29-05-2007, 01:02 PM
Arrayse o Comunismo é tão perfeito, e todos os ditos paises comunistas afinal sao paises de transição (raio de transição que dura a decadas), então pq nunca ninguem aproveitou essa perfeiçao?
será pq é utópica e irrealista?
pq será q todos os paises de transiçao (yeah sure) são uma miséria a vários niveis?
pq nesses paises pouco se fala de ditadura, mas antes de regimie comunista opressivo? propaganda dos anti comunistas concerteza.
afinal...andamos todos errados e deviamos voltar para o comunismo. ou nao...vimos bem o q o bigodes na testa fez qd pode fazer alguma coisa.
ahh...o pos 25 de Abril segundo S.Cunhal e apostolos
vou mais longe e pergunto se todos os comunas, partidarios ou não, nao serão antes socialistas extremistas?
q destingue o pcp do be para alem da vaidade dos ultimos?[/quote]
Bem, acho que a ideia de "perfeição" não foi usada nem explicitamente nem tacitamente por mim, não vejo as coisas em termos de "perfeito" ou "imperfeito", mas sim em termos de justiça social. Essa transição, entre sistemas que estão nos antípodas um do outro é, penso eu, pouco viável de acontecer em curto prazo (embora exista uma grande diversidade de pontos de vista a este respeito, mesmo dentro da União Soviética uma fracção significativa do partido estava contra o processo que estava a ser seguido para atingir o comunismo). Mas, tal como é pertinente que quando se muda de governo em qualquer país não-comunista as mudanças não aconteçam de um dia para o outro, a mesma problemática fica ampliada quando se trata de uma reformulação completa do sistema. É por isso que se optou por manter, transitoriamente, uma boa parte das estruturas do capitalismo (que impediam que essas sociedades fossem, nesse periodo, comunistas), como o dinheiro, o estado, as classes sociais, etc. Os países que estiveram nessa fase de transição obtiveram conquistas sociais importantissimas, como o amplo acesso aos recursos públicos que faziam parte das funções e obrigações sociais do estado (basta ver que na união soviética, o país onde havia, segundo o que sugeres, maior "lavagem cerebral", era o país do mundo onde, em proporção, se lia mais livros e onde havia maior diversidade nas leituras e isto não era dito por fontes na URSS mas sim pela UNESCO, a menos que as nações unidas sejam uma conspiração comunista internacional), nesse país também não havia desemprego (outra coisa dificil de entender dentro dos referenciais que incorporamos num modelo capitalista) e a sua economia estava completamente invulnerável às flutuações que aconteciam no plano internacional, o que só servia para mostrar a funcionalidade do sistema económico. Mesmo assim, considero que a União Soviética conteve um regime autocrático, durante um largo periodo, antes das reformas introduzidas pela "Perestroika" e a política de abertura da "Glasnost". Esses acontecimentos, dentro do contexto de guerra declarada e perseguição aos países comunistas pelo bloco capitalista, que decidiram cercar a união soviética de mísseis muito antes da União Soviética desenvolver o mesmo tipo de capacidades, mostram que, havendo equilibrio nas relações internacionais e respeito pelo desenvolvimento dos outros países o percurso da União Soviética poderia ter sido muito diferente, tal como em Cuba e em muitos outros países. Não se trata de culpar o estrangeiro por todos os males da União Soviética, trata-se apenas de conferir-lhes a importância que tiveram, juntamente com outros factores. O clima de paranoia que existiu nessa época tanto de um lado como do outro teve matriz nas tensões militares, que levaram que tanto um lado como o outro introduzissem limitações a algumas liberdades (isto foi muito mais grave nos países ocidentais do que nos países do leste comunista) e que fossem feitos investimentos desajustados às realidades sociais por causa dessas mesmas pressões. Pergunto, no caso de cuba, em estado de guerra com os Estados Unidos, se as limitações que sabemos existir a certas liberdades não seriam ou foram muito maiores nos países "democráticos" que consideras modernos e civilizados quando estiveram em guerra. Nos Estados Unidos, depois de aprovado o "patriot act", uma pessoa pode ser presa indefinidamente sem que seja formada acusação e sem ter direito a defesa. A polícia deixou de precisar de causa provável para realizar buscas onde quer que seja e qualquer organização ou jornal que as autoridades consideram inconveninentes (contra os interesses do estado) pode ser fechado sem aviso prévio. Mesmo em Nova