16-05-2007, 03:27 AM
ArrayÓ Camarada Diospiro, vamos lá a ver se entendo:
Pelo que percebi o meu distinto camarada é anti-fascista convicto, defensor da democracia...e votante confesso no partido comunista? a mim parece-me uma no cravo e outra na ferradura (ou no martelo, se preferir). Será que também é católico? Eu também não gosto de ditaduras, mas sou coerente no meu voto: simplesmente não voto.
Também não entendo qualquer tipo de comparação entre o Salazar e o Álvaro Cunhal, até porque um faz parte da nossa história, quer se goste quer não, e o outro...felizmente para nós não conseguiu, apesar do voto do camarada Diospiro.
Quanto à Odete, bem...não fico admirado se um dia substituir o papão nas histórias para tirar o sono às crianças. Só espero que omitam o episódio da roupa interior, para bem da sanidade mental dos nossos filhos. Eu não vi (pela masma razão que me leva a não votar), mas imagino-o como uma cena digna de um filme de terror. Por outro lado (ai, detesto dilemas) assim de repente não me consigo lembrar de ninguém mais apropriado para um programa cujo mote é a palhaçada.[/quote]
Bem, meu caro Carlos Rocha, tomei a liberdade observar o teu perfil e verifiquei que és substancialmente mais velho do que eu (faço referência a isto porque a informação é relevante neste contexto, já que, em princípio, viveste em portugal no tempo do "fascismo", eu já nasci depois do 25 de abril), espero que não te importes que te trate por tu, é por uma questão de "camaradagem" (sem a conotação comunista ;) ) que o faço. Não encontro incongruência nenhuma entre votar no partido comunista e ser contra as ditaduras, aliás, penso que é uma atitude bastante lógica da minha parte, como sou contra as ditaduras, voto no partido comunista. Conheço, como deves calcular, a reacção que é costume isso suscitar em quem não se revê nos mesmos princípios em que eu me revejo, é frequente atirarem com "a união soviética", "a coreia do norte", "o camboja", "o vietnam", a "china" e ainda há mais elementos que deixo fora da lista para não saturar ninguém. Considero esses exemplos bastante falaciosos e, se quiseres, podemos conversar sobre isso, já que na maioria desses países, nem sequer os próprios governantes diziam que se tratava de sistemas comunistas (o que tem todo o sentido, como foi o caso da União Soviética). Mas como o tema da conversa agora é outro vou passar à frente (não por conveniência própria mas por objectividade), o Álvaro Cunhal faz parte indelével da história de portugal, foi o secretário geral do único partido organizado e activo em portugal contra a ditadura de Salazar (não era só do salazar, claro, mas sabes do que falo), continuou a ser secretário geral do partido depois do 25 de abril e teve um papel determinante (ainda que não absoluto) nas transformações que aconteceram em portugal depois dessa revolução. Mas isto de fazer parte da história ou não fazer, tudo depende da interpretação de cada um e do valor que cada pessoa dá a cada acontecimento ou pesonalidade. Há quem diga que sem partido comunista não teria havido revolução, pelo menos não em 1974, eu não digo isso pela subjectividade da matéria em questão, mas, objectivamente, foi a única força organizada em combate contra o regime até á revolução. Quanto ao que disseste sobre a odete, não encontrei nenhuma crítica construtiva às ideias dela, vilipendiaste-lhe as idiossincrasias e até com alguma piada. ;) Mas penso que nada disso é relevante, tudo aquilo que ela disse no programa (que vi), concordo. Sobre a questão de não votares, dentro da interpretação que fazes das coisas, deve ter todo o sentido, mesmo assim penso que devias rever isso, se te marginalizas em relação ao pouco que ainda resta da democracia em portugal podes estar (dependendo do que fazes com a tua opção de não votar, por isso não sei) a contribuir para a formação de uma nova ditadura, que pode ir aparecendo tacitamente com a desresponsabilização ou desinteresse das pessoas em relação à democracia.
