20-06-2007, 10:31 PM
ArrayEstoril, Portugal
Para esta prova a TMM deslocou-se ao Estoril com vários dias de antecedência com vista não só aos treinos para o GP, mas também para efectuar alguns testes ao volante do Audi R8 que irá disputar as próximas 24 Horas de Le Mans.
Os testes ao volante do T4 decorreram com normalidade, não obstante o estado do alcatrão da pista do Estoril. De facto, este último, em face dos restauros recentemente realizados, apresentava-se sem qualquer grip, mais parecendo uma pista de gelo, o que colocou alguns quebra-cabeças difíceis de resolver aos engenheiros da TMM.
Resolvidos estes problemas, ou melhor, minorizados, o acerto encontrado permitiu rodar em versão Qualify na casa do segundo 30 alto e, em versão Race, na casa do segundo 32 alto, com mais de 60 % das voltas realizadas no segundo 33.
Foram feitas mais de 200 voltas ao circuito, por forma a testar pneus e acertos de suspensão, tendo os técnicos da Equipa decidido utilizar em versão Race, pneus Hard-Soft, com uma carga aerodinâmica acentuada. De resto, valores utilizados face às condições adversas da pista.Com tal acerto de asas, a velocidade de ponta chegava aos 290km em linha recta, dependendo da forma como se realizava a famosa parabólica, que, e mais uma vez em face dos acertos encontrados, representou sempre um problema. Quando o Piloto não acertava na realização da curva, a velocidade de ponta situava-se nos 280 Km/h. A titulo de curiosidade, havia adversários a chegar aos 300 km/h!
Chegada a Qualificação, o maior problema encontrado foi a tráfego em pista. Dado apenas existirem 10 minutos para a dita qualificação, os adversários resolveram sair para a pista todos ao mesmo tempo! O resultado, misturado com o facto de não se deixar espaço entre os carros na volta de entrada por forma a realizar uma volta mais ou menos limpa, foi a ocorrência em alguns toques por trás, o que fazia abortar toda e qualquer tentativa de se realizar um tempo decente. Não foi à toa que a TMM só conseguiu rodar em 1:35, NUNCA tendo feito qualquer volta limpa...De salientar também uma entrada mais atrevida do Piloto da TMM a certa altura da Qualificação que derivou de um engano do seu Spotter que, nos auscultadores gritou go, go go quando em plena recta se aproximava um Williams a iniciar a sua volta de qualificação. O Piloto da TMM, sem nunca ter colocado em perigo a trajectória ideal do referido Williams, não deixou de apresentar a respectiva reclamação ao Director de pista da TMM, pois, não obstante os seus esforços, o colega que tripulava o referido Williams assustou-se com a saída do T4 e foi prejudicado na sua abordagem à T1.Fica aqui o pedido público de desculpas de do Piloto da TMM e respectiva Equipa.
Corrida
Aberto o sinal verde, a partida decorreu com o maior civismo e espirito desportivo, numa demonstração de clara qualidade de todo o plantel deste campeonato. A tal facto não será alheio termos a honra de contar entre nós vários pilotos oriundos dessa famosa simulação que dá pelo nome de GPL!
A T1 foi abordada sem problemas, na T2 já havia algumas chicanes moveis, e, na travagem para a T3 foram passados alguns adversários. De referir que o acerto encontrado para a Race, permitia rodar logo na volta inicial a um ritmo bastante bom, pois em 3 curvas o carro ficava com os pneus quase no ponto e demonstrava uma estabilidade notável. Parabéns aos técnicos da TMM! Decorria a corrida com normalidade quando, por razões ainda desconhecidas ao tempo deste report, entra em pista o Pace Car (Não havia Safety car em 1979, mas sim Pace Car).Facto inédito neste campeonato, mas que permitiu o reagrupamento do Pelotão - o que, em termos desportivos, permite sempre um maior espectáculo, quer para os Pilotos, quer para o Público - dado os erros cometidos por alguns nas primeiras voltas, fruto do nervosismo habitual nestas provas.
Note-se que o Piloto da TMM veio a confessar que fez as primeiras duas voltas com a perna direita a tremer, algo que está já a ser investigado pela Equipa médica da TMM...
