Falou-se a semana passada por aqui na morte do Senna (ainda a correr tinta sobre quem é o culpado :push:... deviam era "enforcar" aqui os culpados da F1 (e do resto também :noworry:) que têm matado o desporto automóvel nos últimos 15 anos :push:)
Vá lá que há (Sportmotores e Jorge Girão) quem se lembre da morte de outro Campeão (este com C grande :noworry:), que nunca viveu com controvérsia à sua volta:
Completam-se hoje vinte cinco anos sobre o desaparecimento de um dos pilotos mais marcantes da história da Fórmula 1 - Gilles Villeneuve. O SportMotores.com não poderia ficar indiferente a esta data e reedita hoje um artigo publicado no dia 17 de Setembro de 2003 que mostrava um pouco do que foi a passagem meteórica de Gilles Villeneuve pela Fórmula 1.
Gilles Vilneuve: O Herói
Estávamos no dia 16 de Julho de 1977 e o McLaren M23 Ford número 40 com as cores da Marlboro, insistia em efectuar piões em todas as curvas do circuito de Silverstone. Muitos olhavam para o estreante, que conduzia o tal carro, com algum desdém, crendo que era a falta de talento que provocava tal comportamento, outros, já conhecedores do fenómeno, não entendiam o porquê de tantas idas à relva. Contudo, à medida que o treino-livre ia decorrendo, todos se apercebiam que os tempos daquele piloto canadiano iam melhorando consideravelmente. Afinal, todas aquelas "piruetas" não passavam de uma estratégia, de uma forma dramática de conhecer rapidamente um circuito e um carro que desconhecia por completo. Tratava-se de ultrapassar conscientemente os limites de aderência do carro e registar mentalmente as fronteiras do equilíbrio do M23, para não a repetir os malabarismos que tinha realizado. Os mais atentos, rapidamente se aperceberam da desenvoltura com que o McLaren saia das situações mais difíceis. Porém, poucos prestavam atenção a este jovem canadiano que ao fim de seis anos iria tornar-se numa lenda, pois no mesmo dia, a Renault estreava nos Grandes Prémios o seu motor turbo de 1500c.c..
Na corrida, apenas um problema num manómetro o impediu de marcar pontos na sua estreia, algo que normalmente está reservado aos eleitos, mas manteve-se sempre no grupo dos primeiros, ainda que, com uma volta de atraso em virtude da ida às boxes, devido ao pequeno problema do seu McLaren. Porém, Gilles Villeneuve tinha deixado a sua marca. Nigel Roebuck escrevia no Autosport inglês: "Gilles Villeneuve demonstrou um enorme talento, foi impressionante!"; enquanto que Denis Jenkison, jornalista que assistiu ao despontar de muitas estrelas, assinava: "Villeneuve foi sem qualquer dúvida o homem do dia."
Apesar da grande demonstração de talento por parte do canadiano, Teddy Mayer, o director desportivo da McLaren da época, mesmo com um contrato assinado com opção para época de 77, não deu mais nenhuma oportunidade a Villeneuve, o que deixou este bastante abalado. O homem do Québec tinha a perfeita consciência do seu valor e a atitude de Teddy Mayer, demonstrava que duvidava das suas capacidades, algo que levou muito a peito. Porém em Agosto, estava Gilles Villeneuve resignado com a sua impossibilidade de competir na Fórmula 1, o seu grande sonho, quando recebeu um telefonema da Ferrari. De um momento para o outro, passava da situação de piloto que tinha batido na porta da fama que no entanto, se manteve fechada, para piloto da famosa, da embriagante Ferrari. Gilles sentia-se como uma criança na manhã de Natal, tinha realizado o seu sonho, era piloto de Fórmula 1 e logo com a Ferrari. O canadiano tinha a espinhosa tarefa de substituir Niki Lauda que se tinha sagrado duas vezes Campeão Mundial de Pilotos pela formação italiana, mas tinha entrado em rota de colisão com Enzo Ferrari, desde o GP do Japão da época anterior. O novo recruta da Scuderia iria participar em 77 em dois GP's, em Mosport (Canadá) e Fuji (Japão), para se adaptar à nova equipa e às exigências oferecidas a um piloto de Fórmula 1.