Iorque, a polícia reconheceu ter usado armas acústicas contra manifestações pacíficas contra a guerra, uma boa parte desses manifestantes foram encarcerados durante dois dias num antigo depósito de combustivel por não haver espaço em mais sítio nenhum. Tudo isto foi transmitido pelos canais domésticos de televisão. É este o modelo capitalista e democrático de liberdade? Claro que o governo dos Estados Unidos, depois do 11 de Setembro passou a ter desculpa para fazer o que bem entende espezinhando as mais elementares liberdades dos indivíduos, é apenas um meio de "proteger a nação", acontecimentos menos graves em outros países, não alinhados pelos Estados Unidos, são provas cabais de haver uma "ditadura". Estou a falar nos Estados Unidos, não por teres defendido esse país, mas por ser o modelo de comparação mais lógico, já que os modelos seguidos por quase todos os países ocidentais (incluindo Portugal) emanam deste. Sobre os meios de manipulação da informação, dou-te um exemplo que já dei em outro Post, em 1999, era óbvio para toda a gente que o Slobodan Milosevic era um ditador monstruoso e sanguinário, sem dúvida um seguir de Estaline que tinha de ser derrubado pelos Estados Unidos a bem da liberdade e da democracia. O tribunal internacional de HAIA, este ano, ILIBOU tanto a sérvia como o Milosevic de terem perpetrado esses "massacres" que serviram de pretexto aos Estados Unidos e Inglaterra para iniciar os bombardeamentos. Qual foi o relevo dado a essa notícia cá em Portugal? Nenhum. Os pretextos usados para começar uma guerra na europa (tal como aconteceu em relação ao Iraque), eram falsos, mas isso, aparentemente, não é nada que mereça a atenção dos media. Nos paises comunistas é que havia lavagem cerebral? A questão é que hoje em dia os meios de comunicação levam-nos a pensar (a mim e a ti) que sabemos tudo, quando na realidade, se analisarmos bem os fragmentos de informação que conseguimos apurar por meios laterais, verificamos que não sabemos nada.
Arrayse bem que no caso de Cuba os EUA asfixiaram-os com o embargo e n sei se terá sido totalmente por culpa do Fidel, mas também entendo os EUA, afinal o Fidel queria q os russos usassem os mísseis contra os EUA, se calhar mais q os próprio russos![/quote]
Sobre o que escreveste acima acho que respondi no meu post, sobre esta parte, a ideia que tens não corresponde à verdade e, sobre isso, podes até informar-te junto de historiadores de direita, que, sendo pouco afectos ao comunismo, concordarão com isto. O primeiro país a atacar militarmente o outro (e único) foi os Estados Unidos, quando tentaram, numa acção conhecida por "Baía dos Porcos" (nome da praia onde aconteceu o desembarque militar) derrubar o governo cubano, o ataque falhou e os Estados Unidos sofreram um embaraço enorme na assembleia geral da ONU quando tiveram de admitir estar por trás desse ataque. Os mísseis que foram postos em Cuba destinavam-se a impedir a repetição desse ataque com meios muito mais avultados, o acordo que a União Soviética fez (à margem de cuba) com os Estados Unidos para que fossem retirados os mísseis, consistiu no comprometimento dos Estados Unidos a não invadir, nem directamente nem por intermédio dos seus vassalos a ilha de Cuba. Assim como retirar misseis Saturno (obsoletos) localizados em Itália e apontados para a União Soviética.
Esqueci-me da parte sobre o PCP e o BE. São partidos diferentes em termos ideológicos, um é um partido comunista e outro não. O PCP defende (erradamente, a meu ver) o modelo marxista-leninista (dentro de uma interpretação conservadora e estática que não está a desencadear todo o potencial que tem) para o desenvolvimento das sociedades, o BE, que muitas vezes é ligado ao Trotskysmo (também erradamente, já que não há ligação nenhuma entre uma coisa e outra) construiu um modelo próprio fundamentado em valores de esquerda e numa optica "reformista" em relação ao comunismo, ou uma sub-reforma da social-democracia. Retomam especialmente o valor já descrito no comunismo da importância da participação de todos na vida política e o potencial residente na diversidade humana, em termos de predisposições, valores, tendências, atitudes, etc. e o contributo que essa diversidade pode trazer às sociedades. Os valores essenciais sobre a justiça social como a igualdade de direitos e deveres, o direito ao emprego, à segurança social, à saúde, ao ensino, o fim da exploração e da perversão do papel do trabalho, da precaridade em função dos interesses do patronato, são ideias comuns entre o PCP e o BE.
