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O Leão
#1
Tirei este texto de um fórum em autosport.clix.pt. É incrível como o Mansell, logo na primeira corrida, ficou LITERALMENTE com o rabo a arder. Também não sabia sobre os acidentes aparatosos que teve nas Formulas de promoção. Foi um piloto muito idiossincrático, lembro-me que fazia questão de coxear sempre que vencia uma corrida, ainda que não houvesse nada de errado com as pernas dele. Na primeira época de Formula 1 a que assisti (a partir de meio), a de 1992, torci pelo Mansell.

ArrayNigel Mansell herói aos 39 anos!



Nenhum outro piloto lutou tanto para entrar na Fórmula 1 e nenhum outro se esforçou tanto para nela se manter.



Este texto é apenas uma tradução de um texto em inglês que seguramente aguns de vós já terá tido o prazer de ler. Não sei se alguma vez a carreira de Nigel Mansell (um piloto que aprendi a respeitar e adorar) foi postada. Este post é também um pequeno e humilde contributo ao esforço que alguns têm vindo a realizar para que percebamos um pouco melhor as modalidades que seguimos.
Nenhum outro piloto lutou tanto para entrar na Fórmula 1 e nenhum outro se esforçou tanto para nela se manter. Extremamente determinado, muitíssimo agressivo e espectacularmente ousado, Nigel Mansell foi um dos mais empolgantes pilotos de sempre. A sua abordagem em pista tornou-o no mais bem sucedido piloto britânico (31 vitórias e 32 acidentes), com um terceiro lugar no ranking mundial de “fastest laps”, quarto em vitórias e quinto em poles. Com a bandeira do Reino Unido no seu capacete, foi igualmente rápido e polémico. A sua personalidade intempestiva valeu-lhe alguns inimigos, mas as suas prestações heróicas deram-lhe milhares de fãs.
Nascido a 8 de Agosto de 1953, perto de Birmingham, Nigel Ernest Mansell conduziu o seu primeiro carro num campo das redondezas aos 7 anos. No mesmo ano em que viu Jim Clark num Lotus ganhar o Grande Prémio da Grã-Bretanha em Aintree, em 1962, decidiu que iria igualar o feito do campeão escocês. Uma ambição partilhada por muitos outros miudos, mas poucos com a preserverança demonstrada por Mansell perante tamanhos infortúnios.
Depois de várias corridas em karting, tornou-se em 1977, campeão britanico de Fórmula Ford, apesar de ter fracturado o pescoço num acidente numa sessão de testes. Os médicos afirmaram que ele esteve próximo de ficar tetraplégico, que ficaria em repouso 6 meses e que não voltaria a conduzir. Mansell esgueirou-se do hospital (dizendo às enfermeiras que ia à casa de banho) e correu. Três semanas antes do acidente, tinha renunciado ao seu trabalho como engenheiro aeroespacial, e vendeu grande parte dos seus pertences para financiar a sua entrada na Fórmula Ford. Depois, Mansell e a sua esposa Rosanne venderam a sua casa para patrocinar a entrada de Mansell na Fórmula 3. Em 1979 uma colisão com outro carro resultou num grande capotamento, de que ele teve sorte em sobreviver. Novamente no hospital, desta vez com vertebras fracturadas. Em pouco tempo, suportando as dores graças a analgégicos e escondendo a extensão das suas lesões, Mansell realizou um bom teste com a Lottus para se tornar no piloto de testes da equipa de Fórmula 1. Na sua estreia na Fórmula 1, em 1980, no Grand Prémio da Áustria, uma fuga de combústivel na parte esquerda do habitáculo deixou-o com queimaduras de segundo grau nas nádegas.
Mansell tornou-se grande amigo de Colin Chapman (patrão da Lotus) e ficou devastado com a sua morte repentina em 1982. Manteve-se com a equipa por mais dois anos, mudando-se para a Williams em 1985. Perto do fim dessa época, não alcançado qualquer vitória em 71grande prémios, começou uma prolífera saga de vitórias no Grand Prémio da Europa em Brands Hatch, onde chorou no pódio. Num espaço de 18 meses ganhou 11 corridas, estando próximo de vencer dois campeonatos mundiais. Em 1986, o rebentar de um pneu em Adelaide, deitou por terra o campeonato no último momento possível. Em 1987, foi um sério acidente na qualificação para o Grande Prémio em Suzuka, onde voltou a lesionar-se nas costas (contusão na coluna), deu o título ao seu “inimigo” e colega de equipa Nelson Piquet (que chamou Mansell de ser “rude e ignorante”e lançou insultos a Rosanne). Para Mansell, o ponto alto de 1987 foi a sua espectacular corrida para bater o seu colega brazileiro em Silverstone. Mansell esteve simplesmente imparável, registando 11 records de volta mais rápida nos últimos momentos, ultrapassando o outro Williams. Na sua volta da consagração, centenas de fãs entraram na pista, e o seu herói parou para beijar a marca no asfalto onde ultrapassou Piquet a 180 mph.
