Uma nota prévia:
Muitos de voces não me conhecem certamente. Jogo rFactor há cerca de um mês e GP 1979 há 15 dias. A minha experiência em simuladores nao é tão vasta como desejaria. Joguei durante algum tempo Nascar 2003, Live For Speed em Demo e GTL durante uns meses, onde cheguei a participar em não mais do que um par de corridas.
O Campeonato:
Quando vi neste forum que estava a decorrer um campeonato deste mod, que achei fantástico desde o primeiro minuto, não hesitei em inscrever-me de imediato. Formei a aquipa SDDC (que, a titulo de curiosidade, são as iniciais do meu nome), aceitei a candidatura do piloto espanhol Fernando Porteiro que andava à procura de parceiro e eis que estava montado o arraial.
SilverStone:
Traçado que me era familiar, rápido e com poucos pontos (seguros) de ultrapassagem. Comecei a treinar uma semana antes da corrida. Depois de testar vários carros optei pelo Williams FW07 não por ser aparentemente o carro mais rápido pelo menos para SilverStone, mas por ser um carro fácil de guiar que à partida não me iria dar grandes dores de cabeça. Durante os treinos andei a rodar nos 1.24.xxx em race, e 1.23.xxx em Qualify em virtude de não perceber muito de setups. Básicamente o setup era o mesmo, sendo que no de Qualify optei apenas por, para alem de escolher os obvios pneus especificos, colocar o Radiator Size a 2.
Chega o dia da corrida, não consigo fazer uma única volta limpa durante a qualificação, em parte pelo trafego que havia na pista e também por alguma ansiedade que sentia. 16º na grelha com 1m23.422 e lá vamos nós.
Poucos segundos depois do arranque comecei a ver destroços a voar lá à fente. Abrandei imediatamente o ritmo e quando o piloto que seguia à minha frente travou (Nuno Abreu) já eu mantinha uma distância considerável dele, pelo que não houve qualquer problema com ele. Problema houve sim e veio de trás. O piloto Rui Cunha que seguia imediatamente atrás de mim, travou em segurança também e não chegou a aproximar-se muito de mim. Acontece que o piloto que seguia atrás dele, possivelmente estava a sintonizar uma estação no rádio e esqueceu-se de travar. Arremessou o Rui Cunha contra mim, causando-lhe danos irreparáveis no carro (que aliás o levaram ao abandono) e eu fiquei com danos médios na asa traseira. As minhas primeiras quatro voltas foram feitas a medo, com extrema prudência, para tentar perceber até que ponto os danos na asa traseira estavam a influênciar o comportamento do carro. De salientar que estas primeiras quantro voltas foram feitas à frente, a trás ou ao lado do piloto Nuno Abreu que mostrou sempre um cuidado, atenção e cordialidade exemplares. Findas essas quatro voltas, com a diminuição do trafego na pista estavam instaladas condições para se começar a rodar a um ritmo melhor, e o Nuno Abreu foi-se distanciando de mim até deixar de o ver. As voltas seguintes foram-se passando a dobrar pilotos mais atrasados e a beneficiar de despistes dos que seguiam à minha frente.
Volta 24, lá vou eu em 5º lugar, com o 6º a 10 segundos de distância. Começo a pensar que para primeira corrida aquela seria uma posição bastante satisfatória, começo a relaxar e acontece o desastre. Na chicane, acelerei cedo de mais e com duas rodas fora de pista, o carro começou a querer atravessar-se e quando eu corrigi ele saiu como um missil para o lado contrário, de encontro à rede. Perdi a asa da frente e danifiquei a suspensão ao ponto de ter que manter o volante a uns 30º para me manter a direito. O pneu dianteiro do lado esquerdo começou a aquecer a um ritmo assustador em virtude dos danos na suspensão, e na volta seguinte, 25ª, na travagem para a T1 o carro desiquilibrou-se, foi de encontro ao muro interior, que me decepou a roda dianteira do lado direito. Um pião depois e estava do lado de fora da pista a bater no muro. Roda traseira esquerda desapareceu e o motor parou. Estava terminada ali a corrida que tinha iniciado sem ambições nenhumas e que podia ter corrido bastante bem.
Os meus parabens ao Fernando Porteiro que terminou a corrida a 8 voltas do lider com danos gravissimos no carro.