será pq é utópica e irrealista?
pq será q todos os paises de transiçao (yeah sure) são uma miséria a vários niveis?
pq nesses paises pouco se fala de ditadura, mas antes de regimie comunista opressivo? propaganda dos anti comunistas concerteza.
afinal...andamos todos errados e deviamos voltar para o comunismo. ou nao...vimos bem o q o bigodes na testa fez qd pode fazer alguma coisa.
ahh...o pos 25 de Abril segundo S.Cunhal e apostolos
vou mais longe e pergunto se todos os comunas, partidarios ou não, nao serão antes socialistas extremistas?
q destingue o pcp do be para alem da vaidade dos ultimos?[/quote]
Bem, acho que a ideia de "perfeição" não foi usada nem explicitamente nem tacitamente por mim, não vejo as coisas em termos de "perfeito" ou "imperfeito", mas sim em termos de justiça social. Essa transição, entre sistemas que estão nos antípodas um do outro é, penso eu, pouco viável de acontecer em curto prazo (embora exista uma grande diversidade de pontos de vista a este respeito, mesmo dentro da União Soviética uma fracção significativa do partido estava contra o processo que estava a ser seguido para atingir o comunismo). Mas, tal como é pertinente que quando se muda de governo em qualquer país não-comunista as mudanças não aconteçam de um dia para o outro, a mesma problemática fica ampliada quando se trata de uma reformulação completa do sistema. É por isso que se optou por manter, transitoriamente, uma boa parte das estruturas do capitalismo (que impediam que essas sociedades fossem, nesse periodo, comunistas), como o dinheiro, o estado, as classes sociais, etc. Os países que estiveram nessa fase de transição obtiveram conquistas sociais importantissimas, como o amplo acesso aos recursos públicos que faziam parte das funções e obrigações sociais do estado (basta ver que na união soviética, o país onde havia, segundo o que sugeres, maior "lavagem cerebral", era o país do mundo onde, em proporção, se lia mais livros e onde havia maior diversidade nas leituras e isto não era dito por fontes na URSS mas sim pela UNESCO, a menos que as nações unidas sejam uma conspiração comunista internacional), nesse país também não havia desemprego (outra coisa dificil de entender dentro dos referenciais que incorporamos num modelo capitalista) e a sua economia estava completamente invulnerável às flutuações que aconteciam no plano internacional, o que só servia para mostrar a funcionalidade do sistema económico. Mesmo assim, considero que a União Soviética conteve um regime autocrático, durante um largo periodo, antes das reformas introduzidas pela "Perestroika" e a política de abertura da "Glasnost". Esses acontecimentos, dentro do contexto de guerra declarada e perseguição aos países comunistas pelo bloco capitalista, que decidiram cercar a união soviética de mísseis muito antes da União Soviética desenvolver o mesmo tipo de capacidades, mostram que, havendo equilibrio nas relações internacionais e respeito pelo desenvolvimento dos outros países o percurso da União Soviética poderia ter sido muito diferente, tal como em Cuba e em muitos outros países. Não se trata de culpar o estrangeiro por todos os males da União Soviética, trata-se apenas de conferir-lhes a importância que tiveram, juntamente com outros factores. O clima de paranoia que existiu nessa época tanto de um lado como do outro teve matriz nas tensões militares, que levaram que tanto um lado como o outro introduzissem limitações a algumas liberdades (isto foi muito mais grave nos países ocidentais do que nos países do leste comunista) e que fossem feitos investimentos desajustados às realidades sociais por causa dessas mesmas pressões. Pergunto, no caso de cuba, em estado de guerra com os Estados Unidos, se as limitações que sabemos existir a certas liberdades não seriam ou foram muito maiores nos países "democráticos" que consideras modernos e civilizados quando estiveram em guerra. Nos Estados Unidos, depois de aprovado o "patriot act", uma pessoa pode ser presa indefinidamente sem que seja formada acusação e sem ter direito a defesa. A polícia deixou de precisar de causa provável para realizar buscas onde quer que seja e qualquer organização ou jornal que as autoridades consideram inconveninentes (contra os interesses do estado) pode ser fechado sem aviso prévio. Mesmo em Nova Iorque, a polícia reconheceu ter usado armas acústicas contra manifestações pacíficas contra a guerra, uma boa parte desses manifestantes foram encarcerados