28-09-2007, 01:30 PM
Bem, no fundo, penso que a ideia do Santana Lopes sobre a falta de equilibro na informação é muito acertada, embora a forma que tenha usado para exprimir essa ideia tenha sido para cima de "corriqueira" (com declarações como "eu sei que o mourinho é mais importante que nós todos" ou "este país está todo louco") com sobranceria e jactância. Quando foi primeiro-ministro, não fez nada para combater esse estado de coisas (na realidade, não fez nada de nada), pelo contrário, reforçou-o. Mas o principal não é isso e o princípio que usou nessa entrevista é correcto no seu âmago. Quando disse que não devia ter feito perguntas à jornalista referia-me apenas a isso, a fazer perguntas, claro que tal coisa não obvia que EXPLICASSE, como fez, os motivos pelos quais não permaneceu na entrevista, o que é legítimo, razoável e educado. A jornalista, claro, faz parte de uma equipa, de uma equipa de assalariados, não é ela quem define os critérios de informação nem tem de responder por eles, quando se reclama, usa-se os canais apropriados, não se faz uma coisa dessas através do empregado a menos que a reclamação seja contra ele próprio e informal (algo que não se justificava neste caso). Seja como for, o Santana Lopes não reclamou contra nada, limitou-se a ir embora e explicar os seus motivos. Sem dúvida que deve ter sido esta a base do seu divórcio da Cinha Jardim, tradicional participante em "reality shows" e vedeta da imprensa colorida. Este país está todo louco. :mrgreen:
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