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Ai se eu fosse policia
#81
ArrayBoas Dióspiro, concordo com tudo o que dizes, mas vamos por pontos:

Mas pergunto-te se alguém não cumpre a lei nem ninguém o faz cumprir e interfere com a tua segurança e dos teus o que fazes?

"...temos de eleger governos que lutem por ablar as causas do crime, que promovam reformas sociais, que se esforcem por regenerar quem comete crimes e invistam na formação e equipamento das forças de segurança...." mas tu sinceramente ves alguém em Portugal que queira alterar o estado do nosso país (não perguntei com capacidade, perguntei com vontade)? Sinceramente eu não vejo, vejo um bando de MAFIOSOS a aproveitar-se do nosso país e para eles está bem assim.

Esse caso no México é uma excepção como em tudo na vida, também já vi imagens de pessoas a serem torturadas por militares ou policias norte-americanos, claro que também é uma excepção, mas existe para os dois lados.

Eu imagino-me sempre do lado da vitima e não do agressor, quando penso que podia ser com o meu filho, mulher ou familia, compreendo sinceramente o que muita gente faz pelas próprias mãos, pois eu fazia-o e se calhar pior, afinal sou um ser humano e não entendo um malandro ou vários darem cabo de uma família, destruir a vida de alguem e depois esses mesmo terem direito á sociedade o(s) reabilitar, quando para o lesado não á reabilitação possível.[/quote]

Bem, Gabi, em Portugal vejo muitas pessoas com vontade de mudar as coisas, tu, por exemplo, és uma dessas pessoas. Por mais vontade que tenha, não vou dizer a ninguém para votar aqui ou ali porque isso não seria correcto no âmbito deste post mas, vontade, definitivamente, existe. Existe na esquerda, na direita, no centro, dentro de partidos, fora de partidos e onde quer que seja. A minha maior preocupação tem a ver com a "capacidade" que referiste no teu post, na forma como a sociedade está organizada neste momento (ou desorganizada, depende do prisma) há uma enorme concentração de poder por um conjunto altamente restrito de pessoas e esses, na minha opinião, são os principais responsáveis pelo aumento na criminalidade, uma vez que limitam a liberdade dos outros para mudar democráticamente a sociedade porque é isso o que mais convém aos seus interesses individuais e egoistas.

Também percebo e, acima de tudo, COMPREENDO quem comete actos violentos em sua própria defesa, na defesa da sua família ou mesmo como vingança por alguma atrocidade cometida contra um ente-querido. Mas, uma coisa é compreender, outra coisa é incentivar e penso que a solução não está aí. O caso mexicano não é assim tão excepcional quanto isso e o facto dos indivíduos serem da polícia, embora relevante, não é a única coisa que torna condenáveis as sevícias cometidas. Conheço vários casos tragicamente semelhantes. Sobre os soldados americanos, bem... lol... seria assunto para outro post, espero só que voltem todos para casa inteiros, ao mesmo tempo e sem nunca terem disparado as armas.

Os criminosos, tal como todas as outras pessoas, devem ter direitos. Se vivemos em sociedade, a sociedade não pode desistir de ninguém, eu nem sequer sei se todos os indivíduos são "reabilitáveis", mas sei que esse é o único princípio do qual é correcto partir. O estado tem de ter SEMPRE um papel construtivo em relação à vida em sociedade, não destrutivo. Eu não sou exactamente aquilo a que se poderia chamar um "patriota" mas, mesmo assim, sinto um grande regozijo por saber que Portugal foi um dos primeiros países do mundo a abolir a pena de morte. Foi a primeira de muitas conquistas.

Edit: Desculpa, com tanta coisa acabei por não responder à tua pergunta, numa situação assim (que não será exactamente igual à situação real com que nos debatemos) faço tudo o que estiver ao meu alcance para obrigar os governos a cumprir os seus deveres (dentro de parâmetros democráticos) e exerço os meus direitos rigorosamente legítimos a defender a minha integridade física ou mesmo os meus bens, o que estava a dizer é que a formação de milícias populares organizadas ultrapassa esses direitos.
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#82
Primeiro, tenho de te dar os parabéns pelo teu primeio post que consigo ler sem me doer os olhos!:cheesy: Aqueles espaços fazem maravilhas!!!

