “interpretações” descontextualizadas sobre as vossas personalidades do que eu estou. Aparentemente, não são capazes de manter uma conversa sem passar aos insultos pessoais, é por isso que vou deixar de dar resposta esses insultos (embora responda a alguma coisa construtiva que venham a dizer), como diz o outro ditado, para se discutir com um mentecapto é preciso ser mentecapto como ele e depois somos batidos em experiência.
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Tem piada a maneira como deturpas o que escrevi e como te afastas dos argumentos que expûs :12::12::12:

Em primeiro não te ataquei a ti, mas sim as ideais estúpidos em que o dinheiro parece que abunda para tudo e para todos e onde o Estado deve meter a mão em tudo o que é a sociedade.

Vou escrever de novo:

- o Estado não deveria pagar para que as nossas universidades (muitas delas públicas) formem arqueólogos (ups, enganei-me à bocado :23::23:... mas olha que tu também não sabes fazer parágrafos :23::23::23::23:), filósofos ou jornalistas, deveria isso sim apoiar mais a formação de médicos e engenheiros.

(e, lendo bem, estou a atacar não a escolaridade, mas sim a formação universitária)

Agora, se só somos alfabetizados se tivermos um curso universitário, vou ali e já volto (grandes argumentos sim senhor).

Também me choca, a mim, ter de pagar pela saúde dos outros (muitos dos quais pagam menos que eu, só porque ganham menos :blink::blink:). Ok, a sociedade retira algum benefício por não andarmos doentes. Fair enough... o chamado bem público que eu digo para o Estado pagar... mas mais do que isso não (e um drogado por drogas legais não deve receber benesses do Estado, só porque um psicólogo qualquer lhe receita prozacs atrás de valiums :evil::evil::evil:).

Resumindo e concluindo, o Estado deve regular apenas os mercados, especialmente os monopólios, que foram/são defendidos pelo socialismo hipócrita e mentiroso, e os outros onde existe assimetria de informação, bem como garantir o fornecimento de bens públicos onde os privados não conseguem substituir o Estado (segurança, saúde básica, educação básica, espectro radiofónico, meio ambiente, reformas de subsistência).

Tudo o resto é encontrar buracos onde roubar o dinheiro dos contribuintes :noworry::noworry:(aqueles que, como eu, são obrigados a entregar ao Estado UM DIA POR SEMANA do trabalho que faz).

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Array. O post do Azinheira também foi elucidativo do meu “fechamento” mental, fiquei a saber que os gays e lésbicas são pessoas que não interessam a ninguém, são coisas perversas e que deviam ser banidas da face da terra, sem direito a existir, já que as vossas orientações sexuais é que são as certas. Estou sempre a aprender com vocês.[/quote]