Mansell empolga-se em situações adversas, e quando a controversia não existia ele parecia que procurava criar uma. A sua mentalidade “eu contra o mundo” causpu conflituos. Na Williams, Patrick Head disse “ele pensa que toda a gente está sempre a tentar “passar-lhe a perna”. Os media estavam também fartos das contantes queixas de Mansell. Já os fãs louvavam-no pela pura e palpável agressividade que ele transportava sempre para a pista. Mesmo isso não era suficiente para ultrapassar as deficiencias do motor Williams de 1988 e quando surgiu a oportunidade de rumar à Ferrari, Mansell agarrou-a com as duas mãos.
A sua estreia na Ferrari, em 1989, começou com uma vitória no Brazil, e durante toda a temporada ele fustigou o seu Ferrari, levando-o ao limite, cativando os fanáticos tifosi italianos que lhe chamavam de “ll Leone”. Em Hungaroring, onde as ultrapassagens são muito complicadas e depois de uma qualificação nada auspiciosa, comeando num 12º lugar, Mansell deslumbrou em pista, e jogou o último trunfo numa ultrapassagem esplêndida ao Senna no seu Mclaren, vencendo a corrida. Em 1990, as atenções ficaram voltadas para o seu colega de equipa, o recem chegado Prost. Em Silverstone, o “British Bulldog”, num acto teatral, atirou as suas luvas para o público e anuncou o fim da sua carreira no final da época. Uns meses depois, voltou atrás na decisão e anunciou o seu regresso à Williams-Renault. Em 1991, ganhou 5 grande prémios mas perdeu em fiabilidade para o Mclaren de Senna, que se sagrou campeão. No ano seguinte, Mansell dominou o mundial, vencendo 9 dos 16 grande prémios no seu Williams-Renault FW14B, e logo após ser consagrado campeão Mundial de Fórmula 1, anunciou novamente a sua retirada. A sua opção deveu-se a um conflito monetário com a Williams, e pela probabilidade de o seu companheiro de equipa de 1993 poder vir a ser Prost. Numa tentativa de demover o campeão da sua opção, a Williams ofereceu-lhe um contrato com quaisquer condições que ele impunha, mas Mansell manteve-se firme na sua decisão e mudou-se para a América, correndo na IndyCar Racing. Apesar da pouca experiencia nas ovais de alta velocidade, Mansell dominou a prova tornando-se campeão de IndyCar de 1993.
Em 1994, a Williams persuadiu-o a voltar à equipa para as últimas 4 corridas, na última das quais ele ganhou, na Austrália, partindo da pole position. No ano seguinte correu duas vezes pela Mclaren, mas o carro não era rápido o suficiente para ele. Assim, após 187 corridas em 15 épocas, Nigel Mansell com 41 anos, retirou-se de vez da Fórmula 1.
Saiu da Fórmula 1 rico, dono de algumas empresas, incluindo uma concessão da Ferrari e um clube de Golf , vivendo cma a sua esposa Rosanne e os seus 3 filhos.
"I had my fair share of heartaches and disappointments, but I also got a lot of satisfaction. I only ever drove as hard as I knew how." Nigel Mansell acerca da sua carreira
Podem encontrar o texto original em www.formula1.com/teams_and_drivers/hall_of_fame/43.[/quote]

O McLaren não era suficientemente rápido para ele? Na altura fiquei com a sensação que não era suficientemente largo.
[Image: celeritas_sig.png]
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#2
O club de Golf é o Pine Clifs no Algarve (É ou era, tb ja não sei) :cc_confused:
Racing, competing, it's in my blood. It's part of me, it's part of my life; I have been doing it all my life and it stands out above everything else! - Ayrton Senna.
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