Arrayhá uma enorme concentração de poder por um conjunto altamente restrito de pessoas (esses, na minha opinião, são os principais responsáveis pelo aumento na criminalidade), uma vez que limitam a liberdade dos outros para mudar democráticamente a sociedade porque é isso o que mais convém aos seus interesses individuais e egoistas.[/quote] Quem e como? Tens de me explicar, porque não sei quem são nem o que fazem. A sério!

ArrayOs criminosos, tal como todas as outras pessoas, devem ter direitos. Se vivemos em sociedade, a sociedade não pode desistir de ninguém, eu nem sequer sei se todos os indivíduos são "reabilitáveis", mas sei que esse é o único princípio do qual é correcto partir[/quote]

Não concordo contigo. De todo. Tentar uma vez? Obrigatório. Segunda? Discutivel. Terceira? Impossivel. Que sociedade é esta em que criminosos violentos de 17 ou menos anos entram e saem de reformatórios? Nem um dia estão lá! Isso para mim não é dar oportunidades a ninguém. Isso é gozar comigo. Não me venham dizer que não lhes dão oportunidades. Não me venham falar de tolerancia. Isso tem de ter limites!

Lembras-te da história do padre que pregou uma chapada num puto na tv? Num reformatório? Se estás lembrado o puto estava-lhe a puxar as calças e a meter-se com o padre e com o camaraman. O padre chamou-se a atenção 1,2,3,4,5,6 vezes.... fartou-se e deu-lhe um estalo. O puto sentou-se amuado, mas o que é certo é que parou quieto.

A jornalista ficou indignada e foi ao MP. O padre e a instituição foram condenada por maus tratos e foi fechada. Depois apareceram os putos todos a dizer que eram sovados, e que aquilo era o fim da picada.

Ora bem. O padre a seguir deu uma entrevista a dizer que estava muito arrependido, mas que por vezes não era possivel controlar os miudos, sem ser à lambada(ou coação fisica...), porque eles simplesmente não respeitavam os monitores e batiam neles e faziam trinta por uma linha. Nessa mesma entrevista, falaram alguns dos antigos "alunos" dessa instituição a dizer que lá tinham sido transformados em Homems, que lhe tinham dado um novo despertar para a vida, ect. Também referiram que de vez em quando levavam uns tabefes, mas por mau comportamento, não por desporto.

Estarei assim tão enganado?
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#83
ArrayPrimeiro, tenho de te dar os parabéns pelo teu primeio post que consigo ler sem me doer os olhos!:cheesy: Aqueles espaços fazem maravilhas!!![/quote]
LOL

Peço desculpa pela falta de parágrafos, mas esqueço-me quase sempre de os usar, não sei porquê, esteticamente, sempre gostei mais de ver um texto compacto. lol
ArrayQuem e como? Tens de me explicar, porque não sei quem são nem o que fazem. A sério![/quote]
Parece-me que toda a gente aqui neste post tem vontade de mudar algo, não que isto seja uma amostra representativa de toda a sociedade, mas parece-me que já é um muito bom ponto de partida. Quem concentra o poder é, naturalmente, quem concentra o capital e consegue manipular o panorama político de acordo com os seus interesses.

ArrayNão concordo contigo. De todo. Tentar uma vez? Obrigatório. Segunda? Discutivel. Terceira? Impossivel. Que sociedade é esta em que criminosos violentos de 17 ou menos anos entram e saem de reformatórios? Nem um dia estão lá! Isso para mim não é dar oportunidades a ninguém. Isso é gozar comigo. Não me venham dizer que não lhes dão oportunidades. Não me venham falar de tolerancia. Isso tem de ter limites!

Lembraste da história do padre que pregou uma chapada num puto na tv? Num reformatório? Se estás lembrado o puto estava-lhe a puxar as calças e a meter-se com o padre e com o camaraman. O padre chamou-se a atenção 1,2,3,4,5,6 vezes.... fartou-se e deu-lhe um estalo. O puto sentou-se amuado, mas o que é certo é que parou quieto.

A jornalista ficou indignada e foi ao MP. O padre e a instituição foram condenada por maus tratos e foi fechada. Depois apareceram os putos todos a dizer que eram sovados, e que aquilo era o fim da picada.

Ora bem. O padre a seguir deu uma entrevista a dizer que estava muito arrependido, mas que por vezes não era possivel controlar os miudos, sem ser à lambada(ou coação fisica...), porque eles simplesmente não respeitavam os monitores e batiam neles e faziam trinta por uma linha. Nessa mesma entrevista, falaram alguns dos antigos "alunos" dessa instituição a dizer que lá tinham sido transformados em Homems, que lhe tinham dado um novo despertar para a vida, ect. Também referiram que de vez em quando levavam uns tabefes, mas por mau comportamento, não por desporto.[/quote]
Neste caso, realmente, não concordamos. O misticismo no número três faz-me lembrar o "third strike" que existe em alguns estados nos Estados Unidos, onde uma pessoa pode ser condenada a prisão perpétua por roubar uma pastilha, caso seja a terceira condenação. Acho que o estado não pode abdicar do seu papel construtivo em relação à comunidade, todos devem trabalhar para o bem de todos (mesmo que não exista reciprocidade da parte de alguns), é assim que se assegura a funcionalidade das estruturas sociais e o progresso, não somos obrigados a GOSTAR de quem comete crimes, alguns deles hediondos, mas devemos promover a reabilitação de todos mesmo que permanentemente vigiada, é uma ideia que faz parte de valores humanos, democráticos e, acima de tudo, que incentivam a tolerância, a compreensão e a harmonia entre todos. Não é pela punição desproporcionada que se consegue uma sociedade justa e livre, acho que isso é apenas mais um elemento reprodutor do ódio.

Penso que estamos a comparar duas coisas que não podem ser vistas analógicamente em conjunto, porque trata-se de fenomenologias em termos psicológicos localizadas em dois planos absolutamente distintos, a educação de uma criança e os modelos penais. Os castigos físicos já foram descartados há muito tempo por quase todos os métodos pedagógicos aceites científicamente e, neste caso, o conhecimento científico tem prioridade sob o meu ponto de vista, porque ao contrário do senso comum, não tem como substrato percepções e experiências localizadas e subjectivas, opera apenas no campo do objectivo. Claro que não sou um fundamentalista contra um pai ou mãe aplicar uma palmada num filho se a situação, eventualmente, parecer exigí-lo, mas é óbvio que isso não são exactamente casos de maus tratos. São acontecimentos normais desde que dentro parâmetros minimamente razoáveis.

Sobre o caso do Padre dar uma palmada na criança (acto que, isoladamente, não configura um caso de "maus tratos"), se a instituição foi encerrada devido a casos de maus tratos presumo que existam provas que os confirmem, é certo que apareceu numa entrevista antigos alunos a enaltecer o papel da instituição nas suas vidas, mas é possível encontrar pessoas a dizer todo o tipo de coisas em entrevistas, também há alunos da casa pia, eles próprios, vítimas de maus tratos (alguns que conheço pessoalmente) a dizer maravilhas da instituição outros, dizem barbaridades. Mesmo assim, continuo a confiar na decisão do tribunal e nas avaliações dos peritos.


ArrayEstarei assim tão enganado?[/quote]
Não sei, eu também duvido sempre de tudo o que digo. lol
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#84
Dióspiro, eu admiro a tua positividade na nossa sociedade e nas pessoas dentro dos partidos, mas infelizmente eu não sou assim, essas pessoas que tu dizes existirem dentro dos partidos (esquerda, centro e direita) com vontade são postas de lado logo á cabeça e nunca chegam a ser alguém lá dentro, ou seguem os outros ou cortam-lhe as pernas logo ao inicio. OFF-TOPIC - Eu ainda não entendo o que é ser de esquerda, centro ou direita........... quais as diferenças hoje em dia entre estes supostos grupos?

Para mim esse grupo restrito de pessoas (não sei se era isto que te referias, mas para mim é e respondendo ao post do Juhha) são os POLITICOS e não se verifica só a nivel nacional, mas a nivel europeu e onde existem as democracias actuais. São um grupo de pessoas que dispoem dos meio de um pais tal como bem entendem e infelizmente em vez de criarem condições para a evolução desse país 1º pensam é neles e "amigos" e sim depois se sobrar algo e não for contra os seus próprios interesses fazem algo por esse país. A esses senhores por mais mau que esteja a economia e sociedade não lhes falta nada e reparem que em portugal ao fim (salvo erro) 8 anos na assembleia da républica teem reforma por inteiro (iguais a nós), se cometem um crime teem de ir á assembleia da républica pedir o levantamento da imunidade parlamentar (tal como nós), para agravar saiem da assembleia da républica e vão para os Grupos estatais onde teem ordenados de milionários (como nós) e passam lá meia duzia de anos e saiem também com reformas milionárias (tal como nós), pois é esta a democracia onde vivemos onde supostamente deviamos ser todos iguais.