Não me digas que também tens esse defeito pa...:biggrinbandit::12::blink:
olo
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Pronto, agora já voltámos a um estilo de debate mais positivo. Não tive nem tenho intenção de deturpar os teus argumentos, penso que fiz a interpretação que seria razoável fazer de acordo com o que disseste. “É claro que não defendo que o Estado não tenha nenhum papel na saúde e educação do povo(..)”. NENHUM papel, é nenhum papel, o que seria suposto subentender-se? Mas agora já clarificaste melhor o teu ponto de vista e podemos tomar isso como ponto de partida. Enganaste-te a escrever aquela palavra e eu também não sei fazer parágrafos e também, claro, dou erros abundamentemente, só falei nisso por causa do que foi dito em outros posts que me pareceu altamente insultuoso, mas fui confirmar que esse post não era teu. Vamos começar então a analisar as tuas ideias e, desde já, agradeço a forma clara e equilibrada como foram expostas, quando é assim, é fácil discutir qualquer coisa sem haver atropelos ou altercações. Concentraste o teu ataque na formação universitária, penso eu, porque consideras que uma grande parte dos cursos não tem qualquer tipo de inserção profissional ou económica em termos dos sectores que assegurem o progresso económico. Em momento nenhum disse que só somos “alfabatizados” se tivermos um curso universitário, aliás, eu NÃO TENHO curso universitário. Penso que o modelo de investimento no ensino superior (que deve ser, na minha opinião, totalmente financiado pelo estado) está completamente errado e desajustado das necessidades objectivas do país, nesse ponto, dou-te toda a razão. Mas penso que as alternativas a essa situação não passam pela privatização do ensino (eu próprio defendo uma restruturação completa da sociedade, abandonando o capitalismo, mas isso, por agora, é outra história), mas sim pela constituição de um sistema de prioridades adaptado às necessidades e estabelecido de modo racional. Acho que qualquer curso tem razão de existir, não vejo qual é o problema de financiar cursos de filosofia, penso que o conhecimento e a cultura devem ser direitos dos cidadãos e devem receber os financiamentos adequados, mas penso também que as prioridades em termos de financiamento devem visar as necessidades objectivas da sociedade, sem que uma coisa entre em contradição com a outra. Dentro do actual sistema, no modelo capitalista, eu, pessoalmente, proporia reformas de fundo de modo a criar uma correspondência tão quando possível univalente entre a economia, o mercado de trabalho e os tipos de formação universitária. E tenho a observar que a formação de “lobbies” na medicina, que referiste e com toda a razão, é uma consequência directa do sistema que temos em “funcionamento”, que preconiza a criação de ordens profissionais cujo único objectivo trata-se de assegurar o monopólio de recursos ligados á profissão. A formação num plano multidisciplinado coincide também com os interesses de qualquer sociedade, é através do conhecimento e da cultura que se operam os maiores progressos sociais. Sobre o que disseste em relação à saúde (que já ouvi dizer a outras pessoas sobre o ensino), não concordo. Isto é, percebo claramente o motivo que te leva a sentir descontentamento por estares a pagar pela saúde dos outros, por um fumador que agora tem cancro, por um drogado que precisa de ser reabilitado e por muitas outras coisas que são resultado de modos de vida que reprovas moralmente ou que sejam até criminosos. Mas qualquer dia um assaltante que fosse baleado pela polícia não podia ser tratado porque isso iria custar dinheiro ao estado, na mesma medida, todos os crimes teriam de ser punidos com a pena de morte para o estado não gastar dinheiro com cadeias (e olha que muita gente pensa mesmo assim). Se concordas com pagamento para o “bem público”, ou seja, os cuidados que consideras absolutamente essenciais e necessários, já é uma mudança em relação à interpretação que fiz do teu outro post. Disseste “NENHUMA”, que culpa tenho eu? ;) lol Mesmo assim, acho que qualquer tratamento considerado necessário pelos médicos deve ser financiado, se tu fores fumador e alguma vez tiveres cancro do pulmão ou algo semelhante (dei três toques na madeira da mesa) acho muito bem que os meus descontos sejam usados para o teu tratamento e que o estado não se poupe a despesas, se fosses toxicodependente, o mesmo, o estado não pode fazer juízos de valor sobre o estilo de vida de uma pessoa. Durante dois anos fiz voluntariado no canal ventoso, no tempo em que ainda existia e as recordações que ainda conservo só servem para reforçar esta ideia sobre a isenção do estado em termos de juízos sobre estilos de vida. Penso que o papel do estado deve ser imparcial sobretudo por causa da carga subjectiva que um esquema de triagem consoante as eventuais causas da doença implicaria. E seria injusto, a vida é sempre mais importante, toda a gente vale a pena e pode ser reabilitada. Acredito num sistema público e gratuito (o que não quer dizer que se te apetecer fazer uma operação de aumento do pénis fosses faze-la a um hospital público...lol). Acho que os privados não têm o dever de substituir o estado, o estado não pode precisar de substitutos, especialmente porque os privados funcionam segundo uma lógica de lucro ao contrário do estado cujas prioridades são as necessidades dos cidadãos. Por exemplo, posso falar no hospital Amadora-Sintra, que tem gestão privada e, GARANTO-TE é um dos hospitais com piores condições em termos dos profissionais que existe no país. Algo que tem a ver directamente com a gestão privada, pessoas não recebem os cuidados necessários por serem dispendiosos. Já tenho visto não serem feitos raio-x, ecografias, análises ao sangue simplesmente por causa de directrizes internas que obrigam os médicos a não pedir esses exames e a mentir aos doentes dizendo que não estão disponíveis no momento. O resultado de alguns destes casos, chega a ser a morte dos doentes, que infelizmente não tiveram dinheiro para ir a um hospital completametne privado. Não sou contra que entregues ao estado um dia por semana do teu trabalho e que existam escalões e categorias para os impostos, até podias descontar dois ou três, se recebesses os benefícios do dinheiro que descontas, coisa que, infelizmente, não acontece nem contigo nem comigo. Eu PESSOALMENTE, acho que através de um sistema de economia planificada, como alguns partidos comunistas defendem, se consegue atingir todos esses objectivos garantindo, sempre, a justiça social, penso que num sistema capitalista muito dificilmente isto pode ser feito. Este novo debate começou por causa do ambiente, as propostas do partido comunista interpelavam directamente os problemas dos quais tinham falado e propugnavam ideias que penso que tu próprio aprovarias (e não terias de ser comunista por causa disso), o mesmo talvez aconteça em relação à saúde e à educação, o comunismo não defende que alguns vivam à custa dos outros e que cometam os excessos que entenderem que terão sempre o estado e os impostos dos outros para os amparar, defende precisamente o contrário, defende quem trabalha e quem quer construir uma vida melhor para si próprio sem ser condicionado pela opulência ou parasitismo social e profissional dos outros.