A partir de então o nome Villeneuve e Ferrari ficaram indissociáveis. Gilles era o piloto que se imaginava dentro de um daqueles carros vermelhos, sempre nos limites, ou para lá deles, sempre capaz de realizar algo que para a maior parte dos seus colegas de pista parecia impossível, deixava um aroma de paixão quando passava com o seu Ferrari. No fundo, todos se conformavam com a impossibilidade de atingir a velocidade do "Canadiano-Voador". Até que no GP de San Marino 82, cansado de ser batido consistentemente pelo seu colega de equipa, Didier Pironi resolveu ignorar as ordens de equipa dadas por Marco Piccinini, então o director desportivo da Ferrari, quando Gilles Villeneuve liderava o duo ferrarista. O piloto do Ferrari número vinte sete completava então a última volta a baixa velocidade, a caminho de uma vitória em frente aos tifosi, quando Pironi aproveitou o facto de Villeneuve acreditar que os Ferrari iriam manter as suas posições, para o ultrapassar e dessa formas roubar-lhe a vitória. O quebequeano sentiu-se traído, tinha confiado em Pironi, considerava-o um amigo e este tinha-lhe roubado uma vitória. A partir de então, Gilles jamais dirigiu a palavra ao francês que a troco de uma vitória, tinha colocado em risco a sua amizade.
Gilles Villeneuve era um homem puro, com um forte sentido de lealdade. Em 79, quando os Ferrari eram os carros dominadores, Villeneuve concordou, e honrou até ao fim, em ajudar Jody Scheckter a alcançar o título. Mesmo quando era mais rápido que o sul-africano, Villeneuve não esboçava qualquer ataque, limitava-se a seguir o seu companheiro de equipa. Durante o GP de Itália 79, a meio da corrida Scheckter e Villeneuve estavam no comando das operações, com vantagem para o sul-africano. Caso este vencesse, sagrar-se-ia campeão e o único que o poderia impedir de tal desiderato era Villeneuve, que se manteve no seu rasto até à bandeirada de xadrez. No final o canadiano afirmou: "Rezei muitas vezes para que o Jody (Scheckter) tivesse um problema mecânico, mas jamais me passou pela cabeça tentar ultrapassá-lo."
No fundo, foi esta forma de ser que o traiu e funcionou como aliada de Pironi, que sempre foi visto como uma pessoa fria e calculista. O francês sabia que em Imola não tinha apenas roubado uma corrida a Gilles Villeneuve, tinha-o também desequilibrado emocionalmente, algo que foi determinante para o desenlace trágico quinze dia mais tarde.
Estávamos então nos momentos finais da qualificação de sábado, que normalmente ditava o escalonamento da grelha de partida e Villeneuve estava apenas no quarto lugar, ao passo que Didier Pironi estava no segundo, uma situação que o canadiano não podia tolerar. O piloto do Québec tentou desesperadamente bater o tempo do seu colega de equipa, mas sem sucesso e quando se encaminhava para as boxes, nos limites como sempre, não conseguiu evitar o March de Jochen Mass. O Ferrari 126 C2 levantou voo e ao aterrar de bico partiu-se em dois pela zona do habitáculo, ferindo mortalmente Gilles. Apesar da rápida assistência médica disponibilizada, pelas 21h12m do mesmo dia - 8 de Maio de 82 - Gilles Villeneuve era declarado morto. Tinha desaparecido o herói de muitos dos adeptos de Fórmula 1.
Ao verificarmos a história, concluímos que Gilles Villeneuve obteve apenas seis vitórias em sessenta e sete GP disputados, realmente é manifestamente pouco para alguém que era reconhecido unanimemente, inclusivamente pelos seus adversários, como o piloto mais rápido em pista. Porém, os números raramente são o mais importante.