Vejo o Estado como mafioso, mas ainda pior que os verdadeiros mafiosos (antigamente em Itália os mafiosos controlavam determinada região e obrigavam os comerciantes a contribuir para esses grupos, mas era-lhe dada protecção e ninguém lhes tocava, hoje o Estado também me obriga a contruibuir, senão tira-me a casa o carro, etc., mas em contra-partida diz que me dá protecção, justiça e saúde, pois já todos sabemos que isto no nosso país funciona mesmo)

Concordo que todos devemos ter direitos, mas para mim existem algumas excepções, que dizes a um pai ou mãe a quem foi morto o filho que quem o matou tem direitos?Então e o direito dos pais que ficaram privados e marcados para toda a vida por um criminoso lhes ter tirado a vida de quem mais era querido? Que direitos tem um marido e uma mulher quando esta é violada? Direito de ir á justiça, ver o criminoso ir dentro 5 ou 6 anos? Quem é que paga para estes individuos se alimentarem durante este tempo de pena, quem este mesmo individuo lesou, achas isto correcto? E esses anos anos que ele foi dentro achas que o marcaram tanto como a quem ele lesou?

Mas pergunto-te se alguém não cumpre a lei nem ninguém o faz cumprir e interfere com a tua segurança e dos teus o que fazes?
Ainda não respondeste á minha pergunta pois nem sempre os governos e não são raras as vezes cumprem o seu papel.

Eu gostava que fosse tudo como aí escreves e como já disse admiro a tua positividade na nossa sociedade, mas eu infelizmente não acredito em quem nos governa, nem vejo alternativas para isso.............. e penso que vão ser longos os anos assim.
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#85
ArrayDióspiro, eu admiro a tua positividade na nossa sociedade e nas pessoas dentro dos partidos, mas infelizmente eu não sou assim, essas pessoas que tu dizes existirem dentro dos partidos (esquerda, centro e direita) com vontade são postas de lado logo á cabeça e nunca chegam a ser alguém lá dentro, ou seguem os outros ou cortam-lhe as pernas logo ao inicio. OFF-TOPIC - Eu ainda não entendo o que é ser de esquerda, centro ou direita........... quais as diferenças hoje em dia entre estes supostos grupos?

Para mim esse grupo restrito de pessoas (não sei se era isto que te referias, mas para mim é e respondendo ao post do Juhha) são os POLITICOS e não se verifica só a nivel nacional, mas a nivel europeu e onde existem as democracias actuais. São um grupo de pessoas que dispoem dos meio de um pais tal como bem entendem e infelizmente em vez de criarem condições para a evolução desse país 1º pensam é neles e "amigos" e sim depois se sobrar algo e não for contra os seus próprios interesses fazem algo por esse país. A esses senhores por mais mau que esteja a economia e sociedade não lhes falta nada e reparem que em portugal ao fim (salvo erro) 8 anos na assembleia da républica teem reforma por inteiro (iguais a nós), se cometem um crime teem de ir á assembleia da républica pedir o levantamento da imunidade parlamentar (tal como nós), para agravar saiem da assembleia da républica e vão para os Grupos estatais onde teem ordenados de milionários (como nós) e passam lá meia duzia de anos e saiem também com reformas milionárias (tal como nós), pois é esta a democracia onde vivemos onde supostamente deviamos ser todos iguais.