durante dois dias num antigo depósito de combustivel por não haver espaço em mais sítio nenhum. Tudo isto foi transmitido pelos canais domésticos de televisão. É este o modelo capitalista e democrático de liberdade? Claro que o governo dos Estados Unidos, depois do 11 de Setembro passou a ter desculpa para fazer o que bem entende espezinhando as mais elementares liberdades dos indivíduos, é apenas um meio de "proteger a nação", acontecimentos menos graves em outros países, não alinhados pelos Estados Unidos, são provas cabais de haver uma "ditadura". Estou a falar nos Estados Unidos, não por teres defendido esse país, mas por ser o modelo de comparação mais lógico, já que os modelos seguidos por quase todos os países ocidentais (incluindo Portugal) emanam deste. Sobre os meios de manipulação da informação, dou-te um exemplo que já dei em outro Post, em 1999, era óbvio para toda a gente que o Slobodan Milosevic era um ditador monstruoso e sanguinário, sem dúvida um seguir de Estaline que tinha de ser derrubado pelos Estados Unidos a bem da liberdade e da democracia. O tribunal internacional de HAIA, este ano, ILIBOU tanto a sérvia como o Milosevic de terem perpetrado esses "massacres" que serviram de pretexto aos Estados Unidos e Inglaterra para iniciar os bombardeamentos. Qual foi o relevo dado a essa notícia cá em Portugal? Nenhum. Os pretextos usados para começar uma guerra na europa (tal como aconteceu em relação ao Iraque), eram falsos, mas isso, aparentemente, não é nada que mereça a atenção dos media. Nos paises comunistas é que havia lavagem cerebral? A questão é que hoje em dia os meios de comunicação levam-nos a pensar (a mim e a ti) que sabemos tudo, quando na realidade, se analisarmos bem os fragmentos de informação que conseguimos apurar por meios laterais, verificamos que não sabemos nada.
Arrayse bem que no caso de Cuba os EUA asfixiaram-os com o embargo e n sei se terá sido totalmente por culpa do Fidel, mas também entendo os EUA, afinal o Fidel queria q os russos usassem os mísseis contra os EUA, se calhar mais q os próprio russos![/quote]
Sobre o que escreveste acima acho que respondi no meu post, sobre esta parte, a ideia que tens não corresponde à verdade e, sobre isso, podes até informar-te junto de historiadores de direita, que, sendo pouco afectos ao comunismo, concordarão com isto. O primeiro país a atacar militarmente o outro (e único) foi os Estados Unidos, quando tentaram, numa acção conhecida por "Baía dos Porcos" (nome da praia onde aconteceu o desembarque militar) derrubar o governo cubano, o ataque falhou e os Estados Unidos sofreram um embaraço enorme na assembleia geral da ONU quando tiveram de admitir estar por trás desse ataque. Os mísseis que foram postos em Cuba destinavam-se a impedir a repetição desse ataque com meios muito mais avultados, o acordo que a União Soviética fez (à margem de cuba) com os Estados Unidos para que fossem retirados os mísseis, consistiu no comprometimento dos Estados Unidos a não invadir, nem directamente nem por intermédio dos seus vassalos a ilha de Cuba. Assim como retirar misseis Saturno (obsoletos) localizados em Itália e apontados para a União Soviética.
Esqueci-me da parte sobre o PCP e o BE. São partidos diferentes em termos ideológicos, um é um partido comunista e outro não. O PCP defende (erradamente, a meu ver) o modelo marxista-leninista (dentro de uma interpretação conservadora e estática que não está a desencadear todo o potencial que tem) para o desenvolvimento das sociedades, o BE, que muitas vezes é ligado ao Trotskysmo (também erradamente, já que não há ligação nenhuma entre uma coisa e outra) construiu um modelo próprio fundamentado em valores de esquerda e numa optica "reformista" em relação ao comunismo, ou uma sub-reforma da social-democracia. Retomam especialmente o valor já descrito no comunismo da importância da participação de todos na vida política e o potencial residente na diversidade humana, em termos de predisposições, valores, tendências, atitudes, etc. e o contributo que essa diversidade pode trazer às sociedades. Os valores essenciais sobre a justiça social como a igualdade de direitos e deveres, o direito ao emprego, à segurança social, à saúde, ao ensino, o fim da exploração e da perversão do papel do trabalho, da precaridade em função dos interesses do patronato, são ideias comuns entre o PCP e o BE.
![[Image: celeritas_sig.png]](http://i182.photobucket.com/albums/x153/el_pombo/celeritas_sig.png)
