06-07-2008, 12:25 AM
Tal como com o iRating, poderá ser útil clarificar outro dos pilares sobre o qual assenta o serviço, a Safety Rating, ou SR.
Desde o primeiro dia que foi tomada a decisão de ter um sistema que eliminasse, ou pelo menos minorasse grandemente um dos piores mal do simracing: os wreckers - seres de sangue frio da família das baratas. Curiosamente, o facto do serviço ser mais dispendioso do que o típico sim é por si só um impedimento eficaz a grande parte dessas criaturas, mas apesar de felizmente não existirem miúdos a divertirem-se estragando as corridas de terceiros, a necessidade de normas é inevitável mesmo com simracers experientes, para garantir que não se excedem.
É aí que entra o Safety Rating em acção. Todos os movimentos do condutor são constantemente analisados, e a má condução penalizada. Para ser mais preciso, sempre que existe algo que não se coadune com uma condução correcta durante uma sessão oficial (portanto Testing não está incluído, nem Practise), o sistema atribui incident points. Os valores são fixos:
0x - Light contact with another driver
1x - wheels off the racing surface
2x - Loss of control
3x - Contact with other objects
4x - Heavy contact with another driver
Estes inc points vão-se acumulando, e são parte duma equação que tem do outro lado as curvas feitas por cada condutor. Como indicação, para um Rookie ter um 3.0 SR ele necessita de fazer cerca de vinte curvas por cada incident. O máximo que é mostrado é 5.0 SR, mas existem pessoas que já têm 7.x e mais. Isto é útil quando se sobe para a licença superior (ver 2 parágrafos abaixo).
Fazendo as contas rapidamente, e tomando o circuito de Laguna Seca como exemplo, com 11 curvas, basta fazer 2 voltas para anular 1 incident point. Na prática qualquer simracer experiente consegue subir o seu SR sem grande dificuldade. Como comparação, se um condutor real saísse de pista uma vez em cada 20 curvas, a sua carreira não duraria muito.:smile:
Convém no entanto dizer que à medida que se sobe nas licenças, aumenta a exigência. Quando se passa para a Class D, o SR baixa imediatamente cerca de 1.0, e é necessário ser mais cuidadoso. Esse é o motivo pelo qual as corridas da Class D series têm por norma menos incidentes: os detentores da Class D têm de respeitar mais os outros.
Nota: para aceder à Class D é necessário ter um mínimo de 3.0 SR, mas atenção o SR salta de 2.9 para 3.4, para evitar que haja um constante oscilar entre menos e mais de 3.0.
Shared fault system
Talvez o ponto mais incompreendido pelos Rookies é o facto de quando existe um contacto, ambos os condutores serem penalizados. A maior parte das vezes isto é injusto, apesar de ser obrigação de todo o condutor tentar precaver-se do que pode acontecer. Aparentemente isto não resultaria se posto em prática.
No entanto, esta política resulta extraordinariamente bem quando analisados os resultados: os condutores excessivamente agressivos acabam invariavelmente por terem muito mais incidentes do que o piloto comum, e pura e simplesmente não passam de Rookie. Eventualmente, se o seu comportamento não se modificar, são expulsos do serviço, até porque existe também o sistema de reports, onde qualquer participante pode (e deve) denunciar comportamentos irresponsáveis.
Uma menção deve ser feita a um aparente loophole do sistema. Um condutor talentoso pode tentar dar um pequeno toque num adversário, que é detectado mas conta como 0x, e assim faz o oponente sair de pista, etc. Acontece que se tentar isso, e o outro condutor de facto sofrer incident points nos 4 segundos subsequentes ao contacto, o causador também leva com os mesma penalidade. Não o fará segunda vez.:smile:
Desde o primeiro dia que foi tomada a decisão de ter um sistema que eliminasse, ou pelo menos minorasse grandemente um dos piores mal do simracing: os wreckers - seres de sangue frio da família das baratas. Curiosamente, o facto do serviço ser mais dispendioso do que o típico sim é por si só um impedimento eficaz a grande parte dessas criaturas, mas apesar de felizmente não existirem miúdos a divertirem-se estragando as corridas de terceiros, a necessidade de normas é inevitável mesmo com simracers experientes, para garantir que não se excedem.
É aí que entra o Safety Rating em acção. Todos os movimentos do condutor são constantemente analisados, e a má condução penalizada. Para ser mais preciso, sempre que existe algo que não se coadune com uma condução correcta durante uma sessão oficial (portanto Testing não está incluído, nem Practise), o sistema atribui incident points. Os valores são fixos:
0x - Light contact with another driver
1x - wheels off the racing surface
2x - Loss of control
3x - Contact with other objects
4x - Heavy contact with another driver
Estes inc points vão-se acumulando, e são parte duma equação que tem do outro lado as curvas feitas por cada condutor. Como indicação, para um Rookie ter um 3.0 SR ele necessita de fazer cerca de vinte curvas por cada incident. O máximo que é mostrado é 5.0 SR, mas existem pessoas que já têm 7.x e mais. Isto é útil quando se sobe para a licença superior (ver 2 parágrafos abaixo).
Fazendo as contas rapidamente, e tomando o circuito de Laguna Seca como exemplo, com 11 curvas, basta fazer 2 voltas para anular 1 incident point. Na prática qualquer simracer experiente consegue subir o seu SR sem grande dificuldade. Como comparação, se um condutor real saísse de pista uma vez em cada 20 curvas, a sua carreira não duraria muito.:smile:
Convém no entanto dizer que à medida que se sobe nas licenças, aumenta a exigência. Quando se passa para a Class D, o SR baixa imediatamente cerca de 1.0, e é necessário ser mais cuidadoso. Esse é o motivo pelo qual as corridas da Class D series têm por norma menos incidentes: os detentores da Class D têm de respeitar mais os outros.
Nota: para aceder à Class D é necessário ter um mínimo de 3.0 SR, mas atenção o SR salta de 2.9 para 3.4, para evitar que haja um constante oscilar entre menos e mais de 3.0.
Shared fault system
Talvez o ponto mais incompreendido pelos Rookies é o facto de quando existe um contacto, ambos os condutores serem penalizados. A maior parte das vezes isto é injusto, apesar de ser obrigação de todo o condutor tentar precaver-se do que pode acontecer. Aparentemente isto não resultaria se posto em prática.
No entanto, esta política resulta extraordinariamente bem quando analisados os resultados: os condutores excessivamente agressivos acabam invariavelmente por terem muito mais incidentes do que o piloto comum, e pura e simplesmente não passam de Rookie. Eventualmente, se o seu comportamento não se modificar, são expulsos do serviço, até porque existe também o sistema de reports, onde qualquer participante pode (e deve) denunciar comportamentos irresponsáveis.
Uma menção deve ser feita a um aparente loophole do sistema. Um condutor talentoso pode tentar dar um pequeno toque num adversário, que é detectado mas conta como 0x, e assim faz o oponente sair de pista, etc. Acontece que se tentar isso, e o outro condutor de facto sofrer incident points nos 4 segundos subsequentes ao contacto, o causador também leva com os mesma penalidade. Não o fará segunda vez.:smile:
