04-12-2008, 11:06 PM
ArrayInfelizmente parece que estamos a chegar ao ponto que eu, intimamente, previa e temia que fosse acontecer...:sad:
Se olharmos para a história do desporto automóvel, sempre que as marcas se envolveram oficialmente, e em massa, a uma modalidade, isso acabou mal. Chega a uma altura de crise, ou de moda, e vão se todos embora. Porque só é benéfico se houver várias marcas. Isso aconteceu com o antigo Grupo C, algumas categorias de turismos, mundial de ralis e agora temo que venha a acontecer o mesmo à F1.:blink:
Depois só ficam um punhado de equipas que lá andam por carolice, paixão ou porque sempre estiveram nessa modalidade. Neste caso seriam a Ferrari, Williams, Mclaren e, eventualmente, as RedBull. Pelo caminho a Formula 1 já perdeu parte da sua história com o desaparecimento de equipas como a Tyrrell, Ligier, Benetton, Brabham, Lotus, Minardi, etc. Uma terrível perda![/quote]
Concordo em parte.. e discordo em alguns pontos.
Primeiro, o envolvimento das marcas: a F1 começou por ser obviamente uma competição entre marcas: Alfa Romeo, Maserati, Ferrari, Mercedes... Depois nos anos 60 algumas destas marcas históricas (já lá voltarei...) saíram da F1 e deram lugar à revolução do motor central traseiro inglesa, liderada por algumas marcas igualmente, nomeadamente a Lotus, Cooper e a Vanwall, esta ainda com motor frontal.
Daqui para a frente a F1 começou a ser (com a honrosa excepção e persistencia notável da Ferrari) uma competição de garagistas/montadores, sem talentos especiais de motoristas (compravam a outros fabricantes) mas com grande capacidade inovadora a outros níveis, nomeadamente chassis. Mesmo nesta altura o apoio e investimento de algumas marcas, nomeadamente a Ford foi essencial para manter a F1 num altissimo nível de espectacularidade e competividade, fornecendo motores a practicamente todas as equipas, excepto a Ferrari.
Daqui surgem algumas equipas como a Mclaren, Williams, Brabham (entre outras já desaparecidas, como as referidas Tyrrel, Ligier, mas tambem Matra, muito associada a Stewart e à Tyrrel). Em resumo, na minha opinião sempre existiu um envolvimento significativo das marcas, ou com equipas próprias ou associadas a equipas de ponta, extremamente competitivas. O caso da própria Honda, com o apoio à Mclaren nos anos de ouro desta marca, ou da Porsche, Mercedes agora.
A F1 vai passar mal (como em geral tudo no Mundo nos tempos mais próximos) porque a dimensão da crise, muitas vezes apanhando marcas automoveis completamente desprevenidas e sem culpa principal própria (todas as mais importantes, com a provável excepção da Porsche/VW, mas que está a deixar nas lonas a Toyota, a Nissan, a Renault, Peugeot e, mais grave, em situação de falencia a curto prazo (dias) da General Motors, Ford ou Chrysler).
Não resulta directamente de participação directa das marcas.
Chega mais cedo à Honda, infelizmente por erros cometidos por esta marca na gestão desportiva e comercial da sua actividade de F1, tanto pela fraca competividade demonstrada como pela decisão de correr sem patrocinios, aguentando a solo os custos da sua participação "à maneira antiga", muito difícil de fazer nos dias de hoje, mais a mais sem ter retorno do investimento (resultados=marketing=visibilidade=vendas).
Triste situação. Mas penso que vindo ao encontro dos desejos de alguns (quanto menos equipas e pilotos a lutar com armas iguais melhor), se agora não houver a costumeira hipocrisia de lamentar esta notícia...
Quanto ao ponto das equipas históricas que a F1 já perdeu pelo caminho, as que são nomeadas algumas merecem (fizeram por isso durante tempo suficiente para tal) outras nem por isso, e outras que mereceriam estar nomeadas não o foram... por exemplo: sem dúvida a Tyrrell, Ligier, Brabham, Lotus, às quais acrescento a BRM e a... Eagle, mas já não incluiria a Minardi (para isso teria de incluir outras como a March, Wolf, Hesketh ou a Arrows por ex... e não as acho "equipas históricas".)
Ou a Benneton, que considero como a compra de uma equipa por uma marca comercial sem ter nada a ver com automóveis (logo com a F1...), por razões publicitárias e não técnicas ou de gosto pelo sport: assim que conseguiu os seus objectivos, saiu como entrou, sem ninguem ter sentido que fazia falta antes de entrar ou que faz falta depois de sair.
Como a RedBull aliás, embora a Redbull tenha em seu favor uma muito maior participação continuada em diversos eventos e modalidades desportivas, desde logo a Air Race, mas tambem noutras modalidades de desporto automóvel (que não exclusivamente a F1), apoiando e patrocinando equipas e pilotos.