ArrayNão me digas que também tens esse defeito pa...:biggrinbandit::12::blink:[/quote]

LOL

E olha que estou a começar a engraçar contigo, azinheira, essa camisola do Sporting fica-te mesmo a matar. ;) :laugh:
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Isto agora não dá para fazer quotes? :blink:

Reply
ArrayIsto agora não dá para fazer quotes? :blink:[/quote]

:blink:
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Vamos lá dividir isso em parágrafos:


[quote name='Diospiro Verde' post='87398' date='Jun 13 2007, 08:11 PM']
Concentraste o teu ataque na formação universitária, penso eu, porque consideras que uma grande parte dos cursos não tem qualquer tipo de inserção profissional ou económica em termos dos sectores que assegurem o progresso económico. Em momento nenhum disse que só somos “alfabatizados” se tivermos um curso universitário, aliás, eu NÃO TENHO curso universitário. Penso que o modelo de investimento no ensino superior (que deve ser, na minha opinião, totalmente financiado pelo estado) está completamente errado e desajustado das necessidades objectivas do país, nesse ponto, dou-te toda a razão. Mas penso que as alternativas a essa situação não passam pela privatização do ensino...[/quote]


Não posso concordar mais contigo. Não defendo que o Estado forneça/produza educação, saúde, etc, mas sim que permita a que os cidadãos tenham acesso à componente de bem público.

E muito menos no ensino superior. É claro que um sistema como o Americano (sistema que não defendo, já que ele também possui uma componente demasiada centralizada) não é correcta. Nesse caso, é preferível um sistema como o Alemão, onde tu pagas pelos teus estudos universitários quando começas a trabalhar.

Infelizmente em Portugal, muita gente que defende que não se pague propinas (eu já tive essa bandeira, mas no meu último ano, quando aumentaram e bem as propinas, SÓ ME INCENTIVOU AINDA MAIS A ACABAR O CURSO NAQUELE ANO :noworry::noworry::noworry:) são os mesmos estão nas universidades com o dedo no cu (paneleiros :23:) durante 8 ou mais anos (piada para certos presidentes das associações de estudantes, que são mais velhos que alguns professores :evil::evil:)


[quote name='Diospiro Verde' post='87398' date='Jun 13 2007, 08:11 PM']
...(eu próprio defendo uma restruturação completa da sociedade, abandonando o capitalismo, mas isso, por agora, é outra história), mas sim pela constituição de um sistema de prioridades adaptado às necessidades e estabelecido de modo racional. Acho que qualquer curso tem razão de existir, não vejo qual é o problema de financiar cursos de filosofia, penso que o conhecimento e a cultura devem ser direitos dos cidadãos e devem receber os financiamentos adequados, mas penso também que as prioridades em termos de financiamento devem visar as necessidades objectivas da sociedade, sem que uma coisa entre em contradição com a outra. [/quote]

Por esse modo de vida, o Estado (ou seja, os contribuintes) devem pagar por tudo e mais alguma coisa só porque um gajo qualquer quer um curso de filosofia, acumpuntura, "meter o dedo no cu", "drogar-se", etc...