Claro que as vitórias eram um dos seus objectivos, mas nas quatro épocas completas que disputou na Fórmula 1, só por uma vez a Ferrari lhe ofereceu um carro ao nível do seu talento e aí manteve-se fiel à sua palavra e ajudou Jody Scheckter na conquista do título. Porém, deixou na Fórmula 1 a sua marca indelével. Jamais um piloto definiu tão bem a condução nos limites. Na verdade, para ele estes existiam apenas para serem ultrapassados a cada instante, como demonstra a sua ida às boxes em três rodas, durante o GP da Bélgica 79.
Nessa altura, rodava em primeiro lugar destacado dos seus perseguidores, quando o pneu traseiro esquerdo do seu Ferrari 312 T4 rebentou, obrigando-o a um monumental pião. Mas o motor ainda funcionava, o abandono era o mais óbvio porém, havia que tentar. Então o Ferrari número 12 dirigiu-se ferozmente às boxes, poderia ser que houvesse salvação... Em cada curva que abordava, o carro vermelho, envolvido por uma chuva de faíscas, parecia estar perdido. Para muitos já seria difícil agarrá-lo se tivesse os quatro pneus no sítio, quanto mais apenas com três, para o canadiano tratava-se apenas de mais um desafio que estava a controlar facilmente. O público estava em êxtase, este era o seu herói, um homem de aparência normal, que se transfigurava por completo dentro de um carro de competição. Um homem que nunca desistia apesar das adversidades, que alcançava o impossível para o comum dos mortais. Quando entrou nas boxes o abandono era inevitável, mas mais uma vez tinha tentado, não se deixou abater pelas dificuldades das circunstâncias e para ele isso era o mais importante, sentir sempre que tinha dado o seu máximo, ter a consciência que não havia nem mais um pingo de suor para ser expelido pelo seu corpo franzino.
Este era o pequeno "Grande Gilles", consciente do seu enorme talento que ofuscava os seus colegas de pista. Porém, a sua simpatia era cativante, nunca cedendo à arrogância que o sucesso levou a muitos dos seus companheiros de pista. Era um homem simples, que dentro de um carro de competição fazia sonhar quem o pudesse admirar.
Uma enorme perda para a F1... E uma enorme pena não ter podido assistir em directo às corridas desse Campeão :sad::sad:
Vá lá que há (Sportmotores e Jorge Girão) quem se lembre da morte de outro Campeão (este com C grande :noworry:), que nunca viveu com controvérsia à sua volta:
Completam-se hoje vinte cinco anos sobre o desaparecimento de um dos pilotos mais marcantes da história da Fórmula 1 - Gilles Villeneuve. O SportMotores.com não poderia ficar indiferente a esta data e reedita hoje um artigo publicado no dia 17 de Setembro de 2003 que mostrava um pouco do que foi a passagem meteórica de Gilles Villeneuve pela Fórmula 1.
Gilles Vilneuve: O Herói
Estávamos no dia 16 de Julho de 1977 e o McLaren M23 Ford número 40 com as cores da Marlboro, insistia em efectuar piões em todas as curvas do circuito de Silverstone. Muitos olhavam para o estreante, que conduzia o tal carro, com algum desdém, crendo que era a falta de talento que provocava tal comportamento, outros, já conhecedores do fenómeno, não entendiam o porquê de tantas idas à relva. Contudo, à medida que o treino-livre ia decorrendo, todos se apercebiam que os tempos daquele piloto canadiano iam melhorando consideravelmente. Afinal, todas aquelas "piruetas" não passavam de uma estratégia, de uma forma dramática de conhecer rapidamente um circuito e um carro que desconhecia por completo. Tratava-se de ultrapassar conscientemente os limites de aderência do carro e registar mentalmente as fronteiras do equilíbrio do M23, para não a repetir os malabarismos que tinha realizado. Os mais atentos, rapidamente se aperceberam da desenvoltura com que o McLaren saia das situações mais difíceis. Porém, poucos prestavam atenção a este jovem canadiano que ao fim de seis anos iria tornar-se numa lenda, pois no mesmo dia, a Renault estreava nos Grandes Prémios o seu motor turbo de 1500c.c..