Pelo que percebi o meu distinto camarada é anti-fascista convicto, defensor da democracia...e votante confesso no partido comunista? a mim parece-me uma no cravo e outra na ferradura (ou no martelo, se preferir). Será que também é católico? Eu também não gosto de ditaduras, mas sou coerente no meu voto: simplesmente não voto.
Também não entendo qualquer tipo de comparação entre o Salazar e o Álvaro Cunhal, até porque um faz parte da nossa história, quer se goste quer não, e o outro...felizmente para nós não conseguiu, apesar do voto do camarada Diospiro.
Quanto à Odete, bem...não fico admirado se um dia substituir o papão nas histórias para tirar o sono às crianças. Só espero que omitam o episódio da roupa interior, para bem da sanidade mental dos nossos filhos. Eu não vi (pela masma razão que me leva a não votar), mas imagino-o como uma cena digna de um filme de terror. Por outro lado (ai, detesto dilemas) assim de repente não me consigo lembrar de ninguém mais apropriado para um programa cujo mote é a palhaçada.[/quote]
Bem, meu caro Carlos Rocha, tomei a liberdade observar o teu perfil e verifiquei que és substancialmente mais velho do que eu (faço referência a isto porque a informação é relevante neste contexto, já que, em princípio, viveste em portugal no tempo do "fascismo", eu já nasci depois do 25 de abril), espero que não te importes que te trate por tu, é por uma questão de "camaradagem" (sem a conotação comunista ;) ) que o faço. Não encontro incongruência nenhuma entre votar no partido comunista e ser contra as ditaduras, aliás, penso que é uma atitude bastante lógica da minha parte, como sou contra as ditaduras, voto no partido comunista. Conheço, como deves calcular, a reacção que é costume isso suscitar em quem não se revê nos mesmos princípios em que eu me revejo, é frequente atirarem com "a união soviética", "a coreia do norte", "o camboja", "o vietnam", a "china" e ainda há mais elementos que deixo fora da lista para não saturar ninguém. Considero esses exemplos bastante falaciosos e, se quiseres, podemos conversar sobre isso, já que na maioria desses países, nem sequer os próprios governantes diziam que se tratava de sistemas comunistas (o que tem todo o sentido, como foi o caso da União Soviética). Mas como o tema da conversa agora é outro vou passar à frente (não por conveniência própria mas por objectividade), o Álvaro Cunhal faz parte indelével da história de portugal, foi o secretário geral do único partido organizado e activo em portugal contra a ditadura de Salazar (não era só do salazar, claro, mas sabes do que falo), continuou a ser secretário geral do partido depois do 25 de abril e teve um papel determinante (ainda que não absoluto) nas transformações que aconteceram em portugal depois dessa revolução. Mas isto de fazer parte da história ou não fazer, tudo depende da interpretação de cada um e do valor que cada pessoa dá a cada acontecimento ou pesonalidade. Há quem diga que sem partido comunista não teria havido revolução, pelo menos não em 1974, eu não digo isso pela subjectividade da matéria em questão, mas, objectivamente, foi a única força organizada em combate contra o regime até á revolução. Quanto ao que disseste sobre a odete, não encontrei nenhuma crítica construtiva às ideias dela, vilipendiaste-lhe as idiossincrasias e até com alguma piada. ;) Mas penso que nada disso é relevante, tudo aquilo que ela disse no programa (que vi), concordo. Sobre a questão de não votares, dentro da interpretação que fazes das coisas, deve ter todo o sentido, mesmo assim penso que devias rever isso, se te marginalizas em relação ao pouco que ainda resta da democracia em portugal podes estar (dependendo do que fazes com a tua opção de não votar, por isso não sei) a contribuir para a formação de uma nova ditadura, que pode ir aparecendo tacitamente com a desresponsabilização ou desinteresse das pessoas em relação à democracia.
![[Image: celeritas_sig.png]](http://i182.photobucket.com/albums/x153/el_pombo/celeritas_sig.png)
