12-06-2007, 09:38 PM
Morgado acusa Pinto da Costa<!--sizec--><!--/sizec-->
MP decidiu levar arguidos do jogo FCP/Estrela da Amadora a julgamento. Depoimento de Carolina Salgado decisivo. Ex-companheira do presidente portista explicou que árbitros recebiam prostitutas para beneficiarem a equipa da casa
A equipa de coordenação do processo «Apito Dourado» acusou Pinto da Costa pelo crime de corrupção desportiva activa no processo relativo ao jogo Futebol Clube do Porto/Estrela da Amadora.
De acordo com informações recolhidas pelo PortugalDiário, além do presidente portista foram ainda acusados em co-autoria pelo crime de corrupção desportiva activa o administrador da SAD, Reinaldo Teles e o empresário António Araújo. Os árbitros Jacinto Paixão, José Chilrito e Manuel Quadrado foram acusados pelo crime de corrupção desportiva passiva.
Em causa está o jogo da 19ª jornada da época 2003/04, realizado a 24 de Janeiro de 2004, envolvendo a alegada oferta de favores sexuais de prostitutas aos árbitros. Em troca, os juízes da partida deveriam beneficiar a equipa da casa.
O presidente do FCP é acusado de, por si, ou por interposta pessoa, com o conhecimento e participação do empresário António Araújo e dos restantes arguidos, solicitar ao árbitro Jacinto Paixão, a prática de actos contrários às leis do jogo, a troco de favores sexuais de prostitutas bem como de valores pecuniários.
O caso tinha sido arquivado pelo DIAP do Porto, em 2006, por falta de indícios, mas foi reaberto pela equipa da procuradora-geral adjunta Maria José Morgado, a 16 de Janeiro deste ano, com base no testemunho de Carolina Salgado.
No depoimento que prestou a ex-companheira de Pinto da Costa esclareceu que os termos «fruta», «fruta de dormir» e «café com leite», interceptados nas escutas telefónicas entre os arguidos, relacionavam-se com a contratação dos serviços de prostitutas para os árbitros da partida que, em contrapartida, actuariam em benefício do FCP.
Recorde-se que já no livro «Eu, Carolina», publicado em Dezembro, a ex-companheira de Pinto da Costa referia que «o Araújo funcionava como uma ponte entre o Jorge Nuno, o Reinaldo e os árbitros, disponibilizando-lhes simpatias, tais como raparigas e outros bens, a que, em código, davam o nome de «fruta» e de «café com leite».
Segundo o Ministério Público, o propósito de beneficiar um clube, através da violação das leis do jogo, a troco de contrapartidas, preenche os elementos do crime, independentemente do resultado do jogo.
Fonte: http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.p...0357&div_id=291
MP decidiu levar arguidos do jogo FCP/Estrela da Amadora a julgamento. Depoimento de Carolina Salgado decisivo. Ex-companheira do presidente portista explicou que árbitros recebiam prostitutas para beneficiarem a equipa da casa
A equipa de coordenação do processo «Apito Dourado» acusou Pinto da Costa pelo crime de corrupção desportiva activa no processo relativo ao jogo Futebol Clube do Porto/Estrela da Amadora.
De acordo com informações recolhidas pelo PortugalDiário, além do presidente portista foram ainda acusados em co-autoria pelo crime de corrupção desportiva activa o administrador da SAD, Reinaldo Teles e o empresário António Araújo. Os árbitros Jacinto Paixão, José Chilrito e Manuel Quadrado foram acusados pelo crime de corrupção desportiva passiva.
Em causa está o jogo da 19ª jornada da época 2003/04, realizado a 24 de Janeiro de 2004, envolvendo a alegada oferta de favores sexuais de prostitutas aos árbitros. Em troca, os juízes da partida deveriam beneficiar a equipa da casa.
O presidente do FCP é acusado de, por si, ou por interposta pessoa, com o conhecimento e participação do empresário António Araújo e dos restantes arguidos, solicitar ao árbitro Jacinto Paixão, a prática de actos contrários às leis do jogo, a troco de favores sexuais de prostitutas bem como de valores pecuniários.
O caso tinha sido arquivado pelo DIAP do Porto, em 2006, por falta de indícios, mas foi reaberto pela equipa da procuradora-geral adjunta Maria José Morgado, a 16 de Janeiro deste ano, com base no testemunho de Carolina Salgado.
No depoimento que prestou a ex-companheira de Pinto da Costa esclareceu que os termos «fruta», «fruta de dormir» e «café com leite», interceptados nas escutas telefónicas entre os arguidos, relacionavam-se com a contratação dos serviços de prostitutas para os árbitros da partida que, em contrapartida, actuariam em benefício do FCP.
Recorde-se que já no livro «Eu, Carolina», publicado em Dezembro, a ex-companheira de Pinto da Costa referia que «o Araújo funcionava como uma ponte entre o Jorge Nuno, o Reinaldo e os árbitros, disponibilizando-lhes simpatias, tais como raparigas e outros bens, a que, em código, davam o nome de «fruta» e de «café com leite».
Segundo o Ministério Público, o propósito de beneficiar um clube, através da violação das leis do jogo, a troco de contrapartidas, preenche os elementos do crime, independentemente do resultado do jogo.
Fonte: http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.p...0357&div_id=291