[quote name='Diospiro Verde' post='87398' date='Jun 13 2007, 08:11 PM']
Dentro do actual sistema, no modelo capitalista, eu, pessoalmente, proporia reformas de fundo de modo a criar uma correspondência tão quando possível univalente entre a economia, o mercado de trabalho e os tipos de formação universitária. E tenho a observar que a formação de “lobbies” na medicina, que referiste e com toda a razão, é uma consequência directa do sistema que temos em “funcionamento”, que preconiza a criação de ordens profissionais cujo único objectivo trata-se de assegurar o monopólio de recursos ligados á profissão. A formação num plano multidisciplinado coincide também com os interesses de qualquer sociedade, é através do conhecimento e da cultura que se operam os maiores progressos sociais. [/quote]


Interesses esses, que são arquétipos da sociedade que tínhamos antes do 25 de Abril, e da sociedade socialista retrógrada que veio logo depois :noworry: (como na maioria da podridão do resto do nosso país).

[quote name='Diospiro Verde' post='87398' date='Jun 13 2007, 08:11 PM']
Sobre o que disseste em relação à saúde (que já ouvi dizer a outras pessoas sobre o ensino), não concordo. Isto é, percebo claramente o motivo que te leva a sentir descontentamento por estares a pagar pela saúde dos outros, por um fumador que agora tem cancro, por um drogado que precisa de ser reabilitado e por muitas outras coisas que são resultado de modos de vida que reprovas moralmente ou que sejam até criminosos. Mas qualquer dia um assaltante que fosse baleado pela polícia não podia ser tratado porque isso iria custar dinheiro ao estado, na mesma medida, todos os crimes teriam de ser punidos com a pena de morte para o estado não gastar dinheiro com cadeias (e olha que muita gente pensa mesmo assim). [/quote]

Devemos pagar porque a polícia baleia ladrões, violadores, pedófilos, assassinos, em própria defesa? Porra, devemos é pagar para a polícia dar porrada nesses cabrões :evil:(é o que vai acontecer daqui a 20 anos, porque a polícia actualmente tem as mãos atadas e por essa Europa fora os criminosos são tratados como "coitadinhos" e não pela m$%$% que são :push: )


[quote name='Diospiro Verde' post='87398' date='Jun 13 2007, 08:11 PM']
Se concordas com pagamento para o “bem público”, ou seja, os cuidados que consideras absolutamente essenciais e necessários, já é uma mudança em relação à interpretação que fiz do teu outro post. Disseste “NENHUMA”, que culpa tenho eu? ;) lol Mesmo assim, acho que qualquer tratamento considerado necessário pelos médicos deve ser financiado, se tu fores fumador e alguma vez tiveres cancro do pulmão ou algo semelhante (dei três toques na madeira da mesa) acho muito bem que os meus descontos sejam usados para o teu tratamento e que o estado não se poupe a despesas, [/quote]

Um tanas. O imposto que pago pelo tabaco é que deve ser usado para isso (mas não todo, porque um fumador também viola a liberdade dos outros por causa do fumo e pode causar cancro a não fumadores) e não os descontos (que deveriam ser opcionais ou mesmo não existentes para quem quissesse optar por não descontar :noworry:).


