16-08-2007, 03:36 PM
O problema, nesse caso que descreveste, teve a ver com ineficácia das autoridades em agir o que, em última instância, nos transporta até às políticas do governo em relação à segurança pública assim como a falta de formação e sub-financiamento das autoridades (neste caso nem estou a falar sobre prevenção, estou a circunscrever-me unicamente às premências de um acontecimento concreto). Não julgo nem condeno as pessoas que agiram em sua própria defesa na falta de resposta das autoridades supostamente competentes, já fui obrigado, eu próprio, a fazer o mesmo. Tratou-se de exercer o direito legítimo à defesa da minha integridade física, já que o estado não estava a cumprir as suas obrigações democráticas que consistiam em proteger-me. Mas o problema está precisamente aí e é isso que é preciso mudar, as políticas sobre segurança e integração, as milícias não solucionam nada, perpetruam o problema e arbitrarizam a justiça. A generalizar-se, teriamos casos como já aconteceu cá em portugal de uma pessoa ser linchada numa aldeia pelo crime CAPITAL de ser toxicodependente (algo que nem sequer é crime pela legislação actual). Uma coisa, é o direito à nossa própria defesa, outra coisa é pretender substituir as funções do estado através da formação de grupos organizados que irão usar violência segundo os seus próprios e subjectivos critérios. Seria uma situação de anarquia generalizada, em que as relações e divisões de poderes democráticos seriam substituidas por meras relações de força. Nesse caso, acabaria por ser difícil distinguir os "criminosos" das "pessoas honestas".
![[Image: celeritas_sig.png]](http://i182.photobucket.com/albums/x153/el_pombo/celeritas_sig.png)