Na corrida, apenas um problema num manómetro o impediu de marcar pontos na sua estreia, algo que normalmente está reservado aos eleitos, mas manteve-se sempre no grupo dos primeiros, ainda que, com uma volta de atraso em virtude da ida às boxes, devido ao pequeno problema do seu McLaren. Porém, Gilles Villeneuve tinha deixado a sua marca. Nigel Roebuck escrevia no Autosport inglês: "Gilles Villeneuve demonstrou um enorme talento, foi impressionante!"; enquanto que Denis Jenkison, jornalista que assistiu ao despontar de muitas estrelas, assinava: "Villeneuve foi sem qualquer dúvida o homem do dia."
Apesar da grande demonstração de talento por parte do canadiano, Teddy Mayer, o director desportivo da McLaren da época, mesmo com um contrato assinado com opção para época de 77, não deu mais nenhuma oportunidade a Villeneuve, o que deixou este bastante abalado. O homem do Québec tinha a perfeita consciência do seu valor e a atitude de Teddy Mayer, demonstrava que duvidava das suas capacidades, algo que levou muito a peito. Porém em Agosto, estava Gilles Villeneuve resignado com a sua impossibilidade de competir na Fórmula 1, o seu grande sonho, quando recebeu um telefonema da Ferrari. De um momento para o outro, passava da situação de piloto que tinha batido na porta da fama que no entanto, se manteve fechada, para piloto da famosa, da embriagante Ferrari. Gilles sentia-se como uma criança na manhã de Natal, tinha realizado o seu sonho, era piloto de Fórmula 1 e logo com a Ferrari. O canadiano tinha a espinhosa tarefa de substituir Niki Lauda que se tinha sagrado duas vezes Campeão Mundial de Pilotos pela formação italiana, mas tinha entrado em rota de colisão com Enzo Ferrari, desde o GP do Japão da época anterior. O novo recruta da Scuderia iria participar em 77 em dois GP's, em Mosport (Canadá) e Fuji (Japão), para se adaptar à nova equipa e às exigências oferecidas a um piloto de Fórmula 1.
A partir de então o nome Villeneuve e Ferrari ficaram indissociáveis. Gilles era o piloto que se imaginava dentro de um daqueles carros vermelhos, sempre nos limites, ou para lá deles, sempre capaz de realizar algo que para a maior parte dos seus colegas de pista parecia impossível, deixava um aroma de paixão quando passava com o seu Ferrari. No fundo, todos se conformavam com a impossibilidade de atingir a velocidade do "Canadiano-Voador". Até que no GP de San Marino 82, cansado de ser batido consistentemente pelo seu colega de equipa, Didier Pironi resolveu ignorar as ordens de equipa dadas por Marco Piccinini, então o director desportivo da Ferrari, quando Gilles Villeneuve liderava o duo ferrarista. O piloto do Ferrari número vinte sete completava então a última volta a baixa velocidade, a caminho de uma vitória em frente aos tifosi, quando Pironi aproveitou o facto de Villeneuve acreditar que os Ferrari iriam manter as suas posições, para o ultrapassar e dessa formas roubar-lhe a vitória. O quebequeano sentiu-se traído, tinha confiado em Pironi, considerava-o um amigo e este tinha-lhe roubado uma vitória. A partir de então, Gilles jamais dirigiu a palavra ao francês que a troco de uma vitória, tinha colocado em risco a sua amizade.
Gilles Villeneuve era um homem puro, com um forte sentido de lealdade. Em 79, quando os Ferrari eram os carros dominadores, Villeneuve concordou, e honrou até ao fim, em ajudar Jody Scheckter a alcançar o título. Mesmo quando era mais rápido que o sul-africano, Villeneuve não esboçava qualquer ataque, limitava-se a seguir o seu companheiro de equipa. Durante o GP de Itália 79, a meio da corrida Scheckter e Villeneuve estavam no comando das operações, com vantagem para o sul-africano. Caso este vencesse, sagrar-se-ia campeão e o único que o poderia impedir de tal desiderato era Villeneuve, que se manteve no seu rasto até à bandeirada de xadrez. No final o canadiano afirmou: "Rezei muitas vezes para que o Jody (Scheckter) tivesse um problema mecânico, mas jamais me passou pela cabeça tentar ultrapassá-lo."