Se olharmos para a história do desporto automóvel, sempre que as marcas se envolveram oficialmente, e em massa, a uma modalidade, isso acabou mal. Chega a uma altura de crise, ou de moda, e vão se todos embora. Porque só é benéfico se houver várias marcas. Isso aconteceu com o antigo Grupo C, algumas categorias de turismos, mundial de ralis e agora temo que venha a acontecer o mesmo à F1.:blink:
Depois só ficam um punhado de equipas que lá andam por carolice, paixão ou porque sempre estiveram nessa modalidade. Neste caso seriam a Ferrari, Williams, Mclaren e, eventualmente, as RedBull. Pelo caminho a Formula 1 já perdeu parte da sua história com o desaparecimento de equipas como a Tyrrell, Ligier, Benetton, Brabham, Lotus, Minardi, etc. Uma terrível perda![/quote]
Concordo em parte.. e discordo em alguns pontos.
Primeiro, o envolvimento das marcas: a F1 começou por ser obviamente uma competição entre marcas: Alfa Romeo, Maserati, Ferrari, Mercedes... Depois nos anos 60 algumas destas marcas históricas (já lá voltarei...) saíram da F1 e deram lugar à revolução do motor central traseiro inglesa, liderada por algumas marcas igualmente, nomeadamente a Lotus, Cooper e a Vanwall, esta ainda com motor frontal.
Daqui para a frente a F1 começou a ser (com a honrosa excepção e persistencia notável da Ferrari) uma competição de garagistas/montadores, sem talentos especiais de motoristas (compravam a outros fabricantes) mas com grande capacidade inovadora a outros níveis, nomeadamente chassis. Mesmo nesta altura o apoio e investimento de algumas marcas, nomeadamente a Ford foi essencial para manter a F1 num altissimo nível de espectacularidade e competividade, fornecendo motores a practicamente todas as equipas, excepto a Ferrari.
Daqui surgem algumas equipas como a Mclaren, Williams, Brabham (entre outras já desaparecidas, como as referidas Tyrrel, Ligier, mas tambem Matra, muito associada a Stewart e à Tyrrel). Em resumo, na minha opinião sempre existiu um envolvimento significativo das marcas, ou com equipas próprias ou associadas a equipas de ponta, extremamente competitivas. O caso da própria Honda, com o apoio à Mclaren nos anos de ouro desta marca, ou da Porsche, Mercedes agora.
A F1 vai passar mal (como em geral tudo no Mundo nos tempos mais próximos) porque a dimensão da crise, muitas vezes apanhando marcas automoveis completamente desprevenidas e sem culpa principal própria (todas as mais importantes, com a provável excepção da Porsche/VW, mas que está a deixar nas lonas a Toyota, a Nissan, a Renault, Peugeot e, mais grave, em situação de falencia a curto prazo (dias) da General Motors, Ford ou Chrysler).
Não resulta directamente de participação directa das marcas.
Chega mais cedo à Honda, infelizmente por erros cometidos por esta marca na gestão desportiva e comercial da sua actividade de F1, tanto pela fraca competividade demonstrada como pela decisão de correr sem patrocinios, aguentando a solo os custos da sua participação "à maneira antiga", muito difícil de fazer nos dias de hoje, mais a mais sem ter retorno do investimento (resultados=marketing=visibilidade=vendas).
Triste situação. Mas penso que vindo ao encontro dos desejos de alguns (quanto menos equipas e pilotos a lutar com armas iguais melhor), se agora não houver a costumeira hipocrisia de lamentar esta notícia...
Quanto ao ponto das equipas históricas que a F1 já perdeu pelo caminho, as que são nomeadas algumas merecem (fizeram por isso durante tempo suficiente para tal) outras nem por isso, e outras que mereceriam estar nomeadas não o foram... por exemplo: sem dúvida a Tyrrell, Ligier, Brabham, Lotus, às quais acrescento a BRM e a... Eagle, mas já não incluiria a Minardi (para isso teria de incluir outras como a March, Wolf, Hesketh ou a Arrows por ex... e não as acho "equipas históricas".)
Ou a Benneton, que considero como a compra de uma equipa por uma marca comercial sem ter nada a ver com automóveis (logo com a F1...), por razões publicitárias e não técnicas ou de gosto pelo sport: assim que conseguiu os seus objectivos, saiu como entrou, sem ninguem ter sentido que fazia falta antes de entrar ou que faz falta depois de sair.
Como a RedBull aliás, embora a Redbull tenha em seu favor uma muito maior participação continuada em diversos eventos e modalidades desportivas, desde logo a Air Race, mas tambem noutras modalidades de desporto automóvel (que não exclusivamente a F1), apoiando e patrocinando equipas e pilotos.
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I know you believe you understand what you think I said, but I am not sure you realize that what you heard is not what I meant....
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