[quote name='Diospiro Verde' post='87398' date='Jun 13 2007, 08:11 PM']
se fosses toxicodependente, o mesmo, o estado não pode fazer juízos de valor sobre o estilo de vida de uma pessoa. Durante dois anos fiz voluntariado no canal ventoso, no tempo em que ainda existia e as recordações que ainda conservo só servem para reforçar esta ideia sobre a isenção do estado em termos de juízos sobre estilos de vida. Penso que o papel do estado deve ser imparcial sobretudo por causa da carga subjectiva que um esquema de triagem consoante as eventuais causas da doença implicaria. E seria injusto, a vida é sempre mais importante, toda a gente vale a pena e pode ser reabilitada.[/quote]

E os drogados pagam impostos? Que eu saiba, os políticos ainda não liberalizaram as drogas (sem ser os medicamentos, que é a mesma m$%$% :23:) e meteram-lhes impostos em cima (queres drogar-te, tudo bem, mas pagas pelo teu prazer :biggrinbandit::biggrinbandit:E quem fala em drogas, também fala em p**** :bigsmile::bigsmile:)



[quote name='Diospiro Verde' post='87398' date='Jun 13 2007, 08:11 PM']
Acredito num sistema público e gratuito (o que não quer dizer que se te apetecer fazer uma operação de aumento do pénis fosses faze-la a um hospital público...lol). [/quote]

Então, mas para ti o Estado não deve fazer juízos de valor :biggrinbandit:Logo operações dessas, segundo o teu ideal, também deveriam ser pagos e fornecidos pelo Estado (ou seja, os contribuintes).

Ai as contradições :laugh:


[quote name='Diospiro Verde' post='87398' date='Jun 13 2007, 08:11 PM']
Acho que os privados não têm o dever de substituir o estado, o estado não pode precisar de substitutos, especialmente porque os privados funcionam segundo uma lógica de lucro ao contrário do estado cujas prioridades são as necessidades dos cidadãos. [/quote]

Logo o SRP deveria ser patrocinado e controlado pelo Estado!!!! Ai ai ai (mas, no comunismo, afinal não há Estado.... como é que é isso então :biggrinbandit::biggrinbandit::biggrinbandit:)


[quote name='Diospiro Verde' post='87398' date='Jun 13 2007, 08:11 PM']
Por exemplo, posso falar no hospital Amadora-Sintra, que tem gestão privada e, GARANTO-TE é um dos hospitais com piores condições em termos dos profissionais que existe no país. Algo que tem a ver directamente com a gestão privada, pessoas não recebem os cuidados necessários por serem dispendiosos. Já tenho visto não serem feitos raio-x, ecografias, análises ao sangue simplesmente por causa de directrizes internas que obrigam os médicos a não pedir esses exames e a mentir aos doentes dizendo que não estão disponíveis no momento. O resultado de alguns destes casos, chega a ser a morte dos doentes, que infelizmente não tiveram dinheiro para ir a um hospital completametne privado. [/quote]

Bem sei que o Amadora-Sintra é dos piores senão o pior hospital em Portugal e um dos piores exemplos da entrega aos privados de algo que foi construído com dinheiros públicos (os quais, cruzes canhoto, também não defendo).
Claro que isso só acontece porque em Portugal nunca ninguém é responsabilizado e, o Estado, que deveria regular estas questões, "chuta" o problema com um simples "já damos dinheiro e pronto" :noworry:


[quote name='Diospiro Verde' post='87398' date='Jun 13 2007, 08:11 PM']
Não sou contra que entregues ao estado um dia por semana do teu trabalho e que existam escalões e categorias para os impostos, até podias descontar dois ou três, se recebesses os benefícios do dinheiro que descontas, coisa que, infelizmente, não acontece nem contigo nem comigo. [/quote]

Ai que justo... se não quiser receber esses benefícios (quais? só conheço a justiça, segurança pública e pouco mais... que p*** QUE PARIU não custam 2 ou 3 dias do meu trabalho, nem mesmo um! :evil:), mesmo assim sou obrigado pelo Estado a entregar-lhe o dinheiro que me custa a ganhar, para eles o gastarem com outros (não, não sou altruísta, nem acredito muito nisso :noworry:).



[quote name='Diospiro Verde' post='87398' date='Jun 13 2007, 08:11 PM']
Eu PESSOALMENTE, acho que através de um sistema de economia planificada, como alguns partidos comunistas defendem, se consegue atingir todos esses objectivos garantindo, sempre, a justiça social, penso que num sistema capitalista muito dificilmente isto pode ser feito. [/quote]

Mas o que é justiça social? Não só não existe no capitalismo, nem em comunismo, nem em socialismo nem é nada, porque simplesmente não consegues definir o que é :noworry::noworry::noworry:


[quote name='Diospiro Verde' post='87398' date='Jun 13 2007, 08:11 PM']
Este novo debate começou por causa do ambiente, as propostas do partido comunista interpelavam directamente os problemas dos quais tinham falado e propugnavam ideias que penso que tu próprio aprovarias (e não terias de ser comunista por causa disso), [/quote]

Que ideias?

