16-05-2007, 07:12 PM
Ah, muito bom post, Alex. É precisamente a isso que me refiro quando digo que deviamos debater o tema. Como já estiveste num curso de história e, pelo vistos, é até um interesse "hereditário", tens conhecimentos com que podemos aprender todos. Acho que há coisas que é importante definirmos quando falamos sobre isto dos historiadores, quem diz historiadores diz jornalistas ou qualquer outra profissão que lide com formas de comunicação em massa e com dever (que devia ser inalienável) de imparcialidade. Um historiador pode ser, em termos das suas convicções, de esquerda ou de direita sem que isso tenha de ser necessariamente imbuido nos seus estudos científicos, que devem ser rigorosos e objectivos. Muitas vezes, há historiadores de direita que não deixam a sua subjectividade pessoal interferir nas investigações que fazem, assim como historiadores de esquerda. Os manuais escolares da disciplina de história praticamente ignoram o 25 de abril ou até, como já alguém disse, o 25 de novembro, acontecimentos determinantes na história de Portugal. Isso pode não ter necessariamente a ver com os autores em si mas sim com as pressões que existem (não sei se concordarás com esta parte) para minimizar a importância desses periodos históricos. Penso que essa estratégia é cada vez mais evidente e nem estou a descrever nenhuma teoria da conspiração (embora as conspirações existam), os factos falam por si, se assistirmos às notícias no 25 de abril vemos o pouco destaque que é dado a notícias relacionadas, o mesmo acontece nos manuais escolares (aliás, quando eu andava no nono ano, o 25 de abril e o 25 de novembro estavam no manual mas foram excluidos do programa). Citei o exemplo do Pacheco Pereira por ser um dos historiadores a quem é dado mais reconhecimento em portugal, de direita, e que, nos seus trabalhos, se esquece completamente dos critérios científicos mais elementares, fazendo estudos que partem das conclusões em vez de chegar a elas, como é o caso dos famosos "estudos sobre o comunismo". Se observarmos o conjunto de historiadores a quem é dada maior influência em termos da comunicação social, a disparidade é flagrante. O problema é ainda mais revoltante quando se trata da escolha dos comentadores políticos.
ArrayQueria dar-vos os parabens pela discussão correcta, saudável e sem extremismos que infelizmente não é habito acontecer aqui neste forum em relação a este tema.:fixe:[/quote]
Eventualmente, acabaremos todos a resolver isto na pista. :D
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Eventualmente, acabaremos todos a resolver isto na pista. :D
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