03-05-2009, 08:48 PM
Está aqui um excerto dum site, e daí podes fazer as contas pra saber
O resto está aqui
http://ultimavolta.com/formula1/analises...rte_1.html
http://www.ultimavolta.com/formula1/anal...rte_2.html
Quote:O reabastecimento foi usado na F1 já em seus princípios, ainda na década de 50. Contudo, importa lembrar que naquela altura os GPs eram mais longos – em média percorriam cerca de 500 km – e a mecânica dos carros era muito mais rústica. Não apenas os motores consumiam muito mais – e aqui bastaria a gente recordar que a Alfa Romeo 159 de 1951, campeã pelas mãos de Fangio, usava o próprio combustível como forma de refrigerar os pistões –, assim como também os pneus eram muito mais frágeis, e viviam constantemente expostos a derrapagens controladas. Em suma: reabastecer, naqueles tempos, não era uma opção tática. Era uma imposição prática, diante da qual se tentava jogar.
Juan Manuel Fangio em pit-stop na Alemanha em 1957: técnicas arcaicas
Então veio o ano de 1958, e com ele uma série de novas regulamentações para as provas. Entre elas, estava a redução da distância a ser percorrida, para cerca de 300km. A essa altura os motores também eram menores e já consumiam muito menos, e quando finalmente, em 1961, os motores foram limitados a 1500cc, reabastecer deixou de ser uma necessidade.
Só se voltaria a falar em reabastecimento na Fórmula 1 a partir de 1982, e neste momento já sob o viés estratégico. Ao longo daquele ano a inventiva equipe Brabham desenvolveu o sistema, e o aplicou pela primeira vez com sucesso durante o Grande Prêmio da Áustria, no pit-stop de Riccardo Patrese. Graças à nova ferramenta, os carros do folclórico projetista Gordon Murray podiam largar mais leves e com pneus mais macios do que a concorrência. Se tudo desse certo, então eles teriam condições de abrir uma vantagem na pista que os permitisse compensar o tempo gasto nos boxes.
A idéia foi logo copiada por todos os demais times, e em 1983 tornou-se um ingrediente crucial nas corridas, muito importante na conquista do bicampeonato de Nelson Piquet pela Brabham. Também houve acidentes nessa época, como o que obrigou Keke Rosberg a sair de seu carro no meio do GP Brasil de 83, para que fosse debelado um princípio de incêndio. Estava claro que a novidade trazia perigos, e logo ficou estabelecido que cada equipe teria que divulgar, de antemão, em quais voltas iria fazer suas paradas. Assim evitava-se um ocasional congestionamento nos boxes. Ao fim do ano o reabastecimento foi definitivamente proibido.
A Brabham enfrentou muitas quebras até conseguir o ansiado 1º reabastecimento
Então, ao fim de 1991, Max Mosley era eleito como novo presidente da FISA, e, dois anos mais tarde, também da FIA. A partir de então, como ele mesmo já afirmou tacitamente, passou a incorporar diversos elementos de estética “espetacular”, que faziam sucesso no automobilismo americano. Observe suas declarações, na época de sua posse: "Tentarei aproximar a CART da F1, porque me parece uma loucura corrermos com regulamentos diferentes. (...) Temos os melhores carros e eles as melhores corridas. Vamo-nos juntar. (...) Poderei falhar, mas tentarei. Em qualquer competição a performance é relativa ao investimento. A única coisa que podemos fazer é um regulamento que nivele pobres e ricos".
Noutras palavras, Mosley antecipava que iria punir sem piedade qualquer traço de competência ou brilhantismo, garantindo o caos e a imprevisibilidade que fazem a delícia dos espectadores estadunidenses. Aos poucos introduziu o carro de segurança, lutou pelos monopólios e fornecedores únicos, igualou as configurações de treino e corrida e... trouxe de volta os reabastecimentos.
O resto está aqui
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Do melhor!!!!!