Com a saída do Pace Car, alguns Pilotos esqueceram-se que só se pode acelerar APÓS a linha da Meta, o que provocou algumas ultrapassagens que tiveram que ser consentidas na T1 por forma a segurar o bom andamento da prova. O corpo de comissários depressa investigou e puniu os prevaricadores. E foi exactamente devido a esse excesso que um Piloto de um Williams alargou a T1, com a consequente perda de velocidade, e permitiu que o Piloto da TMM se coloca-se quase a lado com o mesmo na abordagem para a T2.
O Piloto da Williams fechou um pouco a trajectória na T2 e o raspão da roda frente Esquerda do T4 com a Roda Traseira Direita do FW07 foi inevitável. Civilizada e desportivamente, os dois Pilotos conversaram no final da Prova, e, a titulo de curiosidade, a TMM comprometeu-se a comprar 90 % da tiragem da Revista Grand-Prix, contra o pagamento de um lauto jantar oferecido pelo Piloto da Williams num dos melhores restaurantes do Estoril. Ficaram assim sanadas quaisquer dúvidas quando ao desportivismo e espirito de camaradagem que reina neste campeonato!
Como consequência deste pequeno toque, a suspensão da frente esquerda do T4 ficou irremediavelmente afectada, o que obrigou o Piloto a rodar na casa do segunto 34, tempo manifestamente alto para quaisquer tipo de aspirações quanto ao resultado final.
A restante prova decorreu com normalidade suspensão á parte tendo ganho alguma emotividade no último terço da corrida, quando o Piloto da TMM se aproximava a passos largos de Berto Carvalho. A diferença chegou a cair de 16 para 3 segundos. Porém, Berto Carvalho, AKA, Berto Chapmann, alertado pelo seu Engenheiro de Pista, rápidamente demonstrou, numa prova de incontornável qualidade que, não obstante estar com os pneus nas lonas, não é a toa que tripula com sabedoria de mestre o seu Lotus. Assim, e numa clara resposta ao atrevimento do Piloto da TMM, rapidamente transformou os 3 segundos de diferença em 6, tirando ao Piloto da TMM qualquer hipótese de lutar pelo 9º lugar da prova.
Resta dar os parabéns aos 3 primeiros classificados, nomeadamente ao Tiago Moreira que, e à semelhança do que aconteceu em 1979, colocou a Ligier no primeiro lugar, nos primeiros dois Grandes prémios da época, bem como aos restantes bravos do pelotão, que, numa prova de memorável dedicação, fizeram deste Grande Prémio um acontecimento inesquecível para o numeroso público Português.
A TMM segue agora para a Aústria, onde já arrendou um espectacular chalé na zona dos lagos, por forma a possibilitar ao seu Piloto a tranquilidade merecida após um Grande
Prémio pleno de esforço e dedicação.
Até lá...[/quote]
ANUNCIO CLASSIFICADO
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Publicação em franco período de crescimento oferece lugar para Redactor, que tenha bom nível de escrita e paixão pelo desporto automóvel. Oferecemos um ambiente de trabalho excepcional, horários muito flexíveis, e a oportunidade de fazer carreira no jornalismo desportivo de alta gama.
Não há remuneração, mas existe uma boa possibilidade de que o contratado pague uns copos ao Editor da Revista um dia destes... :laugh::laugh::23:
Se o referido acima estiver interessado em participar deste empolgante projecto, favor de assim o comunicar via PM ao remetente, ou pode também deixar aqui no fórum manifesto do seu interesse.
Não perca esta oportunidade de ouro de pertencer ao Órgão de Informação mais lido do Campeonato Mundial de Formula 1 de 1979! O seu futuro bem pode estar nesta aventura!!
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(Nota do Editor: Fogo... tu escreves bem pa carago!! Muito bom post... se calhar até alinhas a sério em colaborar na edição da Grand Prix Magazine... até a monarquia monegasca está subscrita! E já correm rumores de que o Bernie Ecclestone está a pensar abrir um processo contra a revista por uso indevido da marca Formula 1 histórica, cujos direitos lhe pertencem... como o resto de tudo o que tenha a ver com F1... :23:)
Para esta prova a TMM deslocou-se ao Estoril com vários dias de antecedência com vista não só aos treinos para o GP, mas também para efectuar alguns testes ao volante do Audi R8 que irá disputar as próximas 24 Horas de Le Mans.
