28-12-2005, 04:54 PM
GRUPO B
Foi no campeonato de rallys de 1983 que foram criados o grupo A e B, até este período a classe mais competitiva era a Classe 4, na qual os regulamentos exigiam uma produção mínima de 400 unidades para terem homologação, com o objectivo de obrigar os construtores a utilizarem automóveis usados no dia a dia.
Até a chegada do grupo B os carros só tinham tracção traseira e uma potência máxima de cerca de 250 cavalos (pois uma potencia maior tornava o carro não competitivo em termos de condução).
Desde o Mini copper S de 1963 até ao Lancia stratos HF, esse foi o tempo no qual podíamos correr com um carro normal, tempo em que um mini podia vencer um Porsche.
Desde 1983 tudo isto desapareceu a uma velocidade assustadora, com o grupo B as regras foram alteradas, só seriam necessárias 200 unidades produzidas, era permitido ás marcas produzirem evoluções sendo apenas necessário para o efeito 20 unidades, existia um limite mínimo de peso e era permitido o uso de materiais de alta tecnologia.
O primeiro automóvel deste grupo foi o famoso Lancia 037 (ainda com tracção traseira), mas desde de 1979 que a FISA (Fédération Internationale du Sport Automobile) tinha permitido a utilização de tracção integral, o que se veio a verificar no terreno alguns anos mais tarde, devido à desconfiança inicial dos engenheiros relativamente à fiabilidade de tal sistema num automóvel de competição, mas a Audi com uma visão do que viria a ser o futuro divulgou que iria usar a temporada de 1980 e 1981 para desenvolvimento do seu novo Audi Quattro,
já havia provado que este seria o caminho a seguir quando inscreveu um carro de abertura de rally com o numero 0, onde nas mãos de Hannu Mikkola terminou o rally com 9 minutos de vantagem sobre o real vencedor, logo em 1980 ganhou o campeonato e durante 1981 ganhou vários rallys (incluindo o rally de São Remo, ganho por Michèle Mouton que ficou para historia pois foi o único rally do campeonato do mundo a ser ganho por uma mulher), .
Em 1983 a Lancia conseguia devido a diversas falhas mecânicas da Audi vencer o campeonato de construtores contando com a participação de Markku Alen e Walter Roehrl, mas já nada poderia travar o aparecimento das novas maquinas de tracção integral, fazendo com que o Lancia 037 fosse obsoleto em diversos aspectos.
Em 1984 no rally da Córsega surge a Peugeot com o seu novo 206 T16 apelidado de rei da montanha, uma autêntica revolução na altura apresentando um motor central, tendo vencido a terceira prova do campeonato, contando com o piloto Ari Vatannen, e com Jean Todt (actual manager da Ferrari na F1) responsável pelo programa da equipa,
Neste ano a Audi conquistou ambos os títulos vingando a derrota no ano anterior para a sua rival Lancia, contando já com a participação de Stig Blomqvist, que tinha um estilo de condução que impressionava todos os espectadores fazendo um autentico bailado com o Audi.
Conseguiu no ano de 1985 a Peugeot vencer o campeonato de construtores e o de pilotos pelas mãos de Timo Salonen, ano no qual Ari Vatanen quase perdia a vida num acidente no Rally da Argentina.
Foi em 1985 que surgiram os carros mais rápidos e mais exigentes em termos de condução com a entrada da Lancia com o seu S4, um dos carros mais avançados alguma vez construídos para rally, que com a ajuda da Abarth combinava o turbo e o compressor para assim colmatar as deficiências de cada sistema e conseguir uma potencia igual a altas e baixa rotação, conquistando logo na estreia o primeiro (Henry Toivonen) e segundo ( Markku Alen) lugar no rally RAC, já a meio do campeonato.
No mesmo ano a Austin-Metro lança o novo Metro 6R4, a Audi o radical S1 Quattro, a Ford o seu RS2000, a Peugeot contra-ataca com o 205 T16 Evolution 2 tendo ganho os dois títulos em 1986;,
Todos estes carros tinham potências acima dos 500 cavalos, sendo o mais potente o Audi S1 Quattro, eram necessários apoios aerodinâmicos para serem mantidos no chão devido à sua enorme aceleração, tendo chegado a um ponto em que apenas os melhores pilotos do mundo seriam capazes de os conseguirem controlar.
Por exemplo o Lancia S4 era capaz de acelerar dos 0-100 km\h em apenas 2.3 e numa estrada em terra, quando Henry Toivonen o guiou no circuito do Estoril o seu tempo dava para o sexto lugar da grelha de fórmula 1 desse ano; Nigel Mansel quando guiou o Peugeot 205 T16 disse que tinha maior aceleração que o seu carro de F1.
Esta foi sem dúvida a época de sonho dos rallys, onde os pilotos eram autênticos heróis dispostos a darem a vida pela oportunidade única de serem reconhecidos por milhares de fans espalhados pelo mundo fora, que ao aplaudirem expressavam o seu respeito pela coragem de tais pilotos em desafiar de forma quase sobrenatural os limites que a estrada impunha, e ficando eternamente agradecidos pelo grandioso espectáculo que jamais se repetirá.
P.S: O texto nao está bem formatado pois continha fotos que infelizmente nao consegui colocar aqui.
Foi no campeonato de rallys de 1983 que foram criados o grupo A e B, até este período a classe mais competitiva era a Classe 4, na qual os regulamentos exigiam uma produção mínima de 400 unidades para terem homologação, com o objectivo de obrigar os construtores a utilizarem automóveis usados no dia a dia.