Desculpa, mas eu desconfio imenso das ideias partidárias, sejam elas de esquerda, direita, centro, extremo-centro, raios que partam, etc... :noworry::noworry:(e ai de ti que me chames de direita :23:)


[quote name='Diospiro Verde' post='87398' date='Jun 13 2007, 08:11 PM']
o mesmo talvez aconteça em relação à saúde e à educação, o comunismo não defende que alguns vivam à custa dos outros e que cometam os excessos que entenderem que terão sempre o estado e os impostos dos outros para os amparar, defende precisamente o contrário, defende quem trabalha e quem quer construir uma vida melhor para si próprio sem ser condicionado pela opulência ou parasitismo social e profissional dos outros.
[/quote]

Mas isso é precisamente o contrário do que defendes acima :blink::blink::blink:



PS: Bem sei que o modelo social (à falta de melhor expressão) é tão utópica como aquela que tu defendes. Mas pelo menos, o meu cínismo, permite-te saber que é uma utopia. Bem para ti que acreditas na tua utopia, provavelmente és mais feliz que eu :biggrinbandit::biggrinbandit:

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Óptimo post, se não te importares não vou seguir as mesma ordem de tópicos que tu, mas vou abordá-los todos. Sobre a questão da cirurgia plástica, claro que a ideia não era contraditória, porque o estado tem a responsabilidade de facultar os cuidados elementares de saúde, e, a menos que tivesses um pénis microscópico, isso não seria um cuidado elementar. É nessa dimensão que se aplica a isenção de juízos morais ou de valor. Eu também defendo que não se pague propinas em Portugal exactamente pelos mesmos motivos que citei acima, o acesso ao ensino só se garante através da democraticidade nesse acesso e não pela exclusividade. Não é minimamente justo que uma pessoa com uma inserção de classe diferente da de outra tenha menos possibilidade de frequentar o ensino superior, isso não varia nem com o mérito nem com o esforço mas sim com a classe, nesse aspecto, não há qualquer tipo de igualdade. A função pedagógica das propinas, mesmo que tenha funcionado contigo, não é a forma correcta de incentivar ninguém a acabar um curso universitário. Sobre os contribuintes pagarem por alguém querer tirar um curso de filosofia, sim, parece-me muito bom princípio, porque os cursos de filosofia são importantes para o progresso social, tal como os cursos de belas artes ou o que quer que seja, todas essas coisas têm lugar na sociedade e esse mesmo tema foi interpelado no post que escrevi, é possível garantir a manutenção de qualquer curso superior desde que seja restruturado não só o modo acesso como também a fórmula de financiamento. A sociedade depois do 25 de abril não se transformou numa sociedade socialista. Porque motivo tens uma ideia dessas? Vivemos num sistema que é tudo menos socialista, aliás, é cada vez menos socialista e, como todos aqui concordamos, a situação é cada vez pior. O partido que está no governo é socialista apenas na sua nomenclatura, aliás, são eles próprios que dizem ser um partido de “centro-esquerda”. Sobre a questão dos criminosos, ladrões, violadores, pedófilos, assassinos, claro que devemos pagar, como fazemos parte da sociedade temos de contribuir para que possa funcionar e proteger-se a ela própria dentro de valores humanos e respeitando as liberdades individuais, mesmo um criminoso tem direitos que devem ser respeitados, se não for assim, a sociedade, ou as estruturas sociais em si deixam de ser dirigidas por uma relação de ideias mas sim por uma relação de poderes e, nesse caso, será muito difícil distinguir os criminosos das pessoas honestas, como aliás já é. Claro que os drogados pagam impostos, toda a gente paga impostos a menos que não consuma nada, tem de pagar pelo menos o imposto de consumo (o consumo de droga não está abrangido pelos impostos, concedo-te isso...lol), essas pessoas não deixam de fazer parte da sociedade, pela mesma ordem de ideias alguém que esteja desempregado também não desconta, nesse caso, não deveria ter direito a nada porque está desempregado e, estar