04-08-2007, 10:13 PM
Desentendimentos entre Alonso, Hamilton e Dennis na qualificação
Ron Dennis: «Vai f....-.. tu e não voltes a falar assim comigo»
Não deixou de causar perplexidade, a quem assistiu às qualificações do GP da Hungria na reportagem televisiva, o facto de Fernando Alonso, no final da terceira parte da qualificação, ter demorado mais de 40 segundos nas boxes até arrancar com o seu derradeiro jogo de pneus (e ter alcançado a pole), deixando Hamilton parado à espera de, também, mudar os pneus do McLaren e, consequentemente, ter saído para a pista já sem a possibilidade de efectuar mais uma volta, uma vez que o tempo se tinha esgotado.
As imagens foram também elucidativas quando se viu Hamilton na pista a rodar devagar e Ron Dennis, no muro das boxes, atirando com os auscultadores contra a mesa e saindo, furioso, para chamar o fisioterapeuta de Alonso, que se encontrava a poucos metros.
Alguns observadores vieram logo a terreiro admitindo que Alonso tinha, deliberadamente, esperado que o tempo passasse prejudicando Hamilton, numa manobra anti-desportiva e o os Comissários Desportivos chamaram mesmo os elementos da McLaren para investigar o sucedido.
Alonso tinha razão
Mas o que verdadeiramente aconteceu conta-se em poucas palavras: no seio da McLaren ambos os pilotos partem em igualdade de circunstâncias para a derradeira sessão de qualificação e, alternadamente, um deles é o primeiro a sair para a pista, o que pressupõe que efectua mais volta. No GP da Hungria cabia ao Bicampeão Mundial ser o primeiro a iniciar a qualificação, o que aconteceu, só que Hamilton, em determinada altura dos treinos, impediu que Alonso o ultrapassasse, obrigando-o a perder essa volta que tinha de vantagem. Daí que, e embora não admitindo tacitamente, a McLaren tenha decidido equilibrar a situação, impedindo Hamilton de efectuar mais uma volta do que deveria ter feito.
Mas o melhor estava para vir e o jovem piloto britânico não aceitou de bom grado esta táctica da equipa e decidiu botar a boca no trombone, ou seja, na última volta que efectuou muito devagar ligou o rádio e disse a Ron Dennis qualquer coisa como, «vai-te f.... nunca mais voltes a fazer-me isto». Ao que o principal da McLaren respondeu, «vai f....-.. tu e não voltes a falar assim comigo.»
Diálogo encerrado, Ron Dennis mostrou a sua ira atirando com os auscultadores e, de imediato, dirigiu-se ao fisioterapeuta de Alonso pedindo-lhe que acalmasse o piloto espanhol já que não queria uma pega entre os seus dois pilotos em público e, dirigiu-se à zona de pesagem (onde não poderia estar) para ter uma conversinha com Hamilton.
É fácil perceber que a situação no seio da McLaren está a agudizar-se (em parte devido ao problema de espionagem) mas também não restam dúvidas que Hamilton está a lidar mal com a pressão e, principalmente, com os conselhos externos do seu pai e restante família, que condicionam as atitudes do piloto. E é por demais conhecido que, quando a família directa se envolve nesta coisas da competição, o resultado nunca é bom.
Resta agora esperar pelo confronto directo em pista entre os dois pilotos da McLaren para perceber até que ponto o seu relacionamento está deteriorado. Claro que, no caso afirmativo, a Ferrari agradece!
FONTE: http://autosport.clix.pt/gen.pl?p=stories&...s.stories/31597
Sendo assim, retirem as vossas ilações sobre este assunto...
Ron Dennis: «Vai f....-.. tu e não voltes a falar assim comigo»
Não deixou de causar perplexidade, a quem assistiu às qualificações do GP da Hungria na reportagem televisiva, o facto de Fernando Alonso, no final da terceira parte da qualificação, ter demorado mais de 40 segundos nas boxes até arrancar com o seu derradeiro jogo de pneus (e ter alcançado a pole), deixando Hamilton parado à espera de, também, mudar os pneus do McLaren e, consequentemente, ter saído para a pista já sem a possibilidade de efectuar mais uma volta, uma vez que o tempo se tinha esgotado.
As imagens foram também elucidativas quando se viu Hamilton na pista a rodar devagar e Ron Dennis, no muro das boxes, atirando com os auscultadores contra a mesa e saindo, furioso, para chamar o fisioterapeuta de Alonso, que se encontrava a poucos metros.
Alguns observadores vieram logo a terreiro admitindo que Alonso tinha, deliberadamente, esperado que o tempo passasse prejudicando Hamilton, numa manobra anti-desportiva e o os Comissários Desportivos chamaram mesmo os elementos da McLaren para investigar o sucedido.
Alonso tinha razão
Mas o que verdadeiramente aconteceu conta-se em poucas palavras: no seio da McLaren ambos os pilotos partem em igualdade de circunstâncias para a derradeira sessão de qualificação e, alternadamente, um deles é o primeiro a sair para a pista, o que pressupõe que efectua mais volta. No GP da Hungria cabia ao Bicampeão Mundial ser o primeiro a iniciar a qualificação, o que aconteceu, só que Hamilton, em determinada altura dos treinos, impediu que Alonso o ultrapassasse, obrigando-o a perder essa volta que tinha de vantagem. Daí que, e embora não admitindo tacitamente, a McLaren tenha decidido equilibrar a situação, impedindo Hamilton de efectuar mais uma volta do que deveria ter feito.
Mas o melhor estava para vir e o jovem piloto britânico não aceitou de bom grado esta táctica da equipa e decidiu botar a boca no trombone, ou seja, na última volta que efectuou muito devagar ligou o rádio e disse a Ron Dennis qualquer coisa como, «vai-te f.... nunca mais voltes a fazer-me isto». Ao que o principal da McLaren respondeu, «vai f....-.. tu e não voltes a falar assim comigo.»
Diálogo encerrado, Ron Dennis mostrou a sua ira atirando com os auscultadores e, de imediato, dirigiu-se ao fisioterapeuta de Alonso pedindo-lhe que acalmasse o piloto espanhol já que não queria uma pega entre os seus dois pilotos em público e, dirigiu-se à zona de pesagem (onde não poderia estar) para ter uma conversinha com Hamilton.
É fácil perceber que a situação no seio da McLaren está a agudizar-se (em parte devido ao problema de espionagem) mas também não restam dúvidas que Hamilton está a lidar mal com a pressão e, principalmente, com os conselhos externos do seu pai e restante família, que condicionam as atitudes do piloto. E é por demais conhecido que, quando a família directa se envolve nesta coisas da competição, o resultado nunca é bom.
Resta agora esperar pelo confronto directo em pista entre os dois pilotos da McLaren para perceber até que ponto o seu relacionamento está deteriorado. Claro que, no caso afirmativo, a Ferrari agradece!
FONTE: http://autosport.clix.pt/gen.pl?p=stories&...s.stories/31597
Sendo assim, retirem as vossas ilações sobre este assunto...