Até a chegada do grupo B os carros só tinham tracção traseira e uma potência máxima de cerca de 250 cavalos (pois uma potencia maior tornava o carro não competitivo em termos de condução).
Desde o Mini copper S de 1963 até ao Lancia stratos HF, esse foi o tempo no qual podíamos correr com um carro normal, tempo em que um mini podia vencer um Porsche.
Desde 1983 tudo isto desapareceu a uma velocidade assustadora, com o grupo B as regras foram alteradas, só seriam necessárias 200 unidades produzidas, era permitido ás marcas produzirem evoluções sendo apenas necessário para o efeito 20 unidades, existia um limite mínimo de peso e era permitido o uso de materiais de alta tecnologia.
O primeiro automóvel deste grupo foi o famoso Lancia 037 (ainda com tracção traseira), mas desde de 1979 que a FISA (Fédération Internationale du Sport Automobile) tinha permitido a utilização de tracção integral, o que se veio a verificar no terreno alguns anos mais tarde, devido à desconfiança inicial dos engenheiros relativamente à fiabilidade de tal sistema num automóvel de competição, mas a Audi com uma visão do que viria a ser o futuro divulgou que iria usar a temporada de 1980 e 1981 para desenvolvimento do seu novo Audi Quattro,
já havia provado que este seria o caminho a seguir quando inscreveu um carro de abertura de rally com o numero 0, onde nas mãos de Hannu Mikkola terminou o rally com 9 minutos de vantagem sobre o real vencedor, logo em 1980 ganhou o campeonato e durante 1981 ganhou vários rallys (incluindo o rally de São Remo, ganho por Michèle Mouton que ficou para historia pois foi o único rally do campeonato do mundo a ser ganho por uma mulher), .
Em 1983 a Lancia conseguia devido a diversas falhas mecânicas da Audi vencer o campeonato de construtores contando com a participação de Markku Alen e Walter Roehrl, mas já nada poderia travar o aparecimento das novas maquinas de tracção integral, fazendo com que o Lancia 037 fosse obsoleto em diversos aspectos.
Em 1984 no rally da Córsega surge a Peugeot com o seu novo 206 T16 apelidado de rei da montanha, uma autêntica revolução na altura apresentando um motor central, tendo vencido a terceira prova do campeonato, contando com o piloto Ari Vatannen, e com Jean Todt (actual manager da Ferrari na F1) responsável pelo programa da equipa,
Neste ano a Audi conquistou ambos os títulos vingando a derrota no ano anterior para a sua rival Lancia, contando já com a participação de Stig Blomqvist, que tinha um estilo de condução que impressionava todos os espectadores fazendo um autentico bailado com o Audi.
Conseguiu no ano de 1985 a Peugeot vencer o campeonato de construtores e o de pilotos pelas mãos de Timo Salonen, ano no qual Ari Vatanen quase perdia a vida num acidente no Rally da Argentina.
Foi em 1985 que surgiram os carros mais rápidos e mais exigentes em termos de condução com a entrada da Lancia com o seu S4, um dos carros mais avançados alguma vez construídos para rally, que com a ajuda da Abarth combinava o turbo e o compressor para assim colmatar as deficiências de cada sistema e conseguir uma potencia igual a altas e baixa rotação, conquistando logo na estreia o primeiro (Henry Toivonen) e segundo ( Markku Alen) lugar no rally RAC, já a meio do campeonato.
No mesmo ano a Austin-Metro lança o novo Metro 6R4, a Audi o radical S1 Quattro, a Ford o seu RS2000, a Peugeot contra-ataca com o 205 T16 Evolution 2 tendo ganho os dois títulos em 1986;,
Todos estes carros tinham potências acima dos 500 cavalos, sendo o mais potente o Audi S1 Quattro, eram necessários apoios aerodinâmicos para serem mantidos no chão devido à sua enorme aceleração, tendo chegado a um ponto em que apenas os melhores pilotos do mundo seriam capazes de os conseguirem controlar.
Por exemplo o Lancia S4 era capaz de acelerar dos 0-100 km\h em apenas 2.3 e numa estrada em terra, quando Henry Toivonen o guiou no circuito do Estoril o seu tempo dava para o sexto lugar da grelha de fórmula 1 desse ano; Nigel Mansel quando guiou o Peugeot 205 T16 disse que tinha maior aceleração que o seu carro de F1.
Esta foi sem dúvida a época de sonho dos rallys, onde os pilotos eram autênticos heróis dispostos a darem a vida pela oportunidade única de serem reconhecidos por milhares de fans espalhados pelo mundo fora, que ao aplaudirem expressavam o seu respeito pela coragem de tais pilotos em desafiar de forma quase sobrenatural os limites que a estrada impunha, e ficando eternamente agradecidos pelo grandioso espectáculo que jamais se repetirá.
P.S: O texto nao está bem formatado pois continha fotos que infelizmente nao consegui colocar aqui.
«Na melhor hipótese a representação parlamentar oferece o aspecto duma duplicação de forças, que ou se revelam hostis ou pelo menos inarmónicas, mesmo quando o partido que se arroga a representação das massas operárias exerce com exclusividade o poder».



![[Image: trkbarruicarneiro2ao.jpg]](http://img230.imageshack.us/img230/1831/trkbarruicarneiro2ao.jpg)