desempregado, não é o mesmo que não querer trabalhar, como certamente compreendes. No comunismo não há estado, mas na fase socialista de transição para o comunismo existe estado e com poderes muito alargados, neste caso, essa etapa teria de ser seguida para chegar ao comunismo, depois, é diferente, mas não vou falar sobre isso a menos que me digas explicitamente para falar, não quero fazer outro post com 20 metros dos quais já toda a gente se queixa. Lol Sobre o Amadora-Sintra, estamos de acordo, por isso é uma ideia que já não interessa desenvolver, pelo menos por agora. A “justiça-social” não se consegue definir tal como não se consegue definir a “justiça” em qualquer outro contexto, o que é a “justiça”? A justiça é um conjunto de valores e ideias que resultam dos processos de construção da personalidade de cada pessoa, estava a dar-te a minha noção de justiça, que não procuro impor-te, quanto muito, procuro que concordes comigo tal como tu desejarias que eu concordasse contigo, o que é legítimo de ambas as partes. Sobre as ideias partidárias, a minha desconfiança depende do partido, em comunismo, nem sequer é suposto existirem partidos, o que é uma coisa muito boa, os partidos seriam substituídos por congressos populares. As ideias do partido comunista sobre o ambiente são muito parecidas com as que já foram aventadas por ti e por outras pessoas que participaram no tópico sobre a poluição, com a criação de leis sobre a emissão de gases e políticas que incentivem a participação de todos nos assuntos ambientais, o investimento em formas de energia alternativa. etc. A última ideia que exprimi não é nada contraditória com o que estava em cima, é estritamente complementar e é o princípio que constitui o ponto de partida para todas essas ideias, para atingir uma sociedade onde o trajecto de vida de uma pessoa dependa apenas dela própria é necessário conseguir a igualdade de oportunidades, direitos, liberdades e deveres, caso contrário, o teu potencial não pode ser desencadeado e está sempre subordinado às tuas possibilidades objectivas de acção, limitadas pelos outros em termos das relações económicas que és obrigado a ter com eles. Em relação à utopia, o comunismo não é uma religião (não tenho nada contra a religião, aiás, incentivo muito os valores religiosos em quem professa alguma) é um conjunto de orientações em relação ao mundo, não é estático mas sim dinâmico, também não é alheado da realidade pois está em permanente evolução e reformulação em termos dos modos de atingir as finalidades do comunismo. Se quiseres entrar no plano existencial, em que os burros são felizes e os espertos são infelizes por compreenderem as coisas demasiadamente bem (não foi isso que tu disseste, mas estou eu a dizer...lol), entramos num campo tão subjectivo que teremos de reorientar por completo o rumo da discussão, e, nesse caso, acho que viria a calhar alguém com formação em Filosofia. Estás a ver? Onde está um filósofo quando se precisa dele? ;)
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Cada um na sua :fixe::fixe::fixe:

Só uma correcção.

Quando falei no pós 25 de Abril, estava a falar no período logo a seguida à revolução em que se começou a nacionalizar a eito (8 de Março de 1975 foram os bancos, 9 de Março as seguradoras e por aí adiante).

Não me estava a referir ao "actualmente" ou ao após o 1976 (embora o país ainda sofra com essa centralização que, recordo, já existia no 24 de Abril de 1974).

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ArrayCada um na sua :fixe::fixe::fixe:

Só uma correcção.

Quando falei no pós 25 de Abril, estava a falar no período logo a seguida à revolução em que se começou a privatizar a eito (8 de Março de 1975 foram os bancos, 9 de Março as seguradoras e por aí adiante).

Não me estava a referir ao "actualmente" ou ao após o 1976 (embora o país ainda sofra com essa centralização que, recordo, já existia no 24 de Abril de 1974).[/quote]

A "privatizar? Deve ter sido um lapso, querias dizer "nacionalizar", certo?
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