05-12-2005, 01:52 PM
Meu caros amigos, é muito interessante Portugal ter um Dallas, mas tal como o outro parece que também aqui se encontrou um Lee Oswald.
Que é certo, dadas as evidências, que o avião não caiu de causas naturais, já bem mais escuras são as razões que levaram a essa queda. È Sabido que Adelino Amaro da Costa tinha em mão alguns processos quentes, mas também é óbvio que não viriam a lume nem tornados públicos sem antes passarem por Sá Carneiro. Se alguém ali tinha poder para os fazer andar era Sá Carneiro. Adelino Amaro podia ter poder para os investigar, mas para além disso era o Primeiro-Ministro quem tinha a palavra final.
Terá sido coincidência que Sá Carneiro tenha entrado no avião á última hora? Se calhar ando a ver muitos filmes de espionagem, mas não estou virado para coincidências neste caso. Havia interesse que os dois viajassem juntos, um interesse explosivo.
A tese do interesse internacional, da mão dos EU, de interesses beliscados é muito emocionante, e porventura motivadora de tal acção, mas Sá Carneiro vive num período socialmente e políticamente efervescente. Preparava-se para efectuar mudanças marcantes, de tal forma que se concretizadas tinham ditado como o País caminhou daí para a frente. Essas mudanças iriam por em causa personalidades e um certo status quo que se estava a implementar entre certos poderes, e aqueles que os agarravam com unhas e dentes.
Bem sei que pode ser bem menos emocionante, menos atraente, mas do que tenho lido sobre Sá Carneiro, das suas ideias, do burburinho que havia na época e daqueles que se sentiam ameaçados, seriamente ameaçados, inclino-me muito mais para uma razão nacional e não para um best-seller de intrigas e maquinações internacionais.
O momento era propício, a agitação permitia-o. Os homens do regime ainda circulavam, muitos com ligações ao mais alto nível. Havia meios, vontade e disposição para seguir uma solução radical. Mas era preciso desviar os olhares, agora, naquele momento e também no futuro.
Falando abertamente, é minha opinião que tal movimento surgiu de dentro, por homens de dentro, por razões de interesses pessoais de gente que queria chegar ao poder e por quem não o queria perder. Em suma foi concretizado com a ajuda e por interesse directo de quem era próximo de Sá Carneiro. Olhando agora para os interesses instalados, para os passos que foram dados logo de seguida, após a sua morte, sinceramente penso que as razões foram pura e exclusivamente de interesse nacional.
Que é certo, dadas as evidências, que o avião não caiu de causas naturais, já bem mais escuras são as razões que levaram a essa queda. È Sabido que Adelino Amaro da Costa tinha em mão alguns processos quentes, mas também é óbvio que não viriam a lume nem tornados públicos sem antes passarem por Sá Carneiro. Se alguém ali tinha poder para os fazer andar era Sá Carneiro. Adelino Amaro podia ter poder para os investigar, mas para além disso era o Primeiro-Ministro quem tinha a palavra final.
Terá sido coincidência que Sá Carneiro tenha entrado no avião á última hora? Se calhar ando a ver muitos filmes de espionagem, mas não estou virado para coincidências neste caso. Havia interesse que os dois viajassem juntos, um interesse explosivo.
A tese do interesse internacional, da mão dos EU, de interesses beliscados é muito emocionante, e porventura motivadora de tal acção, mas Sá Carneiro vive num período socialmente e políticamente efervescente. Preparava-se para efectuar mudanças marcantes, de tal forma que se concretizadas tinham ditado como o País caminhou daí para a frente. Essas mudanças iriam por em causa personalidades e um certo status quo que se estava a implementar entre certos poderes, e aqueles que os agarravam com unhas e dentes.
Bem sei que pode ser bem menos emocionante, menos atraente, mas do que tenho lido sobre Sá Carneiro, das suas ideias, do burburinho que havia na época e daqueles que se sentiam ameaçados, seriamente ameaçados, inclino-me muito mais para uma razão nacional e não para um best-seller de intrigas e maquinações internacionais.
O momento era propício, a agitação permitia-o. Os homens do regime ainda circulavam, muitos com ligações ao mais alto nível. Havia meios, vontade e disposição para seguir uma solução radical. Mas era preciso desviar os olhares, agora, naquele momento e também no futuro.
Falando abertamente, é minha opinião que tal movimento surgiu de dentro, por homens de dentro, por razões de interesses pessoais de gente que queria chegar ao poder e por quem não o queria perder. Em suma foi concretizado com a ajuda e por interesse directo de quem era próximo de Sá Carneiro. Olhando agora para os interesses instalados, para os passos que foram dados logo de seguida, após a sua morte, sinceramente penso que as razões foram pura e exclusivamente de interesse nacional.

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