29-07-2007, 12:30 PM
ArraySim concordo com grande parte do que disseste Francisco, infelizmente são muito poucos os factos que temos, porque as informações que vieram nos jornais, grande parte são ficção.
Aqui começam as duvidas, não se sabe se foi Stepney que entregou os documentos, ele diz que não deu nada, e Coughlan diz que não sabe quem lhe deu.
Em segundo lugar, do que se sabe apenas Coughlan teve acesso aos documentos, documentos esses que nunca chegaram a entrar no Paragon, e tudo o que engloba estratégias de corrida, ou acção directa nas corridas não é sua competencia, por isso a equipa nunca ganharia vantagem nos seus conhecimentos, porque razão o Ron Dennis haveria de ouvir conselhos de um projectista sobre estratégias a serem usadas?
Em terceiro, não se sabe qual o objectivo de Coughlan e (se for confirmado) Stepney sobre o uso que queriam dar aos documentos.
mas é um caso bicudo, e qualquer que fosse a decisão da FIA iria ser sempre polémica. Se por um lado penalizar uma equipa pelo comportamento de um trabalhador seu pode ser muito forte, a verdade é que ele tinha essas informações e ele tinha possibilidade de estuda-las o tempo que fosse necessário sem o conheimento da equipa se não tivesse sido descoberto.
Mas acho que o principal peso na decisão da FIA foi o dinheiro e as audiencias que perderiam se a Mclaren fosse penalizada, num campeonato que está ao rubro.[/quote]
Faz sentido o que disseste, quando falei nos benefícios estratégicos para a McLaren estava a assumir, claro, que a informação não tinha ficado circunscrita a Coughlan e que circulava dentro da equipa. Acho pouco provável, numa análise PESSOAL (posso estar errado), que o único envolvido na McLaren seja Coughlan, penso que o mais certo é tudo ter acontecido sob a égide de Ron Dennis. Stepney diz que não entregou nada, Coughlan diz que não sabe quem lhe entregou (não sabia disto, fiquei a saber pelo teu post), mas a verdade é que raramente quem é culpado assume frontalmente as responsabilidades, por isso continua a suspeita de espionagem ao mais alto nível. Claro que não tenho, nem posso ter, provas que fundamentem esta opinião, limito-me a analisar os poucos indícios circunstanciais que conhecemos e aplicar-lhes o "senso comum", que tantas vezes falha. Teria piada se ainda viesse a ser provado que Coughlan tinha os planos em casa porque, na realidade, trabalhava secretamente para a Ferrari. lol Hoje em dia todas as modalidades desportivas estão a perder credibilidade, basta ver o que acontece com o ciclismo, nem sequer foi preciso haver uma análise positiva de "doping" para o ciclista que liderava a volta a França ser retirado da prova por exigência dos patrocinadores e despedido da equipa. No futebol, é a corrupção na arbitragem e também o "doping". Espero que, no caso de alguma coisa vir a ser provada na Formula 1, as sanções são se restrinjam a multas e se esforcem por repôr a verdade desportiva alterando os resultados e as pontuações.
Aqui começam as duvidas, não se sabe se foi Stepney que entregou os documentos, ele diz que não deu nada, e Coughlan diz que não sabe quem lhe deu.
Em segundo lugar, do que se sabe apenas Coughlan teve acesso aos documentos, documentos esses que nunca chegaram a entrar no Paragon, e tudo o que engloba estratégias de corrida, ou acção directa nas corridas não é sua competencia, por isso a equipa nunca ganharia vantagem nos seus conhecimentos, porque razão o Ron Dennis haveria de ouvir conselhos de um projectista sobre estratégias a serem usadas?
Em terceiro, não se sabe qual o objectivo de Coughlan e (se for confirmado) Stepney sobre o uso que queriam dar aos documentos.
mas é um caso bicudo, e qualquer que fosse a decisão da FIA iria ser sempre polémica. Se por um lado penalizar uma equipa pelo comportamento de um trabalhador seu pode ser muito forte, a verdade é que ele tinha essas informações e ele tinha possibilidade de estuda-las o tempo que fosse necessário sem o conheimento da equipa se não tivesse sido descoberto.
Mas acho que o principal peso na decisão da FIA foi o dinheiro e as audiencias que perderiam se a Mclaren fosse penalizada, num campeonato que está ao rubro.[/quote]
Faz sentido o que disseste, quando falei nos benefícios estratégicos para a McLaren estava a assumir, claro, que a informação não tinha ficado circunscrita a Coughlan e que circulava dentro da equipa. Acho pouco provável, numa análise PESSOAL (posso estar errado), que o único envolvido na McLaren seja Coughlan, penso que o mais certo é tudo ter acontecido sob a égide de Ron Dennis. Stepney diz que não entregou nada, Coughlan diz que não sabe quem lhe entregou (não sabia disto, fiquei a saber pelo teu post), mas a verdade é que raramente quem é culpado assume frontalmente as responsabilidades, por isso continua a suspeita de espionagem ao mais alto nível. Claro que não tenho, nem posso ter, provas que fundamentem esta opinião, limito-me a analisar os poucos indícios circunstanciais que conhecemos e aplicar-lhes o "senso comum", que tantas vezes falha. Teria piada se ainda viesse a ser provado que Coughlan tinha os planos em casa porque, na realidade, trabalhava secretamente para a Ferrari. lol Hoje em dia todas as modalidades desportivas estão a perder credibilidade, basta ver o que acontece com o ciclismo, nem sequer foi preciso haver uma análise positiva de "doping" para o ciclista que liderava a volta a França ser retirado da prova por exigência dos patrocinadores e despedido da equipa. No futebol, é a corrupção na arbitragem e também o "doping". Espero que, no caso de alguma coisa vir a ser provada na Formula 1, as sanções são se restrinjam a multas e se esforcem por repôr a verdade desportiva alterando os resultados e as pontuações.
![[Image: celeritas_sig.png]](http://i182.photobucket.com/albums/x153/el_pombo/celeritas_sig.png)