Um grande abraço a todos, e até Setembro,
Samuel Duarte
Muitos de voces não me conhecem certamente. Jogo rFactor há cerca de um mês e GP 1979 há 15 dias. A minha experiência em simuladores nao é tão vasta como desejaria. Joguei durante algum tempo Nascar 2003, Live For Speed em Demo e GTL durante uns meses, onde cheguei a participar em não mais do que um par de corridas.
O Campeonato:
Quando vi neste forum que estava a decorrer um campeonato deste mod, que achei fantástico desde o primeiro minuto, não hesitei em inscrever-me de imediato. Formei a aquipa SDDC (que, a titulo de curiosidade, são as iniciais do meu nome), aceitei a candidatura do piloto espanhol Fernando Porteiro que andava à procura de parceiro e eis que estava montado o arraial.
SilverStone:
Traçado que me era familiar, rápido e com poucos pontos (seguros) de ultrapassagem. Comecei a treinar uma semana antes da corrida. Depois de testar vários carros optei pelo Williams FW07 não por ser aparentemente o carro mais rápido pelo menos para SilverStone, mas por ser um carro fácil de guiar que à partida não me iria dar grandes dores de cabeça. Durante os treinos andei a rodar nos 1.24.xxx em race, e 1.23.xxx em Qualify em virtude de não perceber muito de setups. Básicamente o setup era o mesmo, sendo que no de Qualify optei apenas por, para alem de escolher os obvios pneus especificos, colocar o Radiator Size a 2.
Chega o dia da corrida, não consigo fazer uma única volta limpa durante a qualificação, em parte pelo trafego que havia na pista e também por alguma ansiedade que sentia. 16º na grelha com 1m23.422 e lá vamos nós.
Poucos segundos depois do arranque comecei a ver destroços a voar lá à fente. Abrandei imediatamente o ritmo e quando o piloto que seguia à minha frente travou (Nuno Abreu) já eu mantinha uma distância considerável dele, pelo que não houve qualquer problema com ele. Problema houve sim e veio de trás. O piloto Rui Cunha que seguia imediatamente atrás de mim, travou em segurança também e não chegou a aproximar-se muito de mim. Acontece que o piloto que seguia atrás dele, possivelmente estava a sintonizar uma estação no rádio e esqueceu-se de travar. Arremessou o Rui Cunha contra mim, causando-lhe danos irreparáveis no carro (que aliás o levaram ao abandono) e eu fiquei com danos médios na asa traseira. As minhas primeiras quatro voltas foram feitas a medo, com extrema prudência, para tentar perceber até que ponto os danos na asa traseira estavam a influênciar o comportamento do carro. De salientar que estas primeiras quantro voltas foram feitas à frente, a trás ou ao lado do piloto Nuno Abreu que mostrou sempre um cuidado, atenção e cordialidade exemplares. Findas essas quatro voltas, com a diminuição do trafego na pista estavam instaladas condições para se começar a rodar a um ritmo melhor, e o Nuno Abreu foi-se distanciando de mim até deixar de o ver. As voltas seguintes foram-se passando a dobrar pilotos mais atrasados e a beneficiar de despistes dos que seguiam à minha frente.
Volta 24, lá vou eu em 5º lugar, com o 6º a 10 segundos de distância. Começo a pensar que para primeira corrida aquela seria uma posição bastante satisfatória, começo a relaxar e acontece o desastre. Na chicane, acelerei cedo de mais e com duas rodas fora de pista, o carro começou a querer atravessar-se e quando eu corrigi ele saiu como um missil para o lado contrário, de encontro à rede. Perdi a asa da frente e danifiquei a suspensão ao ponto de ter que manter o volante a uns 30º para me manter a direito. O pneu dianteiro do lado esquerdo começou a aquecer a um ritmo assustador em virtude dos danos na suspensão, e na volta seguinte, 25ª, na travagem para a T1 o carro desiquilibrou-se, foi de encontro ao muro interior, que me decepou a roda dianteira do lado direito. Um pião depois e estava do lado de fora da pista a bater no muro. Roda traseira esquerda desapareceu e o motor parou. Estava terminada ali a corrida que tinha iniciado sem ambições nenhumas e que podia ter corrido bastante bem.
Os meus parabens ao Fernando Porteiro que terminou a corrida a 8 voltas do lider com danos gravissimos no carro.
Um grande abraço a todos, e até Setembro,
Samuel Duarte