Vejo o Estado como mafioso, mas ainda pior que os verdadeiros mafiosos (antigamente em Itália os mafiosos controlavam determinada região e obrigavam os comerciantes a contribuir para esses grupos, mas era-lhe dada protecção e ninguém lhes tocava, hoje o Estado também me obriga a contruibuir, senão tira-me a casa o carro, etc., mas em contra-partida diz que me dá protecção, justiça e saúde, pois já todos sabemos que isto no nosso país funciona mesmo)

Concordo que todos devemos ter direitos, mas para mim existem algumas excepções, que dizes a um pai ou mãe a quem foi morto o filho que quem o matou tem direitos?Então e o direito dos pais que ficaram privados e marcados para toda a vida por um criminoso lhes ter tirado a vida de quem mais era querido? Que direitos tem um marido e uma mulher quando esta é violada? Direito de ir á justiça, ver o criminoso ir dentro 5 ou 6 anos? Quem é que paga para estes individuos se alimentarem durante este tempo de pena, quem este mesmo individuo lesou, achas isto correcto? E esses anos anos que ele foi dentro achas que o marcaram tanto como a quem ele lesou?

Mas pergunto-te se alguém não cumpre a lei nem ninguém o faz cumprir e interfere com a tua segurança e dos teus o que fazes?
Ainda não respondeste á minha pergunta pois nem sempre os governos e não são raras as vezes cumprem o seu papel.

Eu gostava que fosse tudo como aí escreves e como já disse admiro a tua positividade na nossa sociedade, mas eu infelizmente não acredito em quem nos governa, nem vejo alternativas para isso.............. e penso que vão ser longos os anos assim.[/quote]

Gabi, já li o teu post, preciso só de ir jantar, mas mais logo já aqui venho para continuarmos o debate. O fórum "SimRacingPortugal", é um espaço que ultrapassa largamente o contexto dos simuladores de automóveis. :D lol Começo a ficar viciado nisto.
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#86
LOL Boa janta :bigsmile:
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#87
Voltei...

