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o palhaço Odete amaldiçoado por Salazar
Pronto, agora já voltámos a um estilo de debate mais positivo. Não tive nem tenho intenção de deturpar os teus argumentos, penso que fiz a interpretação que seria razoável fazer de acordo com o que disseste. “É claro que não defendo que o Estado não tenha nenhum papel na saúde e educação do povo(..)”. NENHUM papel, é nenhum papel, o que seria suposto subentender-se? Mas agora já clarificaste melhor o teu ponto de vista e podemos tomar isso como ponto de partida. Enganaste-te a escrever aquela palavra e eu também não sei fazer parágrafos e também, claro, dou erros abundamentemente, só falei nisso por causa do que foi dito em outros posts que me pareceu altamente insultuoso, mas fui confirmar que esse post não era teu. Vamos começar então a analisar as tuas ideias e, desde já, agradeço a forma clara e equilibrada como foram expostas, quando é assim, é fácil discutir qualquer coisa sem haver atropelos ou altercações. Concentraste o teu ataque na formação universitária, penso eu, porque consideras que uma grande parte dos cursos não tem qualquer tipo de inserção profissional ou económica em termos dos sectores que assegurem o progresso económico. Em momento nenhum disse que só somos “alfabatizados” se tivermos um curso universitário, aliás, eu NÃO TENHO curso universitário. Penso que o modelo de investimento no ensino superior (que deve ser, na minha opinião, totalmente financiado pelo estado) está completamente errado e desajustado das necessidades objectivas do país, nesse ponto, dou-te toda a razão. Mas penso que as alternativas a essa situação não passam pela privatização do ensino (eu próprio defendo uma restruturação completa da sociedade, abandonando o capitalismo, mas isso, por agora, é outra história), mas sim pela constituição de um sistema de prioridades adaptado às necessidades e estabelecido de modo racional. Acho que qualquer curso tem razão de existir, não vejo qual é o problema de financiar cursos de filosofia, penso que o conhecimento e a cultura devem ser direitos dos cidadãos e devem receber os financiamentos adequados, mas penso também que as prioridades em termos de financiamento devem visar as necessidades objectivas da sociedade, sem que uma coisa entre em contradição com a outra. Dentro do actual sistema, no modelo capitalista, eu, pessoalmente, proporia reformas de fundo de modo a criar uma correspondência tão quando possível univalente entre a economia, o mercado de trabalho e os tipos de formação universitária. E tenho a observar que a formação de “lobbies” na medicina, que referiste e com toda a razão, é uma consequência directa do sistema que temos em “funcionamento”, que preconiza a criação de ordens profissionais cujo único objectivo trata-se de assegurar o monopólio de recursos ligados á profissão. A formação num plano multidisciplinado coincide também com os interesses de qualquer sociedade, é através do conhecimento e da cultura que se operam os maiores progressos sociais. Sobre o que disseste em relação à saúde (que já ouvi dizer a outras pessoas sobre o ensino), não concordo. Isto é, percebo claramente o motivo que te leva a sentir descontentamento por estares a pagar pela saúde dos outros, por um fumador que agora tem cancro, por um drogado que precisa de ser reabilitado e por muitas outras coisas que são resultado de modos de vida que reprovas moralmente ou que sejam até criminosos. Mas qualquer dia um assaltante que fosse baleado pela polícia não podia ser tratado porque isso iria custar dinheiro ao estado, na mesma medida, todos os crimes teriam de ser punidos com a pena de morte para o estado não gastar dinheiro com cadeias (e olha que muita gente pensa mesmo assim). Se concordas com pagamento para o “bem público”, ou seja, os cuidados que consideras absolutamente essenciais e necessários, já é uma mudança em relação à interpretação que fiz do teu outro post. Disseste “NENHUMA”, que culpa tenho eu? ;) lol Mesmo assim, acho que qualquer tratamento considerado necessário pelos médicos deve ser financiado, se tu fores fumador e alguma vez tiveres cancro do pulmão ou algo semelhante (dei três toques na madeira da mesa) acho muito bem que os meus descontos sejam usados para o teu tratamento e que o estado não se poupe a despesas, se fosses toxicodependente, o mesmo, o estado não pode fazer juízos de valor sobre o estilo de vida de uma pessoa. Durante dois anos fiz voluntariado no canal ventoso, no tempo em que ainda existia e as recordações que ainda conservo só servem para reforçar esta ideia sobre a isenção do estado em termos de juízos sobre estilos de vida. Penso que o papel do estado deve ser imparcial sobretudo por causa da carga subjectiva que um esquema de triagem consoante as eventuais causas da doença implicaria. E seria injusto, a vida é sempre mais importante, toda a gente vale a pena e pode ser reabilitada. Acredito num sistema público e gratuito (o que não quer dizer que se te apetecer fazer uma operação de aumento do pénis fosses faze-la a um hospital público...lol). Acho que os privados não têm o dever de substituir o estado, o estado não pode precisar de substitutos, especialmente porque os privados funcionam segundo uma lógica de lucro ao contrário do estado cujas prioridades são as necessidades dos cidadãos. Por exemplo, posso falar no hospital Amadora-Sintra, que tem gestão privada e, GARANTO-TE é um dos hospitais com piores condições em termos dos profissionais que existe no país. Algo que tem a ver directamente com a gestão privada, pessoas não recebem os cuidados necessários por serem dispendiosos. Já tenho visto não serem feitos raio-x, ecografias, análises ao sangue simplesmente por causa de directrizes internas que obrigam os médicos a não pedir esses exames e a mentir aos doentes dizendo que não estão disponíveis no momento. O resultado de alguns destes casos, chega a ser a morte dos doentes, que infelizmente não tiveram dinheiro para ir a um hospital completametne privado. Não sou contra que entregues ao estado um dia por semana do teu trabalho e que existam escalões e categorias para os impostos, até podias descontar dois ou três, se recebesses os benefícios do dinheiro que descontas, coisa que, infelizmente, não acontece nem contigo nem comigo. Eu PESSOALMENTE, acho que através de um sistema de economia planificada, como alguns partidos comunistas defendem, se consegue atingir todos esses objectivos garantindo, sempre, a justiça social, penso que num sistema capitalista muito dificilmente isto pode ser feito. Este novo debate começou por causa do ambiente, as propostas do partido comunista interpelavam directamente os problemas dos quais tinham falado e propugnavam ideias que penso que tu próprio aprovarias (e não terias de ser comunista por causa disso), o mesmo talvez aconteça em relação à saúde e à educação, o comunismo não defende que alguns vivam à custa dos outros e que cometam os excessos que entenderem que terão sempre o estado e os impostos dos outros para os amparar, defende precisamente o contrário, defende quem trabalha e quem quer construir uma vida melhor para si próprio sem ser condicionado pela opulência ou parasitismo social e profissional dos outros.

ArrayNão me digas que também tens esse defeito pa...:biggrinbandit::12::blink:[/quote]

LOL

E olha que estou a começar a engraçar contigo, azinheira, essa camisola do Sporting fica-te mesmo a matar. ;) :laugh:
[Image: celeritas_sig.png]
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o palhaço Odete amaldiçoado por Salazar - by diospiro_verde - 13-06-2007, 08:11 PM

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