Os testes ao volante do T4 decorreram com normalidade, não obstante o estado do alcatrão da pista do Estoril. De facto, este último, em face dos restauros recentemente realizados, apresentava-se sem qualquer grip, mais parecendo uma pista de gelo, o que colocou alguns quebra-cabeças difíceis de resolver aos engenheiros da TMM.
Resolvidos estes problemas, ou melhor, minorizados, o acerto encontrado permitiu rodar em versão Qualify na casa do segundo 30 alto e, em versão Race, na casa do segundo 32 alto, com mais de 60 % das voltas realizadas no segundo 33.
Foram feitas mais de 200 voltas ao circuito, por forma a testar pneus e acertos de suspensão, tendo os técnicos da Equipa decidido utilizar em versão Race, pneus Hard-Soft, com uma carga aerodinâmica acentuada. De resto, valores utilizados face às condições adversas da pista.Com tal acerto de asas, a velocidade de ponta chegava aos 290km em linha recta, dependendo da forma como se realizava a famosa parabólica, que, e mais uma vez em face dos acertos encontrados, representou sempre um problema. Quando o Piloto não acertava na realização da curva, a velocidade de ponta situava-se nos 280 Km/h. A titulo de curiosidade, havia adversários a chegar aos 300 km/h!
Chegada a Qualificação, o maior problema encontrado foi a tráfego em pista. Dado apenas existirem 10 minutos para a dita qualificação, os adversários resolveram sair para a pista todos ao mesmo tempo! O resultado, misturado com o facto de não se deixar espaço entre os carros na volta de entrada por forma a realizar uma volta mais ou menos limpa, foi a ocorrência em alguns toques por trás, o que fazia abortar toda e qualquer tentativa de se realizar um tempo decente. Não foi à toa que a TMM só conseguiu rodar em 1:35, NUNCA tendo feito qualquer volta limpa...De salientar também uma entrada mais atrevida do Piloto da TMM a certa altura da Qualificação que derivou de um engano do seu Spotter que, nos auscultadores gritou go, go go quando em plena recta se aproximava um Williams a iniciar a sua volta de qualificação. O Piloto da TMM, sem nunca ter colocado em perigo a trajectória ideal do referido Williams, não deixou de apresentar a respectiva reclamação ao Director de pista da TMM, pois, não obstante os seus esforços, o colega que tripulava o referido Williams assustou-se com a saída do T4 e foi prejudicado na sua abordagem à T1.Fica aqui o pedido público de desculpas de do Piloto da TMM e respectiva Equipa.
Corrida
Aberto o sinal verde, a partida decorreu com o maior civismo e espirito desportivo, numa demonstração de clara qualidade de todo o plantel deste campeonato. A tal facto não será alheio termos a honra de contar entre nós vários pilotos oriundos dessa famosa simulação que dá pelo nome de GPL!
A T1 foi abordada sem problemas, na T2 já havia algumas chicanes moveis, e, na travagem para a T3 foram passados alguns adversários. De referir que o acerto encontrado para a Race, permitia rodar logo na volta inicial a um ritmo bastante bom, pois em 3 curvas o carro ficava com os pneus quase no ponto e demonstrava uma estabilidade notável. Parabéns aos técnicos da TMM! Decorria a corrida com normalidade quando, por razões ainda desconhecidas ao tempo deste report, entra em pista o Pace Car (Não havia Safety car em 1979, mas sim Pace Car).Facto inédito neste campeonato, mas que permitiu o reagrupamento do Pelotão - o que, em termos desportivos, permite sempre um maior espectáculo, quer para os Pilotos, quer para o Público - dado os erros cometidos por alguns nas primeiras voltas, fruto do nervosismo habitual nestas provas.
Note-se que o Piloto da TMM veio a confessar que fez as primeiras duas voltas com a perna direita a tremer, algo que está já a ser investigado pela Equipa médica da TMM...
Com a saída do Pace Car, alguns Pilotos esqueceram-se que só se pode acelerar APÓS a linha da Meta, o que provocou algumas ultrapassagens que tiveram que ser consentidas na T1 por forma a segurar o bom andamento da prova. O corpo de comissários depressa investigou e puniu os prevaricadores. E foi exactamente devido a esse excesso que um Piloto de um Williams alargou a T1, com a consequente perda de velocidade, e permitiu que o Piloto da TMM se coloca-se quase a lado com o mesmo na abordagem para a T2.
O Piloto da Williams fechou um pouco a trajectória na T2 e o raspão da roda frente Esquerda do T4 com a Roda Traseira Direita do FW07 foi inevitável. Civilizada e desportivamente, os dois Pilotos conversaram no final da Prova, e, a titulo de curiosidade, a TMM comprometeu-se a comprar 90 % da tiragem da Revista Grand-Prix, contra o pagamento de um lauto jantar oferecido pelo Piloto da Williams num dos melhores restaurantes do Estoril. Ficaram assim sanadas quaisquer dúvidas quando ao desportivismo e espirito de camaradagem que reina neste campeonato!
Como consequência deste pequeno toque, a suspensão da frente esquerda do T4 ficou irremediavelmente afectada, o que obrigou o Piloto a rodar na casa do segunto 34, tempo manifestamente alto para quaisquer tipo de aspirações quanto ao resultado final.
A restante prova decorreu com normalidade suspensão á parte tendo ganho alguma emotividade no último terço da corrida, quando o Piloto da TMM se aproximava a passos largos de Berto Carvalho. A diferença chegou a cair de 16 para 3 segundos. Porém, Berto Carvalho, AKA, Berto Chapmann, alertado pelo seu Engenheiro de Pista, rápidamente demonstrou, numa prova de incontornável qualidade que, não obstante estar com os pneus nas lonas, não é a toa que tripula com sabedoria de mestre o seu Lotus. Assim, e numa clara resposta ao atrevimento do Piloto da TMM, rapidamente transformou os 3 segundos de diferença em 6, tirando ao Piloto da TMM qualquer hipótese de lutar pelo 9º lugar da prova.
Resta dar os parabéns aos 3 primeiros classificados, nomeadamente ao Tiago Moreira que, e à semelhança do que aconteceu em 1979, colocou a Ligier no primeiro lugar, nos primeiros dois Grandes prémios da época, bem como aos restantes bravos do pelotão, que, numa prova de memorável dedicação, fizeram deste Grande Prémio um acontecimento inesquecível para o numeroso público Português.
A TMM segue agora para a Aústria, onde já arrendou um espectacular chalé na zona dos lagos, por forma a possibilitar ao seu Piloto a tranquilidade merecida após um Grande
Prémio pleno de esforço e dedicação.
Até lá...[/quote]
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Publicação em franco período de crescimento oferece lugar para Redactor, que tenha bom nível de escrita e paixão pelo desporto automóvel. Oferecemos um ambiente de trabalho excepcional, horários muito flexíveis, e a oportunidade de fazer carreira no jornalismo desportivo de alta gama.
Não há remuneração, mas existe uma boa possibilidade de que o contratado pague uns copos ao Editor da Revista um dia destes... :laugh::laugh::23:
Se o referido acima estiver interessado em participar deste empolgante projecto, favor de assim o comunicar via PM ao remetente, ou pode também deixar aqui no fórum manifesto do seu interesse.
Não perca esta oportunidade de ouro de pertencer ao Órgão de Informação mais lido do Campeonato Mundial de Formula 1 de 1979! O seu futuro bem pode estar nesta aventura!!
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(Nota do Editor: Fogo... tu escreves bem pa carago!! Muito bom post... se calhar até alinhas a sério em colaborar na edição da Grand Prix Magazine... até a monarquia monegasca está subscrita! E já correm rumores de que o Bernie Ecclestone está a pensar abrir um processo contra a revista por uso indevido da marca Formula 1 histórica, cujos direitos lhe pertencem... como o resto de tudo o que tenha a ver com F1... :23:)