Não há nada como uma lasagna do Lidl... *publicidade não endereçada* :D

Bem, não sei sei se a minha atitude será assim tão positiva em relação aos governos e aos partidos, apesar de existir vontade de mudança, penso que a tendência, neste momento é no sentido da regressão, não do progresso social. Mas uma coisa é estar moderadamente pessimista, outra coisa é conformar-me. Penso que a responsabilidade pela situação periclitante em que está Portugal e o mundo não é exclusividade dos políticos e, quando falo em "políticos" refiro-me a membros de governos eleitos. Nas sociedades onde vivemos, o fundamental, em tudo, é o DINHEIRO, o poder ECONÓMICO, com o dinheiro suficiente podemos fazer eleger os políticos que nos apetecer e manter o controle sobre eles (os ordenados e reformas de membros do governo e da assembleia da república são um exemplo desses privilégios), isto quando não existe mesmo SOBREPOSIÇÃO entre políticos e capital, que é o que acontece muitas vezes. A fronteira entre o poder económico e o poder político tornou-se diáfana, indestrinçável. Temos exemplos flagrantes desta dialéctica quando observamos como os senadores norte-americanos são eleitos através do financiamento abertamente assumido de empresas e "lobbies" de interesses e ficam reféns desses consórcios durante o exercer dos seus mandatos. Tens razão quando dizes que o país, ou o mundo é governado por uma máfia, mas trata-se, na minha opinião, de uma máfia económica, não política. Os governantes acabam por ser meros dignatários dos poderes económicos. Vejo com muita satisfação que localizes a saúde dentro da esfera das responsabilidades do governo, infelizmente é um sector que está em processo de pauperização deliberada a favor dos interesses privados (outra vez a influência do capital). Conheço relativamente bem dois partidos políticos, com os quais já trabalhei em objectivos comuns (embora não tenha nenhuma filiação), dentro de ambos existe vontade de mudar e as direcções não são compostas por grupos de interesse, pelo menos no seu âmago, mas preferia não dar detalhes sobre isso neste post para não subverter o rumo da discussão. Já tivemos outras muito acintosas em torno do mesmo tema. Compreendo claramente o teu ponto de vista em relação às vítimas e familiares de vítimas de crimes, mas de certeza que também concordas que não devem ser as vítimas os júris e juizes de quem comete crimes, nesse caso, deixaria de haver a necessidade da existência de leis e não haveria a mínima objectividade ou imparcialidade nas condenações e atribuições de penas. Mesmo alguém que cometeu um crime violento com consequências horrendas, como ser humano, tem direitos, ainda que limitados pelo estado, as famílias das vítimas devem receber, quando é caso disso, apoio psíquico financiado pelo estado. Temos de ter cuidado quando nos pomos no lugar de outras pessoas, pois há muitos lugares onde podemos pôr-nos, provavelmente, o criminoso, também terá pais que sofrerão igualmente com as consequências dos actos ilícitos do filho ou filha. É preciso encontrar uma solução equilibrada para todos os problemas e é fundamental que todas as pessoas, sem excepção, tenham direitos. Uma pessoa a cumprir uma pena de cadeia tem, por exemplo, o direito à vida, embora lhe seja privado o direito à liberdade. Se uma pessoa não tivesse direito algum, nesse caso, qualquer cidadão poderia entrar numa cadeia e exterminar os presidiários, uma vez que não estaria a entrar em colisão com os direitos dessas pessoas, logo, não haveria crime. A noção de "castigo" é, a meu ver, uma ideia completamente retrógrada quando não tem anexada uma função pedagógica, as cadeias devem existir não para expiar os crimes, mas sim para tornar a pessoa capaz de ser reintegrada na sociedade. Isto será fácil? Não. Não sentiremos todos uma certa revolta por a pessoa não chegar a sofrer o mesmo que todas as suas vítimas? Sim. Mas são impulsos que temos de controlar em nome da JUSTIÇA, que não deve ser confundida apenas com a ideia de castigo, quero que os meus filhos cresçam num mundo onde impere o respeito e os valores humanos, não a lei arcaica. Penso que respondi à tua pergunta no post anterior, mas talvez não me tenha feito entender. Assumi na minha resposta que o estado não cumpria as suas atribuições constitucionais, quando isso acontece, é preciso "obrigá-lo" a cumprir, formando associações civis, movimentos (de natureza democrática), manifestando-nos ordeiramente, mudando o nosso sentido de voto, etc. Se a nossa segurança for posta em risco, na ausência das autoridades, temos direito a defender-nos pelos nossos próprios meios (que não incluem conspirações criminosas como milícias), se achares que vais ser vítima de um acção violenta contra ti, então, podes chamar-me que eu apareço em tua casa e esperamos pelos prevaricadores, isso não corresponderia à formação de uma "milícia", já que estaríamos a seguir uma conduta "reactiva" e não "activa", ou seja, se formos atacados, defendemo-nos. Mas ainda não chegámos a um ponto desses, felizmente. Quando aconteceu o episódio que citei ontem, a polícia demorou cerca de meia hora para chegar, uma vez que esperaram pelo corpo de intervenção, nesse hiato, usei todos os recursos que tinha para me defender, VIGOROSAMENTE. lol Não cometi crime algum ao fazê-lo, limitei-me a zelar pela minha integridade física. A polícia demorou mas acabou por chegar, mesmo depois de lhes ter perguntado pelo telefone se eles eram da polícia ou dos bombeiros... lol... se chegarmos a uma situação em que deixe de haver governo então, claro, tudo teria de ser reequacionado. Felizmente, ainda não estamos numa situação dessas, mas pergunto-me se viremos a estar.

Edit: ESQUECI-ME DOS PARÁGRAFOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Outro edit: Visto à distância, estas ideias podem parecer até produto de alguma ingenuidade, mas acho que já estive no papel da vítima vezes suficientes para não acreditar em contos de fadas... lol... penso que são produto de alguma ponderação e esforço de distanciamento.
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#88
Gostei de ler essa historia do miúdo, para mim foi feita justiça.

Quanto ao filme é o exemplo do que uma pessoa se pode tornar após aguentar com tanta injustiça, pena foi não ter partido o pau na cabeça de um.

Eu sou advogado e dificilmente defendia pessoas desse género, o problema é que depois ninguém sabe qual é a verdade.
«Na melhor hipótese a representação parlamentar oferece o aspecto duma duplicação de forças, que ou se revelam hostis ou pelo menos inarmónicas, mesmo quando o partido que se arroga a representação das massas operárias exerce com exclusividade o poder».
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#89
Eu vou fazer copy/paste para o word e leio isso com mais calma, mai logo. Até me assustei...:cheesy:
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#90
ArrayEu vou fazer copy/paste para o word e leio isso com mais calma logo. Até me assustei...[/quote]

LOL

Desculpa.
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