No fundo, foi esta forma de ser que o traiu e funcionou como aliada de Pironi, que sempre foi visto como uma pessoa fria e calculista. O francês sabia que em Imola não tinha apenas roubado uma corrida a Gilles Villeneuve, tinha-o também desequilibrado emocionalmente, algo que foi determinante para o desenlace trágico quinze dia mais tarde.
Estávamos então nos momentos finais da qualificação de sábado, que normalmente ditava o escalonamento da grelha de partida e Villeneuve estava apenas no quarto lugar, ao passo que Didier Pironi estava no segundo, uma situação que o canadiano não podia tolerar. O piloto do Québec tentou desesperadamente bater o tempo do seu colega de equipa, mas sem sucesso e quando se encaminhava para as boxes, nos limites como sempre, não conseguiu evitar o March de Jochen Mass. O Ferrari 126 C2 levantou voo e ao aterrar de bico partiu-se em dois pela zona do habitáculo, ferindo mortalmente Gilles. Apesar da rápida assistência médica disponibilizada, pelas 21h12m do mesmo dia - 8 de Maio de 82 - Gilles Villeneuve era declarado morto. Tinha desaparecido o herói de muitos dos adeptos de Fórmula 1.
Ao verificarmos a história, concluímos que Gilles Villeneuve obteve apenas seis vitórias em sessenta e sete GP disputados, realmente é manifestamente pouco para alguém que era reconhecido unanimemente, inclusivamente pelos seus adversários, como o piloto mais rápido em pista. Porém, os números raramente são o mais importante.
Claro que as vitórias eram um dos seus objectivos, mas nas quatro épocas completas que disputou na Fórmula 1, só por uma vez a Ferrari lhe ofereceu um carro ao nível do seu talento e aí manteve-se fiel à sua palavra e ajudou Jody Scheckter na conquista do título. Porém, deixou na Fórmula 1 a sua marca indelével. Jamais um piloto definiu tão bem a condução nos limites. Na verdade, para ele estes existiam apenas para serem ultrapassados a cada instante, como demonstra a sua ida às boxes em três rodas, durante o GP da Bélgica 79.
Nessa altura, rodava em primeiro lugar destacado dos seus perseguidores, quando o pneu traseiro esquerdo do seu Ferrari 312 T4 rebentou, obrigando-o a um monumental pião. Mas o motor ainda funcionava, o abandono era o mais óbvio porém, havia que tentar. Então o Ferrari número 12 dirigiu-se ferozmente às boxes, poderia ser que houvesse salvação... Em cada curva que abordava, o carro vermelho, envolvido por uma chuva de faíscas, parecia estar perdido. Para muitos já seria difícil agarrá-lo se tivesse os quatro pneus no sítio, quanto mais apenas com três, para o canadiano tratava-se apenas de mais um desafio que estava a controlar facilmente. O público estava em êxtase, este era o seu herói, um homem de aparência normal, que se transfigurava por completo dentro de um carro de competição. Um homem que nunca desistia apesar das adversidades, que alcançava o impossível para o comum dos mortais. Quando entrou nas boxes o abandono era inevitável, mas mais uma vez tinha tentado, não se deixou abater pelas dificuldades das circunstâncias e para ele isso era o mais importante, sentir sempre que tinha dado o seu máximo, ter a consciência que não havia nem mais um pingo de suor para ser expelido pelo seu corpo franzino.
Este era o pequeno "Grande Gilles", consciente do seu enorme talento que ofuscava os seus colegas de pista. Porém, a sua simpatia era cativante, nunca cedendo à arrogância que o sucesso levou a muitos dos seus companheiros de pista. Era um homem simples, que dentro de um carro de competição fazia sonhar quem o pudesse admirar.
Uma enorme perda para a F1... E uma enorme pena não ter podido assistir em directo às corridas desse Campeão :sad::sad:




![[Image: mclev2.jpg]](http://img368.imageshack.us/img368/60/mclev2.jpg)
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